Programa Alma Lusa rádio feita em português

October 31, 2017 | Author: João Pedro Prada Vilaverde | Category: N/A
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Edition nº 77 | du 21 février 2013 Mensuel Franco-Portugais

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O jornal das Comunidades lusófonas da Bélgica

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Entrevista com António Gomes que volta a presidir a Federação das Associações Portuguesas na Bélgica. Edition

B E L G I Q U E

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Be

Ensino. A questão do pagamento das Propinas para os alunos do Ensino de Português no Estrangeiro continua na agenda dos debates parlamentares. Empresários. A Associação dos Empresários Portugueses na Bélgica comemorou 23 anos de existência e apresentou novos serviços aos sócios. Lusodescendente. Marco Lacombez Leitão é advogado lusodescendente, filho de pai português e mãe belga e radicado no Porto há vários anos.

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Programa “Alma Lusa” rádio feita em português Jovens animam programa aos sábados na Rádio Alma LusoJornal / Carlos Pereira PUB

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Opinião

le 21 février 2013

Artigo de opinião Alfredo Sousa de Jesus PSD Bruxelas

O momento da viragem

[email protected]

Em finais de janeiro de 2013, a Secção do PSD Bruxelas organizou um jantar-debate com o Vice-Presidente do PSD, Jorge Moreira da Silva, no qual tive oportunidade de transmitir algumas das mensagens aqui resumidas. Passou a ser um lugar comum dizer que Portugal atravessa dos momentos mais difíceis da sua história. Muitos, nos quais me incluo, viram em 2012 um “annus horribilis”, mais um ano a cumprir escrupulosamente um memorando que nos foi imposto por quem, hoje em dia, recusa a sua parte de responsabilidades. Foi um ano de austeridade sem precedentes, com elevadíssimos custos sociais para todos os Portugueses. Perante a conjuntura nacional e, sobretudo, perante as medidas tomadas pelo Governo, ou que pensou tomar, não escondo que tive dúvidas. Dúvidas essas que, na minha qualidade de membro de Conselho Nacional do PSD, transmiti aos órgãos do

Partido e aos principais responsáveis partidários porque sempre me recusei fazer na praça pública comentários que provocam ruído que em nada contribui para o esclarecimento da situação. O regresso de Portugal aos mercados e o cumprimento do défice público de 5% em 2012 reconquistaram inquestionavelmente a credibilidade de Portugal na cena internacional, tanto nos mercados financeiros como junto dos parceiros institucionais. É um sucesso inegável deste Governo, gerido de forma sóbria “sem embandeirar em arco”. Mas, de forma metafórica, diria que estamos agora a meio de uma ponte estreita. Ou avançamos paulatinamente em frente e concretizamos na economia, na competitividade e no emprego os resultados alcançados na primeira parte ou dá-se um passo para o lado e caímos à água. Chegou assim um momento de viragem. Eu diria que depois de voltar

aos mercados, temos de voltar ao país. Se a esquizofrenia dos mercados foi de certa forma temporariamente sossegada, cabe-nos agora sossegar os Portugueses, explicar cabalmente que este regresso aos mercados foi apenas um meio e não um fim em si. Mostrar que os brutais sacrifícios impostos não foram em vão, dar um sentido a esses sacrifícios, mostrar que fazem parte de uma estratégia prestes a produzir efeitos palpáveis e sustentáveis no dia-a-dia dos cidadãos. Daí a importância de prosseguir com profundas reformas estruturais, na justiça, na educação e na saúde, não só ou apenas para racionalizar despesas ou atingir um montante de cortes predefinido, mas sobretudo para prestar serviços públicos de qualidade adaptados às novas realidades da sociedade portuguesa. E isso não se faz aplicando cegamente medidas teóricas impostas de fora, por muita válidas que possam ser;

também não se decidem em círculos fechados, sejam eles sob regras de Chatham House ou não; debatem-se de forma séria e profunda para alcançar um apoio alargado na sociedade civil. Uma palavra especial sobre as Comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo. Vivemos tempos em que, pelos mais diversos motivos, e uns mais legítimos do que outros, o tema da emigração voltou a beneficiar de um efeito de moda que, quanto a mim, é perfeitamente dispensável em muitos casos. Abre telejornais e faz capas de jornais. De um dia para o outro, até parece que todos em Portugal têm uma opinião informada sobre a emigração. Penso que o PSD, e sobretudo os membros do Governo que não tutelam esta área, deviam ter algum recato antes de falar das Comunidades. Ninguém emigra de ânimo leve! Trata-se de um tema demasiado sensível e complexo que é merecedor de muito

mais atenção de que umas declarações de circunstância. Perante a conjuntura económica e financeira nacional, a emigração voltou ser uma realidade incontornável com impacto tremendo na sociedade portuguesa: o êxodo de jovens mais qualificados no qual o Estado investiu e de menos jovens e menos qualificados que ficam fora do mercado de trabalho, ambos com efeitos na demografia, na natalidade e na sustentabilidade do nosso modelo social; as ligações mantidas entre Portugal e a sua diáspora, sejam elas culturais, sociais, educacionais, etc...; as remessas e os investimentos dos Emigrantes feitos em Portugal; o regresso de Emigrantes a Portugal para usufruírem das suas reformas, mas também o papel que essa Diáspora desempenha no estrangeiro para levar bem alto o nome de Portugal. O presente está a dar-nos razão, estou certo que o futuro também nos dará.

Crónica de opinião António Manuel Pereira da Costa Pinto Licenciado em Ciências Sociais - Sociologia

Durma, pela sua saúde

[email protected]

A azáfama da vida quotidiana leva a que muitas vezes se olvide o essencial. A má gestão do tempo, as solicitações em excesso, as obrigações de caráter profissional familiar e outras, conduzem a que por vezes sejamos assoberbados em demasia, prejudicando o nosso bem estar bem assim como o nosso equilíbrio emocional. É depois de 1878, graças a Thomas Edison, que a chegada da luz elétrica veio revolucionar por completo a nossa civilização. Se nos lembrarmos o quão dependentes somos da eletricidade, podemos deduzir facilmente as etapas vencidas e as alterações concomitantes provocadas no nosso quotidiano. O prolongamento do dia pela noite dentro, é uma das mais sonantes alterações - mau grado de nem sempre nos apercebermos de tal - roubando ao sono e ao descanso horas que lhes são devidas. De facto, hoje em dia, o sono é menosprezado, reduzido ao mínimo por certas pessoas, sendo considerado ainda por outras como perda de tempo. As descobertas mais recentes, demonstraram que o sono é uma componente importante da saúde tal como uma correta alimentação e atividade física.

A duração do sono estipulado (7h008h00 para um adulto) deve ser respeitada de modo a serem evitados: acidentes de trabalho, de transito, depressões, obesidade, diabetes, enfarte de miocárdio, hipertensão e morte sem excluir a tão propalada falta de produtividade. No passado, os cientistas preocuparam-se sobretudo com as doenças que impediam um correto e retemperador sono, tendo detetado cerca de 80. Algumas são mais conhecidas como é o caso da “Apneia Noturna” (que obriga em geral as pessoas que sofrem desta patologia a dormirem com um aparelho respiratório), outras mais raras como a “Narcolepsia” (doença que provoca excessiva sono-

lência diurna). Para o Prof. Allan Richtschaffen “se o sono não tivesse uma função vital, teria sido o pior erro encontrado ao longo da nossa evolução”. De facto, sem o sono não se pode viver como demonstra a “Insónia Familiar Fatal” uma raríssima doença genética. Que sucede quando se renuncia a ter as horas adequadas de sono? Em crianças entre 4 e 11 anos (cujo sono deve contemplar 13 e 10h00 respetivamente), calcula-se que estas perdem em média entre 30 a 60 minutos por noite. As repercussões sentem-se nos resultados escolares: crianças que dormem pouco, são menos atentas, empregam mais tempo a elaborar a informação, recor-

dam menos e implicitamente aprendem menos. Alguns estudos demonstraram que os estudantes com piores resultados são os que vão para a cama mais tarde e dormem em média menos horas do que os que têm melhores resultados. Nos adultos, são por vezes causas subtis que podem impedir um correto sono. Este, tem como obstáculo a luz artificial que pode impedir que o nosso relógio biológico, situado no nosso cérebro, possa exercer cabalmente a sua função. A luz artificial pode ainda impedir que o corpo produza “Melatonina” (hormona do sono) e levar a que se possa ter um sono escorreito. Esta hormona controla cerca de 15% dos genes, daí se poder inferir que a falta de sono provoca consequências a vários níveis. Cientistas que estudaram grandes grupos de população chegaram às seguintes conclusões: - Quem dorme entre 7h00 e 8h00 por dia, goza de mais saúde do que quem dorme menos de 6h00 e mais de 10h00; - Pessoas que menos dormiam eram as que possuíam um maior índice de massa corporal; - Sofrem de hipertensão 32,5% de sujeitos que dormem menos de 06h00 ou mais de 10h00 contra

23% de quem dorme entre 07h00 e 08h00; - Pessoas que dormem pouco têm um aumento da resistência à insulina e uma maior intolerância aos açucares o que conduz a uma fase de pré-diabetes; - Pessoas que dormem habitualmente menos de 06h00, têm um aumento de 12% de risco de morrer antes dos 65 anos: pessoas que dormem mais de 09h00 têm um aumento de risco de morrer antes dos 65 anos de 30%; - Foram encontradas ainda correlações entre quem dorme pouco e a doença de Alzheimer. Em suma, com simples regras de higiene de vida, pode-se obstar a que se seja confrontado com problemas de dormir. Assim, devem-se evitar desde o fim da tarde substâncias excitantes (café, bebidas à base de cola, nicotina, etc.), e deve-se jantar de forma frugal, reduzir a temperatura no quarto de dormir e a luz artificial, não usar o computador, tabletes e similares 01h00 antes do deitar e preferir um livro à televisão. Se assim proceder, estamos convictos de que terá um sono assaz retemperador e uma Boa Noite. Não esqueça: “Deitar Cedo e Cedo Erguer, dá Saúde e Faz Crescer”. E, durma... pela sua saúde!

LusoJornal. Belgique | Édité par: CCIFP Editions SAS, 7 avenue de la porte de Vanves, 75014 Paris et par : APCLB,asbl, Association pour la promotion de la culture lusophone en Belgique,Zeenstraat, 121, 1933 Sterrebeek | Directeur de la publication: Carlos Pereira | Directeur adjoint: Paulo Carvalho | Collaboration: António Fernandes, Clara Teixeira, Francisco Barradas, João Godim, Luis Coutinho, Manuel Martins | Les auteurs d’articles d’opinion prennent la responsabilité de leurs écrits | Agence de presse: Lusa | Photos: Portugalnet | Design graphique: Jorge Vilela Design | Impression: Corelio Printing (Belgique) | Publicité: APCLB, asbl - Tel: 0032 (0) 485. 89. 84. 09 | Les publicités sont de la responsabilité des annonceurs | Distribution: Portugalnet Consulting | [email protected] | www.lusojornal.com | Distribution gratuite | 10.000 exemplaires

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Ensino

le 21 février 2013

Ainda questão das Propinas

em síntese Governo vai formar Dirigentes associativos nas Comunidades

O Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, anunciou que, “entre 24 e 28 do corrente mês vamos voltar a organizar a primeira de um conjunto de ações dedicadas à formação de quadros dirigentes para as nossas associações. Sucessivamente iremos convidando jovens e menos jovens que dedicam ao dirigismo associativo e que irão interagindo entre si e com entidades nacionais que poderão ajudá-los a desenvolver novos projetos” explicou nas redes sociais. “Esta ação durará 5 dias e irá desenrolar-se entre Lisboa e Viseu, prevendo-se sessões de trabalho com a Direção Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas, o Instituto Português da Juventude, Associações da área etnográfica e estudantil, animadores culturais ligados a associações e autarquias e visitas à Assembleia da República, ao Ministério dos Negócios Estrangeiros e a Câmaras Municipais”. O LusoJornal não teve ainda a lista de participantes que integram esta primeira ação de formação, mas já tem a confirmação que não há nenhum participante da Bélgica. “É evidente que nem todos os potenciais interessados poderão participar neste primeiro encontro mas o objetivo é ir alargando o leque de pessoas a contemplar em futuras ações idênticas, ainda este ano, de maneira a podermos incentivar um vasto conjunto de novos protagonistas para o movimento associativo da Diáspora e fomentar a existência de redes de contacto entre as diversas instituições associativas que representam”.

Todas os meses estamos ao seu lado

lusojornal.com

Declarações no Parlamento dividem Secretário Estado, Socialistas e Sindicalistas O Partido Socialista acusa o Secretário de Estado das Comunidades de ter “dado a entender” no Parlamento que tinha apoio de todos os Sindicatos à introdução de propinas no ensino de português no estrangeiro, o que José Cesário rejeita. Em comunicado divulgado na semana passada, o Deputado socialista Paulo Pisco defende que o Secretário de Estado deve um pedido de desculpas ao Parlamento e sindicalistas, depois de na quinta-feira o Sindicato dos Professores nas Comunidades Lusíadas ter dito que a alegação de que os sindicatos apoiaram a Propina “é manifestamente falsa”. Contactado pela Lusa a propósito das declarações da sindicalista Teresa Duarte Soares, José Cesário disse nunca se ter referido ao assunto das Propinas. “Não disse que os Sindicatos estavam de acordo com Propina. Disse que todos assinaram as atas e acordos sobre a revisão do decretolei, com exceção do aspeto Propinas, que não foi alvo de negociação, nem tinha de ser”, disse à Lusa. “Todo o resto do diploma foi subscrito por todos, incluindo por ela própria [sindicalista do SPCL]. Deu um acordo total, à exceção da Propina, que estava fora do âmbito da negociação”, adiantou. Admitindo que houve um “acordo parcial” com o novo regime do EPE, a sindicalista garantiu que a organização que dirige é “absolutamente contra” o pagamento de uma Propina anual por parte dos pais. “Nas negociações, exigimos até que fosse anexado à ata das reuniões uma declaração a dizer que a Propina era anticonstitucional e que não estávamos de acordo”, disse Teresa Duarte Soares, recordando que numa reunião com o Secretário de Estado no passado dia 22, o Sindicato reiterou

José Cesário a sua oposição. A pedido do Partido Socialista, o Plenário da Assembleia da República discutiu no passado dia 24 de janeiro, uma apreciação parlamentar do Decreto-Lei que estabelece o regime do ensino do Português no estrangeiro. O PS apresentou também uma proposta de alteração para que fosse eliminada a Propina no ensino. As declarações de José Cesário, de que o decreto “recolheu o consenso de todos os sindicatos”, e que existem “atas assinadas com todos as Federações sindicais” (FNE, Fenprof e SPCL), “dá a entender que todos concordaram com a introdução das Propinas”, segundo Paulo Pisco. “O Secretário de Estado tem o dever de repor a verdade e deve um pedido de desculpas não apenas aos Deputados, como aos Sindicatos, porque nenhum aceitou a introdução da Propina para a frequência do EPE, a qual o Governo considerou inegociá-

Paulo Pisco vel”, refere o Deputado em comunicado.

Sindicato contesta declarações de Cesário O Sindicato dos Professores nas Comunidades Lusíadas (SPCL) contestou declarações do Secretário de Estado das Comunidades de que o novo regime do ensino de português no estrangeiro teria o acordo de todos os sindicatos. Em resposta a essas declarações, a Presidente do SPCL, Teresa Duarte Soares, disse à Lusa que a alegação de que os Sindicatos apoiaram a propina “é manifestamente falsa”. Na altura, lembrou, o Sindicato alertou para o “grande número de alunos que vai deixar de frequentar” o EPE, que poderá traduzir-se na saída de 100 dos 400 professores atualmente a ensinar língua e cultura portuguesa na Europa. O sindicato alertou ainda

Ensino em números Este ano letivo, frequentam os cursos de Ensino de Português no Estrangeiro 57.212 alunos (56.191 em 2011/2012), distribuídos por 3.603 cursos (3.621 no ano anterior).

Teresa Soares José Cesário para a discriminação que considerou existir numa Propina que abrange apenas os alunos do ensino paralelo - que têm aulas de português fora do horário escolar normal. “É extremamente errado porque todos os professores são pagos pelo Estado português. Não há exceções”, disse ainda a dirigente sindical, negando o argumento apresentado pelo Governo, de que os professores do ensino integrado não são pagos por Portugal. “A aplicar uma Propina, deveria ser aplicada a todos. Não há razão para ser apenas uma percentagem dos alunos a pagar e a outra parte ficar isenta”, reiterou. Teresa Duarte Soares criticou ainda as declarações da Deputada do PSD Maria João Ávila, que na mesma discussão parlamentar lembrou que a responsabilização das famílias no pagamento do ensino de português “já é uma realidade em alguns países”, como os EUA. “Na Europa criou-se um ensino estatal, foi uma conquista do 25 abril. Foi pena não se ter criado também nos EUA, mas não vamos agora dizer que, como os alunos dos EUA pagam às associações ou às escolas, então os de Portugal também vão pagar”, disse a Sindicalista.

Comunistas também se pronunciam contra as Propinas O Grupo Parlamentar do PCP apresentou, no âmbito da discussão da apreciação parlamentar nº 42/XII-2ª, sobre o Decreto-Lei que introduz a Propina no EPE, uma proposta para eliminação da dita Propina. O Grupo Parlamentar considera “inaceitável” a introdução desta Propina que o Governo tem muita dificuldade em justificar, conforme afirmado na intervenção do Deputado João Ramos no Parlamento e que transcrevemos parcialmente: “O PCP acompanha as preocupações levantadas pelo PS e já apresentou propostas de alteração no âmbito desta apreciação parlamentar. A publicação desta legislação é parte do processo de legitimação de uma grande trapalhada em torno deste ensino. O senhor Secretário de Estado começou por anunciar a oferta dos manuais escolares para dois dias depois ficarmos a saber que pretendia introduzir uma Propina, esquecendo-

se que não tinha cobertura legal para tal intenção. Verificou-se posteriormente que os manuais oferecidos custariam cinco vezes menos que os 120 euros que se pretendia inicialmente cobrar. Na necessidade de justificar a cobrança da Propina disse depois que a mesma serviria para certificação dos cursos, esquecendo que já houve certificação. A certificação que agora criam serve para justificar a cobrança de Propina. Exemplo disso é a realização de um exame anual quando o sistema de avaliação aplicado, o QUAREPE, determina que nalguns níveis sejam necessários três anos para que um aluno transite de nível. Já para não referir que o QUAREPE pode ser adequado para a avaliação de adultos que aprendam uma língua estrangeira mas não na circunstância de aprendizagem de uma língua materna. Ainda mais porque este sistema não é aplicado em nenhum

outro sistema de ensino o que torna incompatível a articulação da avaliação deste alunos se necessitarem de transitar para outro sistema” disse João Ramos. “Esta legislação introduz uma Propina que trata de forma diferenciada os portugueses que aprendem a nossa língua materna em Portugal dos que a aprendem no estrangeiro. Ainda mais, trata de forma desigual os portugueses e lusodescendentes em função da modalidade de ensino que frequentem - ensino integrado ou paralelo. Os alunos que aprendem língua e cultura portuguesa integrada no sistema de ensino do país onde residem, apesar de o professor também ser suportado pelo Estado português, não pagam Propina e muito bem. Os alunos que aprendem português num sistema paralelo já têm de pagar Propina. É inadmissível que o mesmo Governo que tanto usa as remessas dos emigrantes para, abu-

sivamente, as relacionar com uma hipotética sintonia com as políticas do Governo, retribua com a imposição do pagamento de um direito que a constituição classifica como gratuito”. O PCO considera “ilegítimo” a cobrança de Propinas a estes alunos “e por isso propomos a eliminação dos artigos que a instituem”. “Aproveitamos para propor alterações que melhorem as condições para quem ensina e para quem aprende. E assim introduzimos medidas para limitar o número de ciclos de cada curso ou para redução do horário letivo quando tal não seja possível. Aproveitamos também para clarificar o direito dos professores a receberem atempadamente os gastos com as deslocações. Esperamos que estas propostas possam atenuar as dificuldades do Ensino do Português no Estrangeiro impostas por opções políticas incorretas”.

Ensino

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Parlamento português

Maioria propõe criação de grupo de trabalho para o ensino de português no estrangeiro Os Deputados da Maioria na Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas querem criar um grupo de trabalho sobre o ensino de português no estrangeiro para monitorizar a implementação da política do Governo nesta área. A proposta de criação do grupo de trabalho apresentada, entre outros, pelos Deputados Carlos Gonçalves e Mónica Ferro, do PSD, e Hélder Amaral, do CDS-PP, deverá ser discutida e votada na reunião de 19 de fevereiro da Comissão de Negócios Estrangeiros. “A Assembleia da República é um bom lugar para tratar das questões da língua, particularmente no que respeita ao Ensino de Português no Estrangeiro (EPE) que mereceu da parte do atual Governo uma reforma”, disse à Lusa Carlos Gonçalves, Deputado do PSD eleito pelo círculo da Europa. Para o parlamentar, a reforma, que se traduz na aprovação do Regime Jurídico do EPE, é “uma tentativa clara de valorizar e melhorar qualitativamente a aposta” neste tipo de ensino. O Deputado lembrou a importância da língua para a política externa portuguesa e o potencial económico de um idioma falado por cerca de 254 milhões de pessoas e que é língua de trabalho de várias organizações internacionais. Nesse contexto, Carlos

Deputado Carlos Gonçalves DR Gonçalves considerou “fundamental que o Parlamento acompanhe e possa dar o seu contributo para uma boa execução dos diplomas aprovados”.

Questionado sobre a contestação dos emigrantes à reforma do ensino promovida pelo Governo PSD/CDS-PP e que prevê a introdução de uma Pro-

pina a pagar pelos pais dos alunos, Carlos Gonçalves desvalorizou as críticas, considerando “que não traduzem a opinião das Comunidades

portuguesas”. “Existe claramente uma preocupação em alguns sítios pela Propina, mas como ainda não foi implementada no seu todo ainda não foi motivo de discussão, mas não me parece que por aí haja problema”, disse, considerado que o valor a pagar será “mais um contributo do que uma Propina”. Confrontado com os receios de Professores e Sindicatos de que o pagamento da Propina possa desincentivar a inscrição dos filhos dos Emigrantes nos cursos de português, Carlos Gonçalves disse não acreditar nessa possibilidade. “Há hoje, sobretudo em países com forte integração, um regresso à vontade de os pais poderem proporcionar aos filhos o ensino da língua portuguesa, há também Comunidades novas a chegar e não me parece que o valor que está em causa venha a impedir” as inscrições, disse. Prevista desde março do ano passado e contestada por Pais, Professores e Sindicatos, a Propina só vai ser introduzida no ano letivo de 2013/2014 porque o executivo não aprovou em tempo útil a legislação necessária para poder cobrá-la antes. Este ano letivo, frequentam os cursos de Ensino de Português no Estrangeiro 57.212 alunos (56.191 em 2011/2012), distribuídos por 3.603 cursos (3.621 no ano anterior). PUB

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Ensino

le 21 février 2013

Comunicado

em síntese Universidades para seniores Portugueses Por João Godim Há em Portugal mais de 150 universidades seniores, de norte a sul do Continente e Regiões Autónomas (Açores e Madeira), cujo número de alunos tem vindo a crescer de ano para ano. Uma oportunidade para os seniores, com mais de 55 anos de idade, terem uma ocupação cultural, sobre as mais diferentes áreas, sem exigências de maior. Aulas de história, geografia, geriatria, português, inglês e francês, pintura, artesanato, música, ginástica, visitas de estudo, enfim, dezenas de múltiplas atividades. A máxima de que “nunca é tarde para aprender” está na razão da existência destas universidades criadas no âmbito da RUTIS (Associação Rede de Universidades da Terceira Idade), com sede em Almeirim. E-mail: [email protected] Em França, tal como na Bélgica, existem, outrossim, várias Universidades Seniores que funcionam em moldes muito idênticos ao modelo português. Na Bélgica, estão abertas inscrições na Fédération Indépendante des Seniors, www.fedindseniors.be, que permitem frequentar cursos ministrados permanentemente, à escolha do aluno, bem como visitas de estudo, assistir a conferências, atividades no exterior, etc. Por exemplo, fizemos uma visita guiada à Biblioteca Nacional da Bélgica, em Bruxelas, sediada num edifício com sete andares, com um espólio de cerca de 100 milhões de livros (repito, 100 milhões), um primado à semelhança da Torre do Tombo, em Lisboa. Os seniores portugueses em França e na Bélgica bem podem aproveitar estes espaços, de baixo-custo e de alto-valor. Universidades ao alcance dos seniores portugueses, sem exigências de graus académicos, apenas que se fale em francês.

Conselheiros das Comunidades Madeirenses Na Madeira, Conceição Estudante, a Secretária Regional da Cultura, Turismo e Transportes, com a tutela das Comunidades migrantes, reuniu no passado dia 9 de janeiro, com Conselheiros das Comunidades Madeirenses de vários países, entre os quais José António Gonçalves, da Bélgica. De referir ainda que este Conselheiro é membro da Comissão dos Assuntos Económicos do Conselho das Comunidades Portuguesas.

lusojornal.com

Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas: um governante desenquadrado e desligado das obrigações governativas Por Carlos Pato * O acesso gratuito à Educação é um direito de todas as crianças e jovens que merece consagração constitucional, não se distinguindo os que vivem em Portugal ou fora do país. Por essa razão, o problema da fixação de custos para a frequência do ensino português no estrangeiro não decorre do valor da Propina estabelecida, mas da existência da Propina, sendo esse o verdadeiro problema. Tendo em conta o afastamento físico da pátria, era de esperar que, às famílias emigrantes, o Governo oferecesse alguns incentivos que constituíssem um verdadeiro apelo à frequência, pelos seus filhos, do ensino português no estrangeiro. Mas não, provavelmente percebendo que estes são Portugueses que não desistem das suas raízes, e por essa razão, continuam a investir em Portugal, nos mais diversos planos, o Governo decidiu considerar ser esse o desejo patriótico como um luxo, como se luxo fosse oferecer aos filhos o acesso à língua materna, à história e à cultura do seu povo. Em entrevista recente a um jornal português radicado na Suíça, o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, para justificar o injustificável, recorreu a exemplos absurdos, denotando um tremendo e muito preocupante desenquadramento em relação à situação real do país, senão repare-se: diz o governante que há alunos, em Portugal, que pagam Caixa Es-

colar. Em que escola isso acontece? É que, sendo ilegal, deverá o governante esclarecer onde a mesma se comete, sob pena de se tornar cúmplice do ato ilegal. Afirma a dado passo que existem professores que ainda não sabem trabalhar com os níveis linguísticos do Quadro Europeu de Línguas. Que têm de aprender. São professores que estão fora do país há muitos anos, dedicados

Instituto Camões vai certificar provas de língua O Instituto Camões vai passar a certificar as entidades autorizadas a realizar, no estrangeiro, as provas de língua portuguesa que constituem um requisito para a aquisição da nacionalidade portuguesa, até agora realizadas nos Consulados. Esta decisão foi anunciada na semana passada pelo Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Luís Marques Guedes, em conferência de imprensa, no final da reunião semanal do Governo. Questionado sobre em que consistia a alteração aprovada, Luís Marques Guedes referiu que, atualmente, as provas de conhecimento da língua portuguesa são realizadas, em Portugal, nos estabelecimentos oficiais de ensino e, no estrangeiro, nos Consulados. “Esta alteração vem permitir que sejam certificadas entidades que possam realizar estas provas, certificadas pelo Instituto Camões”, disse. Marques Guedes adiantou que “na regulamentação desta matéria é envolvido também o Ministério da Administração Interna, através do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, porque a experiência mostrou nos últimos anos que existe, em alguns casos, algumas fraudes ou algumas falsificações de documentos”.

O Secretário de Estado das Comunidades também já afirmou que as fraudes registadas nos últimos anos são “coisa do passado” e que o novo sistema vem reforçar a segurança. “Creio que haveria fraudes nalgumas provas. Nunca percebi bem se era nas provas ou certificados das provas”, disse à Lusa. “São coisas do passado, nem sequer tenho presente em que Consulados se registaram fraudes. Não era capaz de dizer. Envolvem cidadãos estrangeiros” que tentam forjar os testes, adiantou. O Sindicato dos trabalhadores consulares também elogiou o “aumento do rigor” nas provas de português para aquisição de nacionalidade, mas lamentou que a decisão governamental não tenha sido tomada “há mais tempo”. Em declarações à Lusa, Jorge Veludo, Secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores Consulares e das Missões Diplomáticas frisou que “tudo o que seja aumento do rigor e do controlo para evitar tentativas de fraude e de falsificação de documentos” deve ser “apoiado”. O reforço da segurança “é sempre bem vindo, mas é pena que não tivesse sido feito já há mais tempo”, argumentou.

a uma causa, mas não estão afastados da realidade do seu país e frequentam e pagam do seu bolso a formação científica e pedagógica que lhes devia ser proporcionada pelo Camões, IP e porque não pela Secretaria de Estado das Comunidades, que apregoa qualidade, exigência e mudança. Quem demonstra pouco conhecimento das matérias é o governante. Refere ainda que foram elaborados

novos programas esquecendo a existência de um documento, o QuaREPE, com base no qual têm trabalhado os professores que no dizer do governante têm muito a prender. José Cesário, nesta entrevista, revela ainda uma elevada dose de demagogia. Por exemplo, afirma que a Propina paga pelos estudantes no EPE servirá para melhorar os programas… para a investigação… Exigem-se mais explicações, e mais claras, para se compreender o verdadeiro alcance de tais afirmações, se é que têm algum alcance. Por fim, as declarações proferidas em relação aos professores são as mais graves e absolutamente inaceitáveis. Diz o governante que “há professores a ensinar sem saber o que é o ensino”! Essa é uma acusação gravíssima que obriga o Secretário de Estado a denunciar publicamente quem são esses professores incompetentes ou, se não o fizer, restar-lhe-á pedir desculpa aos professores e demitir-se. Assim, a porta da rua parece ser a saída que sobra a José Cesário na sequência do insulto que dirigiu a profissionais docentes que, com grande dedicação e empenhamento, dão o seu melhor junto das crianças e jovens, filhos e filhas das famílias portuguesas que vivem no estrangeiro mas não desistiram de Portugal. * Secretário Geral do Sindicato dos Professores no Estrangeiro SPE/FENPROF

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Comunidade

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Processo ainda não está terminado

Governo aprova regime laboral dos trabalhadores dos Consulados e Embaixadas O Governo aprovou na semana passada o regime laboral dos trabalhadores do quadro externo do Ministério dos Negócios Estrangeiros, incluindo trabalhadores das residências oficiais do Estado, concretizando a transição dos trabalhadores desses serviços para as carreiras gerais da administração pública. O diploma, de acordo com o comunicado do Conselho de Ministros, “extingue ainda cargos e categorias de chefia, assim como cria um cargo de chefia administrativa dos serviços de chancelaria, que será exercido em comissão de serviço, com a duração de três anos”. De acordo com as explicações de Luís Marques Guedes, o normativo vem esclarecer as situações relativas à Segurança Social e apoios sociais como o subsídio de desemprego, estabelecendo, entre outros aspetos, que “não é possível haver uma compensação dos serviços nacionais relativamente a estrangeiros a trabalhar no estrangeiro”. Ou seja, “o local de

Portugalnet trabalho relativamente à nacionalidade das pessoas é decisivo e este diploma regulamenta isso”, afirmou Marques Guedes na conferência de imprensa que se seguiu à reunião semanal do Governo. “A regra do subsídio de desemprego é a regra do país onde estes

serviços periféricos se encontram, desde que sejam trabalhadores estrangeiros”, disse o governante. O mesmo acontece relativamente à segurança social. De acordo com o Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, “havia situações em que alguns trabalhadores nas representações externas de Portugal, não sendo nacionais portugueses mas nacionais de países em que os serviços do Estado português estão instalados, podiam beneficiar de dois tipos de regimes, do regime de segurança social local e português”. “Este diploma também normaliza essas situações, partindo sempre da regra base de, no caso de trabalhadores estrangeiros, são as regras do país de origem que devem ser seguidas e adotadas em relação às situações de subsídio de desemprego e coberturas relativas à segurança social”, indicou Marques Guedes. Entretato, o Sindicato dos Trabalhadores Consulares STCDE, já veio a público dizer que desconhece o

texto que foi apresentado a Conselho de Ministros, “mas admitindo que seja semelhante ao que nos foi apresentado há uma semana, repita-se que se mantêm as discordâncias que havíamos assinalado, relativamente a feriados, ao desconto de 15% no salário dos trabalhadores com residência do Estado contratados após 1 de março de 2000 e à carga semanal horária de 44 horas nas residências, a qual, além do mais, ultrapassa as 40 horas previstas pela OIT, a que Portugal estará vinculado” diz uma nota enviada à imprensa. “Chamamos a atenção para o facto de a aprovação em Conselho de Ministros apenas dizer respeito ao texto do decreto-lei, não abrangendo, por conseguinte os diplomas complementares: o decreto regulamentar com as tabelas salariais e as portarias sobre procedimentos concursais, SIADAP e seguro de saúde”. O STCDE vai realizar a sua Assembleia-Geral no sábado dia 2 de março.

PS acusa Governo de infringir “mínimos salariais” em consulados de sete países O Deputado socialista Paulo Pisco acusou na semana passada o Governo de estar em “flagrante infração” das leis nacionais e internacionais sobre “mínimos salariais” nas representações consulares de “pelo menos sete países”. Na pergunta que enviou ao Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, o Deputado do PS eleito pelo Círculo da Europa afirma que Portugal está em “incumprimento dos contratos laborais” nas re-

presentações consulares de Luxemburgo, Suíça, Bélgica, Dinamarca, Brasil, Austrália e Israel. O alegado desrespeito por “mínimos salariais que garantam uma existência condigna” coloca Portugal “sujeito a processos em tribunal” e “está a causar” danos na “imagem” do país, escreve o Deputado. Paulo Pisco recorda o caso de uma funcionária do Consulado-Geral de Portugal no Luxemburgo que apresentou queixa em tribunal, mas

acrescenta que “há outros trabalhadores (…) que estão em situações idênticas”. Frisando a necessidade de o Estado português normalizar “a relação laboral” com os funcionários com contratos locais nas missões diplomáticas e consulares, Paulo Pisco lembra que “estão em causa remunerações que não só se situam já abaixo do salário mínimo local, como têm vindo a sofrer uma constante degradação por ausência de

atualização salarial legalmente obrigatória" para os contratos de trabalho em causa. “As reduções remuneratórias desde 2011, a ausência de atualização salarial e as variações cambiais (Suíça, Austrália, por exemplo) têm provocado um prejuízo agravado nos trabalhadores que prestam funções públicas em missões diplomáticas e consulares em vários países, alguns com um custo de vida que está entre os mais elevados do mundo”, destaca o Deputado.

Deputado desdramatiza perdas de nacionalidade

Carlos Gonçalves diz que as Comunidades querem ajudar Portugal Carlos Gonçalves, Deputado do PSD eleito pelas Comunidades, afirma que a crise levou as Comunidades no estrangeiro a quererem apoiar Portugal como não acontecia “há muitos anos”. O Deputado enviou na quinta-feira da semana passada ao Governo um requerimento pedindo dados sobre renúncias à nacionalidade portuguesa, que rejeita terem crescido com a crise em Portugal, conforme afirmaram Deputados do PS. “Quis que o Ministério dos Negócios Estrangeiros publique dados oficialmente, para que não haja qualquer tipo de dúvida e não deixar no ar esta ideia de que as Comunidades portuguesas, face à situação que o país vive, têm um comportamento, no que diz respeito à sua relação com

Portugal, diferenciado, negativo”, disse. “Há muitos anos que não via a Comunidade portuguesa no estrangeiro tão interessada, tão empenhada em ajudar e acompanhar a situação do país. (…) Sou um dos que reside no estrangeiro e, sinceramente, custame muito”, adiantou, sublinhando que “os números de remessas de emigrantes para Portugal demonstram o contrário”. Em relação à perda de nacionalidade de Portugueses no estrangeiro, é mais frequente em países em que não há acordos de dupla nacionalidade, obrigando os emigrantes a optarem pela do país de residência, para poderem prosseguir “projetos de vida, projetos empresariais, projetos políticos”. Entre os que optaram pela nacionali-

dade estão lusodescendentes, assessores dos Presidentes dos Estados Unidos e França, Deputados e Congressistas. O requerimento ao MNE, com objetivo “repor a honra das Comunidades”, abrange ainda a evolução da população portuguesa residente nos principais países de destino da emigração. Para Carlos Gonçalves, o facto de os Portugueses optarem também pela nacionalidade dos países onde residem é um “fenómeno normal”, dado que ser cidadão de França ou dos Estados Unidos é uma condição para aceder a direitos, e em particular a lugares públicos, que garantem maior participação cívica e política. A política dos últimos Governos tem sido de “apelar à integração da Comu-

nidade” nos países de residência e o acréscimo de pessoas a optar pela nacionalidade do país de residência não tem a ver com “a situação do país, é um fenómeno que tem 4 décadas”. “Isso nunca chocou ninguém. Não chocou o doutor Durão Barroso, o engenheiro José Sócrates, o engenheiro António Guterres, agora aparentemente está a chocar porque há aqui uma tentativa clara de quem não entende as Comunidades portuguesas de fazer insinuações”, afirma. Contactado pela Lusa, o Secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, afirma que os pedidos de renúncia são “muito residuais”, e que a contabilização dos residentes no estrangeiro é muito complexa, porque o conceito de residente varia de país para país.

em síntese Estruturas do PSD Europa reunem em Paris Por Carlos Pereira

Lusa / João Relvas No próximo sábado, dia 23 de fevereiro o PSD vai organizar em Paris a sua reunião anual das estruturas da emigração na Europa, na qual participa o PSD Bruxelas. Aliás no ano passado, a reunião teve lugar em Bruxelas. A reunião contará com a presença do Vice Presidente - e Presidente em exercício - do Partido, Jorge Moreira da Silva (foto) e do Secretário-geral do PSD, José Matos Rosa. Esta reunião junta todos os anos as principais estruturas do PSD na Europa, não apenas em França, como Paris, Strasbourg, Lyon, Bordeaux e Toulouse, mas também nos demais países, como por exemplo Alemanha, Bélgica, Espanha, Luxemburgo, Holanda, Suíça e Reino Unido. O PSD Paris, organizador da reunião ainda não divulgou a ordem do dia, mas o LusoJornal sabe que a reunião deve ter lugar na sede da UMP, na rue de Vaugirard, em Paris 15, e pode contar com a presença, por momentos, do líder da UMP, Jean-François Copé. Os dois partidos são membros do Partido Popular Europeu. Esta é uma reunião onde o PSD Emigração aproveita para fazer a análise da situação política nacional e das Comunidades portuguesas, assim como evocar a organização das estruturas da emigração do Partido na Europa. Carlos Gonçalves está triplamente implicado nesta reunião: primeiro porque é o responsável pelo PSD Paris, segundo por ser Deputado eleito pela emigração e terceiro, por ser o Secretário Nacional do Partido para as questões relacionadas com as Comunidades. Também estão anunciadas as participações de mais dois Deputados eleitos pela emigração: Carlos Páscoa e Maria João Ávila.

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Mais associados e mais serviços

Associação dos Empresários Portugueses na Bélgica festeja 23° aniversário

em síntese Portugal é o terceiro país de origem de trabalhadores estrangeiros na Bélgica Portugal é o terceiro país de origem de trabalhadores estrangeiros na Bélgica (22.084), segundo dados da Inspeção do trabalho deste país revelados pelo jornal Le Soir. A Polónia é onde os patrões belgas mais contratam pessoas (70.000), seguida da Roménia (28.160) e de Portugal (22.084), segundo dados oficiais da Inspeção Social, para trabalhar nas obras, matadouros e na condução de camiões. A Eslováquia (12.568), Hungria (10.311) e Bulgária (5.443) seguem-se na tabela das contratações. Segundo disse ao Le Soir Raf Knuts, mestre de obras na empresa de construção civil Kumpen - que tem importantes adjudicações em Bruxelas -, os polacos e romenos são contratados para os trabalhos pesados, enquanto os Portugueses são procurados para os acabamentos. Em regra, as empresas belgas contratam através de firmas no país de origem, vindo os trabalhadores em regime de destacamento.

Mais de 40.000 Portugueses na Bélgica Segundo o Observatório da emigração com base nos arquivos consulares 2008-2010, vivem na Bélgica 43.484 Portugueses. O país que conta com mais Portugueses é a França, com 1.132.048, seguindo-se o Brasil com 552.264, a Suíça com 278.737, os Estados Unidos da América com 187.143, a Alemanha com 162.222, o Reino Unido com 154.332 e o Canadá com 128.052. Todos os restantes países estão abaixo dos 100 mil portugueses. Antes da Bélgica ainda está o Luxemburgo, Angola, África do Sul e Espanha. Não sendo necessário qualquer documento para viajar entre Portugal e a Bélgica, as contas tornam-se difíceis. PUB

A Associação dos Empresários Portugueses na Bélgica festejou o seu 23° aniversário e aproveitou a ocasião para apresentar algumas novidades aos seus associados. Mais de 100 pessoas estiveram presentes naquele que, na palavra dos Administradores, será o ponto de partida para a “dinamização e afirmação” da mesma. O evento foi apadrinhado pelo Encarregado de Negócios da Embaixada de Portugal no Reino da Bélgica, João Terenas, que no seu discurso deu os parabéns pelo “grande empenho que esta administração tem demonstrado no sentido de reunir todos os mecanismos que uma associação destas carece, para o seu bom desempenho”. Salientou também “a importância da existência deste órgão, cada vez maior, no apoio aos empresários que já se encontram em atividades mas também àqueles que chegam agora”. Estiveram ainda presentes no encontro Gonçalo Homem de Melo da AICEP, o representante dos Hotéis Sofitel em Bruxelas, Claudino Custódia, advogado da associação, José Nunes, responsável pelo escritório da associação bem como algumas dezenas de sócios e futuros sócios. O jantar tinha como objetivo apresentar aos sócios e empresários não sócios, “a dinamização e as mudanças na associação”. A reedição da revista “O Empresário”, a abertura de um escritório duas vezes por semana para atendimento aos empresários membros da associação, o acesso a um advogado da associação que irá, dentro de um quadro a estipular, representar os sócios, foram algumas das inovações apresentadas. Foi também entregue aos presentes o programa que a

Aspeto parcial do jantar da AEPB Portugalnet administração se propõe cumprir e uma proposta para novos sócios. “O objetivo inicial era o mais difícil e está conseguido. O que à partida deveria ser fácil, tornou-se mais difícil devido a uma falta de compreensão por parte de alguns. Tenho pena que seja sempre tão complicado fazer algo nas Comunidades” disse o Presidente Paulo Carvalho. “As pessoas criticam tudo, acusam que ninguém faz nada, mas na hora e quando têm a oportunidade de participar num projeto, ninguém quer assumir. Depois de todo o empenho que esta nova Administração dedicou à associação, parar seria o suicídio da mesma. Foi muito difícil a organização deste evento, por falta de recursos humanos e logísticos”. Parlo Carvalho disse ainda que “depois do desaparecimento da saudosa D. Teresa Paranhos, temos tido muitas dificuldades para encontrar alguém que queira ocupar, como ela, as tare-

fas de secretariado ‘gratuitamente’ por simples dedicação a este projeto. O mesmo acontece com os Administradores. O nosso investimento é gratuito, todas as horas de trabalho que acordamos ao desenvolvimento da associação é tempo que retiramos às nossas famílias e das horas de trabalho nas nossas empresas”. A restruturação da associação parece pois continuar a ser uma tarefa difícil. “A decisão mais difícil e mais discutida foi sem dúvida o aumento da quota para quase o triplo. Os sócios mais antigos votaram contra, não compreenderam talvez as nossas ideias, mas vamos continuar a lutar por elas. Se fizermos um mau trabalho, aquando das eleições os sócios terão oportunidade para se manifestarem e proporem-se para fazer melhor. Gostaríamos de poder contar com todos, mesmo aqueles que partiram, todos fazem falta e esperemos

que voltem”. Ainda durante a sua intervenção, o Presidente da Associação de Empresários acabou por dizer que “afinal o problema do preço da quota foi ultrapassado, pois neste momento temos mais sócios que em todas as Direções passadas. Para nós, isso é um motivo de orgulho. Antes a quota era menos elevada mas não tínhamos possibilidades para oferecer aos sócios um trabalho digno, hoje temos um advogado para representar os sócios, temos uma revista onde os sócios têm a sua publicidade gratuitamente, temos um escritório duas vezes por semana, uma psicóloga, promoções na Tap Portugal, nos Hotéis Sofitel e outros parceiros que estamos em contacto”. E depois deixou um apelo: “tudo isto se consegue com muito trabalho, e sendo este trabalho a título gratuito, esperamos que os mais pessimistas repensem as suas atitudes”.

Portugal já tem um cantinho em Braine L’Alleud Por Paulo Carvalho Agora a comunidade de Braine L’Alleud também já pode saborear as maravilhas de Portugal. My Portuguese Friends é o nome que promove Portugal ao seu melhor. Este novo espaço abriu em finais do ano de 2012 com produtos portugueses maioritariamente de classe gourmet. Vinhos, enchidos, queijos, bolachinhas, aquelas que saboreávamos na nossa infância e nos lembramos delas dos antigos anúncios publicitários, o bom pão de receitas tradicionais portuguesas bem como as frutas que recebem todas as semanas de Portugal. Grande parte dos artigos apresentamse em embalagens especiais e de excelente qualidade. A apresentação, pela maneira como estão expostos, exterioriza uma vontade extrema de criar um espaço diferente dos já existentes. A ideia não era só abrir uma loja com produtos tradicionais, mas sim de produtos tradicionais de alta qualidade, tanto a nível do produto como da sua embalagem, de modo a promover a marca Portugal.

Aspeto geral da My Portuguese Friends Portugalnet Os jovens empresários Marco Campos e Ana Campos, são de Leiria (Vieirenses), estão de parabéns. Arriscaram tudo por uma ideia arrojada. Arrojada pelo risco que é abrir um espaço 100% português afastado dos locais onde a Comunidade portuguesa está mais concentrada, mas também pela missão que têm de apresentar estes produtos a outras comunidades existentes na área. A julgar pelos quatro meses de aber-

tura parece que a iniciativa foi bem aceite pelo público em geral. “Sabíamos que era uma ideia que podia dar ou não, era um grande risco porque tínhamos a noção da grande exigência na qualidade de serviços desta Comunidade, mas também tínhamos conhecimentos da grande simpatia que os habitantes de Braine L’Alleud e arredores têm pela Comunidade portuguesa e por Portugal” diz Marco Campos ao LusoJornal. “Por-

tanto, juntámos todos esses fatores e fomos em frente. Fizemos durante vários meses muitos contactos em Portugal, fornecedores, produtores, etc, até que reunimos um grande lote de produtos de qualidade para podermos abrir o nosso espaço”. “Estamos felizes porque vemos a alegria com que os nossos clientes compram e apreciam os nossos produtos. O desafio inicial está conseguido mas não queremos adormecer, vamos continuar a mostrar aos belgas o que de melhor há em Portugal” continuou Marco Campos, argumentando que continuam todos os dias em contacto com empresas em Portugal que querem exportar os nossos produtos. O cliente quando chega, tem sempre à sua espera uma mesa preparada com requinte, cheia de produtos do nosso país, que podem provar acompanhados por um cafezinho... Português, está claro! My Portuguese Friends Place Cardinal Mercier, 6 1420 Braine L’Alleud Infos: 02/385.49.95 www.myportuguesefriends.info

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Lusodescendente está radicado em Portugal

Marco Lacomblez Leitão advogado luso-belga Por Alexandre Panda

competentes, como primeiro nome, de acordo com a lista de vocábulos admitidos ou não admitidos como nomes próprios em Portugal e, por isso, os meus pais acrescentaram o Marco.

Nasceu em Bruxelas, chamava-se Régis, mas os serviços administrativos portugueses não aceitaram o nome, passando a chamar-se Marco Régis Lacomblez Leitão. Está instalado em Portugal onde é advogado há cerca de 10 anos e vem com regularidade ver a família da mãe que é belga. LusoJornal: Onde nasceu e qual o seu percurso, na Bélgica, antes de ir para Portugal? Marco Lacomblez Leitão: Nasci em Bruxelas, sendo que dos três aos seis anos vivi em Coimbra com os meus pais e depois regressámos de imediato a Bruxelas, tendo permanecido nesta última cidade até aos quinze anos de idade. Na verdade, frequentei o ensino básico na Bélgica, porém felizmente tive algumas aulas de Português. Por outro lado, no verão, costumávamos sempre passar as férias em Portugal e, assim, por um lado, visitávamos a família do meu pai e, por outro, aproveitávamos as ótimas condições que Portugal proporciona designadamente nesse âmbito. A título de curiosidade, ocorreu uma peripécia com o meu nome próprio Régis, pois, quando nasci, inicialmente, os meus pais pretendiam registar o mesmo como primeiro nome próprio (Régis Lacomblez Leitão). Porém, o nome Régis não foi aceite, pelas Autoridades Portuguesas

LusoJornal: Como foi tomada a decisão de ir para Portugal? Marco Lacomblez Leitão: Os meus pais, na altura, essencialmente por razões profissionais, tomaram a decisão no sentido de se instalarem em Portugal. Na verdade, a minha principal dificuldade foi a questão da língua portuguesa, que inicialmente não dominava muito bem e, por isso, no primeiro ano, a integração escolar foi algo difícil. Com efeito, como o francês e o português são duas línguas com bastantes similitudes, por vezes tinha tendência - conforme aquilo que ocorre normalmente, neste tipo de situações - a aportuguesar palavras francesas.

Advogado Marco Lacomblez Leitão DR

Artigo escrito em colaboração com o Observatório dos Lusodescendentes. www.old.pt

LusoJornal: O que faz em Portugal e como se sente neste país? Marco Lacomblez Leitão: Depois de finalizar a minha licenciatura em Direito, tive algumas dúvidas se queria voltar para Bruxelas. Efetivamente, são decisões sempre difíceis, dado que, nestes casos, nos sentimos algo “divididos” entre os dois países com culturas algo diferentes. Mas, neste momento, estou satisfeito com a

minha escolha, pois Portugal é um país muito agradável para se viver embora, como é sabido, estes tempos vão ser muito difíceis. Por outro lado, o facto de estar bem integrado quer a nível pessoal, quer a nível profissional, e de exercer, aproximadamente há dez anos, uma profissão que gosto - a de advogado - também são naturalmente fatores importantes nesse sentido. LusoJornal: Agora que vive em Portugal, qual o olhar que tem da Bélgica? Marco Lacomblez Leitão: Tento vir com alguma regularidade à Bélgica para visitar a minha família belga (do lado da minha mãe que é Belga) e os meus amigos. Como é sabido, Bruxelas é uma cidade muito agradável para se viver, sendo que uma das características que gosto mais é pelo facto de ser efetivamente uma cidade cosmopolita com uma multiplicidade muito elevada de culturas diferentes. Quanto à Bélgica, é um país que tem passado por algumas dificuldades, de ponto de vista político, contudo estou convicto que esses problemas vão ser ultrapassados. Efetivamente, gosto de residir em Portugal e, por vezes, tenho a oportunidade de me deslocar a Bruxelas por razões pessoais, ou por razões profissionais, e, desta forma, mantenho também a minha ligação ao país onde nasci e cresci. www.mlladvogados.com

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Eventos

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le 21 février 2013

Ivo Roque, Presidente da HoReCa Bruxelas

Restaurantes portugueses na Bélgica não promovem a gastronomia portuguesa

em síntese

Por Carlos Pereira

Residência do Embaixador já foi vendida A antiga moradia do Embaixador de Portugal na Bélgica, que o Governo Português avaliou em 4.000.000 euros, acabou por ser vendida por 4.900.000 euros, muito acima do valor estimado. O Ministério dos Negócios Estrangeiros colocou no mercado uma série de imóveis que tinha no estrangeiro e pensa arrecadar 30.757.000 euros, dos quais 25% irão para as Finanças. Mas é provável que os valores sejam ultrapassados já que, tal como aconteceu em Bruxelas, as propriedades estão à venda por preços superiores.

Quinteto Lisboa em Bruxelas

Depois da estreia na Culturgest e da apresentação “a norte” na Casa da Música, o Quinteto Lisboa iniciou este mês a sua internacionalização. Os cinco elementos - Gil, Peixoto, Júdice, Helder e Maria - juntam-se novamente, desta vez para apresentar o projeto ao público de Bruxelas, no passado dia 1 de fevereiro. Na bagagem trouxeram aquém fronteiras, aquilo que consideram ser o novo “movimento” musical que intitularam de “Música Urbana Portuguesa”. Cerca de uma semana depois, o grupo voltou a subir ao palco, já em solo nacional, no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães. O primeiro espetáculo do grupo na Bélgica, teve lugar no magnífico Palácio das Belas Artes, um centro de união da música, cinema, teatro, literatura e dança. O LusoJornal, de mãos dadas com a cultura

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O Jantar de Gala de encerramento do Ano da Gastronomia 2012, que teve lugar em Bruxelas, vai realizar-se no próximo dia 12 de março e Ivo Roque, o Presidente da HoReCa Bruxelas convidou várias personalidades do mundo lusófono, nomeadamente os representantes das várias Embaixadas dos países lusófonos no Reino da Bélgica. O evento, chamado Brusselicious 2012, foi organizado pelo Governo da Região de Bruxelles-Capitale e teve como principal objetivo promover a cultura e o turismo, mas também ser uma alavanca económica para o setor HoReCa. “Fazemos um balanço bastante positivo deste evento porque as nossas empresas saem beneficiadas” explicou ao LusoJornal Ivo Roque. O Presidente da HoReCa Bruxelas continua numa “luta constante” para que o Governo não aumente o IVA na restauração. Na Bélgica este IVA é de 12%, “mas todos os Governos, na União Europeia, querem que aumente, como aumentou por exemplo em Portugal. Aqui temos de estar muito atentos para que não aumente”. Ivo Roque condena a decisão portuguesa de aumentar o IVA para 23%. “É uma loucura. Foi um erro gravíssimo, porque há menos pessoas a irem ao restaurante, porque é muito mais caro, sendo assim, há mais despedimentos no setor, por isso há mais pessoas a passar fome” resume. “E

Comendador Ivo Roque Portugalnet para o turismo também não é bom, porque a qualidade também vai ser afetada e por conseguinte, se se come mais mal em Portugal, haverá menos turistas a visitar o país”. Mesmo assim, Ivo Roque considera que em Portugal se come bem e que a profissão evoluiu muito. “Nós temos uma boa gastronomia em Portugal, e tecnicamente as coisas evoluíram muito, na apresentação, no acolhimento do cliente, na seleção dos vinhos,... a gastronomia é tudo isso”.

Na Bélgica existem cerca de 400 restaurantes e cafés Portugueses, mas Ivo Roque considera que “não representam a gastronomia portuguesa”. O Presidente da HoReCa afirma que “este setor poderia ser um excelente Embaixador de Portugal, poderia ajudar a promover o turismo no país, mas não é. Os donos dos restaurantes ainda estão na fase do prato cheio, mas isso não reflete de todo a gastronomia portuguesa”. Ivo Roque considera que “é importante” mudar esta

situação, mas confessa que “é difícil”. “Há pessoas que abrem restaurantes porque a mulher cozinha bem. E cozinha, a comida até tem sabor, mas falta o resto, falta a apresentação, falta o acolhimento do cliente, falta tudo”. Mesmo assim, diz que “há alguns que compreenderam que têm de evoluir e de ser criativos”. Sem dar nomes, garante que sabe onde se janta bem! “A gastronomia portuguesa tem tudo para ter sucesso na Bélgica. É saborosa, temos vinhos excelentes” então Ivo Roque não compreende porque razão não é mais explorada. “Aqueles que fazem restaurantes portugueses, com o aspeto folclórico, não sabem trabalhar. Aqueles que, sendo portugueses, têm formação nesta área e sabem trabalhar, não fazem pratos portugueses e é pena”. Ivo Roque parte em breve para Portugal com quatro estudantes da Universidade de Solvay para fazer mais um estudo para implementar um Centro de Excelência no Lousal. “Confesso que é a última tentativa. Ou conseguimos avançar ou então temos mesmo de parar” diz ao LusoJornal. O projeto já dura há vários anos mas “é complicado conseguir fundos para este centro de formação de excelência”. Mas por enquanto, o Presidente da HoReCa - o setor mais empregador de Bruxelas - ainda não perdeu as esperanças de um dia poder inaugurar o Centro Europeu de Excelência, em Portugal.

Crianças de Cabo Verde já têm o apoio da Academia do Bacalhau de Bruxelas Por Paulo Carvalho A Academia do Bacalhau de Bruxelas realizou mais um dos seus encontros de cariz social a fim de angariar fundos para a associação caboverdiana Crianças de Hoje e de Amanhã, com sede em Paris. Neste evento, o benefício atingiu os 1.780,00 euros. Também a Coordenadora do ensino de português em Bruxelas, Carina Gaspar, cedeu algum material escolar que entregou diretamente aos representantes da associação Carina Brito, Annie Lacerda e Casimiro Almeida. Carina Brito, uma jovem de 31 anos, está na associação há 4 anos, explicou ao LusoJornal o objetivo desta coletividade. “A nossa associação existe em França há 25 anos, sempre com o mesmo objetivo de apoiar crianças mais necessitadas em Cabo Verde. Normalmente recebemos vários pedidos de apoio, pedidos esses que são analisados e depois todo o grupo de trabalho coloca a máquina em movimento e com pequenos gestos conseguimos grandes feitos” disse ao LusoJornal. “Sempre que apoiamos um ou outro pedido, fazemos todo o

Representantes oficiais e da associação Crianças de Hoje e de Amanhã Portugalnet acompanhamento do princípio ao fim. Quando entregamos o benefício de um evento acompanha sempre a entrega um dos nossos membros da associação. Estamos sempre perto do problema e ao mesmo tempo conseguimos ter a certeza que todo o empenho não foi em vão. Esse é outro dos motivos que nos dá mais força para continuar neste tipo de trabalho de beneficência”.

Carina Brito explica que “estamos neste momento a trabalhar em outros dois projetos, muito bons, normalmente a maior parte dos pedidos que atendemos estão relacionados com crianças, neste momento é a angariação de material escolar, cadernos, livros, etc. Gosto deste tipo de organização, tenho um grande orgulho em poder dar o meu contributo pois era algo que já me perseguia desde

pequena”. No evento estiveram presentes quase uma centena de Compadres e alguns representantes oficiais entre eles a Embaixadora de Cabo Verde Maria de Jesus Mascarenhas, o Encarregado de Negócios da Embaixada de Portugal João Terenas, a Coordenadora do Ensino de Português Carina Gaspar e o Conselheiro das Comunidades Pedro Rupio.

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Jovens animam o “Alma Lusa” todos os sábados

Rádio Alma volta a ter programa português

em síntese Televisão da Madeira em Bruxelas Por João Godim

Equipa do programa “Alma Lusa” LusoJornal / Carlos Pereira

Por Carlos Pereira São cinco jovens, radicados há relativamente pouco tempo na Bélgica. Praticamente não se conheciam antes, mas realizam agora o programa português da Rádio Alma, 101,9 FM, todos os sábados, entre as 11h00 e as 12h00. O programa chama-se “Alma Lusa” e surgiu no seguimento de um apelo que a própria rádio lançou nas suas antenas. “Um dia ia eu nas ruas de Bruxelas, a conduzir e a fazer zapping, quando de repente ouvi um anúncio desta rádio a pedir animadores para um espaço português” explica ao LusoJornal Cátia Candeias, a Coordenadora do projeto. Cátia Candeias diz que gosta muito de rádio. “Em pequena participava nos passatempos todos” comenta a sorrir. É de Setúbal, tem 30 anos e mora há um ano e meio na Bélgica para onde veio estudar e agora trabalha para o maior grupo empresarial belga da área das cervejas. Cátia Candeias conhecida Igor Caldeira de Setúbal e propôs-lhe de apresentarem, juntos, um projeto à

Rádio Alma. Igor Caldeira tem 30 anos, também é de Setúbal e está há três anos e meio a fazer um doutoramento em filosofia na Universidade de Lovaina, embora more em Ixelles. “Eu já conhecia a Cátia porque já tínhamos tido uma participação numa rádio de Palmela” explica ao LusoJornal. “E o destino fez com que nos encontrássemos aqui em Bruxelas, por acaso”. Quando a Rádio Alma recebeu a proposta dos dois jovens portugueses, disse-lhes que tinham mais um projeto, de outros dois jovens, e apresentou-os. Jorge Pinto tem 25 anos, é de Amarante, e trabalha desde setembro na Eurocontrol, embora já tivesse vivido, antes, uns anos em Bruxelas. João Moreira tem 26 anos, é do Porto e está há um ano e meio em Bruxelas a trabalhar na área das energias renováveis. “Nós também tínhamos visto no site da rádio um apelo à procura de animadores e decidimos apresentar um projeto” explica Jorge Pinto. “A Rádio decidiu fusionar os dois projetos porque considera que somos todos complementares”.

O quinto elemento da equipa é Milton Nunes, 30 anos, de Odivelas, há 7 anos a viver em Bruxelas onde é Assessor no Parlamento Europeu. Milton Nunes é “o homem do desporto” já que também pertence à Direção da equipa Portugal Brussels FC que disputa o Campeonato dos países das instituições europeias. O primeiro programa foi para o ar no dia 2, o primeiro sábado de fevereiro. “Queremos criar um magazine de informação sobre a atualidade portuguesa e belga. Um espaço dedicado à Comunidade portuguesa residente em Bruxelas, queremos dar voz aos temas que marcam as agendas das duas nações a que estamos ligados” explica Milton Nunes ao LusoJornal. Os jovens animadores dizem que querem falar de tudo, dar a conhecer música, e prometem ter convidados em estúdio. “Também vamos dar a conhecer, todas as semanas, uma região ou uma cidade de Portugal” explica João Moreira. “Gostava que o acesso ao programa fosse o mais democrático possível” completa Cátia Candeias. “Pode-

mos cá trazer dirigentes políticos, mas também os Presidentes das associações e das equipas de futebol. Não queremos falar apenas de Portugal, queremos implicar também os principais atores da Comunidade”. Esta já não é a primeira vez que a Rádio Lusa tem programas em língua portuguesa. A estação está situada no mesmo edifício que acolhe a Associação dos Portugueses Emigrados na Bélgica (APEB) e por enquanto só propõe uma hora de rádio para a “Alma Lusa”. “Mas temos a possibilidade de ter duas horas, se a nossa experiência for positiva e quando ganharmos mais ritmo” diz Cátia Candeias. Os jovens querem que o programa seja dinâmico, informativo e pedagógico. Agora só falta mesmo ter cada vez mais ouvintes “porque é para eles que fazemos o programa” completa Cátia Candeias. Rádio Alma Programa “Alma Lusa” Aos sábados das 11h00 às 12h00 101,9 FM

Revista “O Empresário” já está de novo a ser distribuída Voltou a ser editada a revista trimestral da Associação dos Empresários Portugueses na Bélgica. Um projeto com uma tiragem de 1.000 exemplares, distribuídos pelos principais pontos de passagem de empresários portugueses. Serve a mesma para dar informações úteis aos empresários portugueses, nomeadamente nas áreas da hotelaria, comércios, construção e serviços. A revista prevê ainda um espaço para promover e dar a conhecer um pouco da história de Portugal, assim como promover os seus sócios. Além das informações transmitidas aos vários setores económicos da Comunidade portuguesa na Bélgica, a

revista volta a apresentar a rubrica “sócio em destaque”. Esta rubrica tem por finalidade “dar a conhecer um pouco do percurso dos sócios da Associação, experiências vividas, por vezes nos mais de 30 anos fora de Portugal”. A escolha é realizada em função da antiguidade na Associação. Esta iniciativa tem também como objetivo “promover os sócios, dandolhes também a possibilidade de usufruírem de uma publicidade gratuita da sua empresa na revista”. Ao mesmo tempo a revista, “solidifica o seu importante papel na promoção das empresas que já se encontram instaladas na Bélgica assim como

outras novas que se vão instalando”. Outra das novidades da revista é a rubrica “procura e oferta de emprego”, recentemente criada e já em funcionamento no site da associação www.aepb.be e onde o público em geral pode procurar ou colocar o seu anúncio gratuitamente. Os anúncios de pedido e oferta de emprego podem também ser enviados por correio eletrónico para o endereço da associação: [email protected] Espera esta Administração da AEPB, com estas duas vias de comunicação, “dar um contributo positivo, nesta altura turbulenta da economia mundial, tanto para o trabalhador, como para a entidade empregadora”.

Pela primeira vez, uma equipa da RTP-Madeira (Centro Regional) prepara-se para efetuar reportagens, durante uma semana, em Bruxelas, a fim de registar imagens e depoimentos sobre o que de mais relevante há nas Instâncias comunitárias, sediadas na “capital da UE”. Os madeirenses praticamente desconhecem o modus vivendi da União Europeia, tal como desconhecem os algarvios, lisboetas, portuenses, açorianos, alentejanos, bracarenses, ou seja, de um modo geral, os Portugueses (residentes e emigrantes) não sabem como é que esta “grande Europa” funciona e para quem funciona. Admite-se, inclusive, que outros povos de outros países comunitários também estejam pouco informados sobre a União Europeia. Qualquer sondagem que se faça aos cidadãos europeus sobre o que é e como funciona a União Europeia, a percentagem sobre o conhecimento ficará muito aquém do imaginável. É um facto evidente que a União Europeia não vive paredes-meias com os cidadãos comunitários nem, aparentemente, haverá políticas eficazes de aproximar os cidadãos a esta Europa a 27 Estados-membros, com cerca de 495 milhões de pessoas. Não é por acaso que as eleições para o Parlamento Europeu são as menos participadas pelos eleitores. A pretensão da televisão da Madeira, com o apoio da CE, é obter reportagens que possam elucidar melhor os madeirenses, em particular, e os portugueses, em geral. Uma missão que outros órgãos de comunicação social deviam ter em agenda, contando, como é óbvio, com o apoio da Comissão Europeia.

AICEP tem que estar mais atenta ao mundo empresarial das Comunidades O Deputado do PSD eleito pelo círculo da Europa, Carlos Alberto Gonçalves, considerou que a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) “tem que estar mais atenta ao mundo empresarial das Comunidades”.

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Cultura

le 21 février 2013

Dança inclusiva

em síntese Pedro Costa debateu ética e política na sua obra cinematográfica em Bruxelas O realizador português Pedro Costa esteve em Bruxelas para participar no sábado, dia 2 de fevereiro, num debate sobre a presença e a importância da ética e da política na sua obra cinematográfica. A discussão, no espaço Argos, baseou-se em alguns excertos do filme “Onde jaz o teu sorriso?” (2001), os quais foram apresentados pelo realizador português. O debate inseriu-se na iniciativa Dissent!, organizada pelo Centro de media e arte Argos, de Bruxelas, no âmbito do projeto de investigação “Figures of Dissent”. No domingo à tarde, dia 3 de fevereiro, no Bozar foram projetados os filmes “Juventude em Marcha” e “Ne change rien”. À noite, foi a vez da estreia de “Centro histórico”, uma criação coletiva de Manoel de Oliveira, Aki Kaurismaki, Victor Erice e Pedro Costa, produzida no âmbito de Guimarães, Capital Europeia da Cultura. O realizador esteve presente em todas as sessões. A presença de Pedro Costa em Bruxelas resultou de uma parceria entre Bozar Cinéma, Argos Art e ERG (Ecole de Recherche Graphique).

Maestro belga Philippe Herreweghe em Lisboa O maestro belga Philippe Herreweghe e a Orchestre des ChampsÉlysées estiveram em Lisboa. A Orchestre des Champs-Élysées apresentou-se no dia 5 de fevereiro, no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, no âmbito do Ciclo Grande Orquestras, num concerto em que foi solista a violoncelista espanhola Marie-Elisabeth Hecker. O programa era composto pelo Concerto para violoncelo e orquestra, em Dó maior, de Joseph Haydn, e pela Sinfonia nº3, “Heroica”, de Ludwig van Beethoven. O regente belga Philippe Herreweghe, “um dos pioneiros da autenticidade interpretativa da Música Antiga”, como afirma a Fundação Calouste Gulbenkian, levou a Portugal a Orquestra com que desenvolveu a investigação da música do pós-Barroco. O maestro já se apresentou diversas vezes em Portugal, tendo dirigido, entre outras formações, o Coro e a Orquestra Gulbenkian.

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Grupo madeirense “Dançando com a diferença” atuou em Liège O grupo de dança madeirense “Dançando com a diferença” que integra também artistas com deficiência, participou em Liège, no passado dia 16 de fevereiro, pelas 20h15, na 5ª edição do “Rencontres Internationales du CREAHM”, com o espetáculo “Desafinado” do coreógrafo português Paulo Ribeiro. Esta coreografia foi considerada pelo Semanário Expresso como a segunda melhor coreografia apresentada em Portugal no ano de 2011. O “Dançando com a Diferença” é uma companhia de Dança Inclusiva (com pessoas com e sem deficiência no seu elenco), com sede na Ilha da Madeira, que tem nos últimos 12 anos feito apresentações em importantes teatros e festivais em diferentes países. Tem como principal objetivo “mudar a imagem social das pessoas com deficiência através da arte de dançar”. O grupo nasceu de uma iniciativa mais ampla chamada Projeto Dançando com a Diferença, desenvolvida de setembro de 2001 a junho de 2007 na DREER - Direção Regional de Educação Especial e Reabilitação. Desde então, esta iniciativa da responsabilidade de Henrique Amoedo, desenvolve-se através da Associação dos Amigos da Arte Inclusiva - Dançando com a Diferença. “A inovação e a ousadia, entre tantas outras, são características da Arte

“Desafinado”, coreografia de Paulo Ribeiro Júlio Silva Castro Contemporânea e consequentemente, estão presentes neste trabalho. Não de forma gratuita e inconsequente, mas sim com uma postura de que só poderemos contribuir para a modificação da imagem social das pessoas com deficiência se soubermos aliá-las e apresentá-las para o público, de forma a confrontálo com esta realidade” diz a nota de apresentação do projeto. “Estas mesmas características foram capazes de

abrir as portas para que diferentes protocolos de colaboração fossem estabelecidos entre nós e outras instituições. Destacam-se o protocolo de residência no Centro das Artes Casa das Mudas estabelecido com a Sociedade de Desenvolvimento Ponta do Oeste e a criação de grupos de dança para a população menos jovem, num protocolo estabelecido com a Câmara Municipal do Funchal e ainda a colaboração com a Secretaria Regional de

Educação / Direção Regional dos Assuntos Culturais / Direção Regional de Educação Especial e Reabilitação, na manutenção e desenvolvimento das atividades de Dança Inclusiva na Região Autónoma da Madeira” explica Henrique Amoedo. Henrique Amoedo desenvolve diferentes ações no âmbito da inclusão social através das artes há cerca 15 anos. Desde a conclusão da sua Licenciatura em Educação Física, direcionou os seus estudos académicos para a inclusão social através da Dança. Na sua especialização em consciencialização corporal investigou a influência desta forma de expressão artística no resgate da sexualidade das pessoas com lesão medular traumática. Concluiu o seu Mestrado em Performance Artística Dança na FMH-Faculdade de Motricidade Humana de Lisboa, no ano de 2002, com a dissertação “Dança Inclusiva em Contexto Artístico: Análise de Duas Companhias”, sob a orientação de Elisabete Monteiro. É Assessor de instituições públicas e privadas para a implementação de atividades artísticas destinadas às pessoas com deficiência. No desenvolvimento deste tipo de atividade já trabalhou com diferentes coreógrafos, entre os quais destacam-se, Ivonice Satie, Henrique Rodovalho, Edson Claro, Elisabete Monteiro, Luís Arrieta e Clara Andermatt.

Dois concertos na Bélgica e os restantes na Holanda

Fernando Lameirinhas e Mafalda Arnauth levam Fernando Pessoa a 30 palcos ainda alguns temas adaptados, alguns criados com inspiração nessa obra, outros ainda que figuram como homenagens claras à criação e as suas fontes de inspiração, como são exemplos a escolha de ‘Meus lindos olhos’ e o ‘O mar fala de ti’, do meu repertório”, acrescentou a fadista. A estreia do espetáculo intitulado “Pessoa” teve lugar no Cultureel Centrum Cascade, em Hendrik Ido Ambacht, e o último está previsto para o dia 22 de março, no Schouwburg Kunstmin, em Dordrecht. Pessoa Fernando Lameirinhas, Mafalda Arnauth e Eric Vloeimans Quinta feira 28 de fevereiro, 20h30 Alegria Cristina Branco Sábado, 30 de março, 20h30

Eric Vloeimans, Fernando Lameirinhas e Mafalda Arnauth Fiona Makkink O poeta Fernando Pessoa é o mote de um espetáculo imaginado pelo músico Fernando Lameirinhas, no qual participa Mafalda Arnauth, e que se apresenta em trinta palcos holandeses e belgas, desde meados de fevereiro. Em palco, além de Mafalda Armauth e Lameirinhas, músico radicados há

cerca de 50 anos na Holanda, participa também o trompetista neerlandês Eric Vloeimans, detentor de seis prémios Edison. O espetáculo assenta nos poemas de Fernando Pessoa e heterónimos, e será apresentado em 28 palcos holandeses e em duas salas na Bélgica: no dia 28 de fevereiro, em Borger-

hout, no espaço De Roma, e no dia 5 de março, no Centro Cultural de Hasselt. A fadista, em declarações à Lusa, definiu o espetáculo como uma “viagem de revelação de Fernando Pessoa a um público estrangeiro”. “Além de temas criados a partir da obra original, o concerto apresentará

Kachupada Carmen Souza Sábado, 6 de abril, 20h30 Ana Moura Quarta feira, 8 de maio, 20h30 De Roma zaal Turnhoutsebaan 286 2140 Borgerhout

Associações

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Federação das Associações Portuguesas

António Gomes volta a presidir a Federação Por Carlos Pereira

são explorados. Ainda há pouco tempo mais de 100 Portugueses estavam a trabalhar aqui, dormiam 8 no mesmo quarto, e recebiam 7 euros por hora. A Federação poderia ter uma intervenção nesta área. O apoio social à Comunidade é importante.

António Gomes voltou a ser eleito Presidente da Federação das Associações Portuguesas na Bélgica. O dirigente da associação Emaús foi o primeiro Presidente da estrutura federativa que organiza essencialmente a Festa do 10 de Junho. Mas deixou a Presidência durante um mandato. A Federação convocou uma Assembleia Geral para fins de novembro que não pode funcionar por falta de quórum, tendo sido organizada nova Assembleia Geral 15 dias depois e que deliberou apenas com quatro associações presentes e duas representadas. António Gomes foi eleito nessa reunião. LusoJornal: Porque regressou à Presidência da Federação? António Gomes: Voltei para que não se acabasse com o que estava feito. Em 4 anos nós conseguimos fazer muita coisa. Com todas as despesas pagas, a Federação tem dinheiro em caixa. Primeiro, quando era a Embaixada a organizar a Festa do 10 de Junho, todas as associações pagavam e não diziam nada, hoje praticamente não pagam, apresentamos contas e tudo, e ninguém liga a isto. Por exemplo a atual Direção foi eleita com apenas 3 elementos. Não se pôde eleger, nem o Conselho fiscal, nem a Mesa da Assembleia Geral, porque não tínhamos mais elementos presentes. LusoJornal: Então não estão a cumprir os estatutos? António Gomes: Claro que sim. O que se passa é que algumas associações são cumpridoras, como é o caso do Elvas, da Emaús, da Lusobikers e da Penalva, são as associações que estão sempre presentes quando há reuniões.

LusoJornal: E porque não fazem? António Gomes: Falta-nos pessoal. Pessoas para se ocuparem destas área. Somos muito poucos.

LusoJornal / Carlos Pereira Quanto aos outros, não se interessam por nada, apenas querem saber se lá podem estar no dia da Festa. LusoJornal: Quais são as atividades da Federação? António Gomes: Só organizamos a Festa do 10 de Junho. Mas, por exemplo, fomos nós que ajudámos a organização da Festa do 10 de Junho de Antuérpia. Eles criaram uma associação, vieram cá, nós ajudamos. Mas gostávamos de fazer muito mais, se tivéssemos mais gente para trabalhar. LusoJornal: Que tipo de eventos gostariam de organizar? António Gomes: Gostava que a Federação fosse muito mais ativa, por exemplo com um delegado para a área da cultura, um delegado para a área da emigração,... a Federação de futebol passou a integrar a nossa Federação pelo que temos um delegado para esta área. Gostávamos de ajudar Portugueses que chegam cá agora e que

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LusoJornal: Como vê o movimento associativo português na Bélgica? António Gomes: Para mim, todas as associações são importantes. O que interessa é o trabalho coletivo. Mesmo se eu não estou de acordo com muitas coisas nas associações, como por exemplo que os clubes paguem as licenças aos seus jogadores...A parte dos jovens é praticamente nula. Mas isso não é apenas português, eu discuto com dirigentes associativos belgas que me dizem a mesma coisa. LusoJornal: Como implicar os jovens? António Gomes: Eu acho que se as associações fossem maiores, se tivessem espaço para fazerem as atividades deles, eles viriam. Mas é difícil porque temos associações no meio da cidade, onde não se pode fazer barulho durante a noite e os jovens gostam de música. As associações limitam-se a fazer jantares e almoços, de vez em quando fazem espetáculos de folclore,... LusoJornal: Quantas associações portuguesas há na Bélgica? António Gomes: Na Bélgica há umas 34 associações, 20 delas em Bruxelas. Mas ativas são muito poucas. Deve haver umas 8 associações com equipas de futebol, dois ranchos de fol-

Patrick Caseiro

clore: APEB e Emaüs (já não sei se o rancho de Liège está ativo). LusoJornal: Têm recebido apoios de Portugal? António Gomes: Financeiramente temos de compreender que a situação é má. Não há verbas. Este ano chegaram 1.000 euros através da Embaixada, tivemos de fazer um requerimento três meses antes, para receber os 1.000 euros em janeiro... Mas podia ajudar de outras maneiras. No ano passado, veio a Orquestra Metropolitana de Lisboa que foi paga pelos Deputados de todas as áreas políticas do Parlamento Europeu. Se tivéssemos de pagar tudo, era impossível. Graças aos Deputados, todos estiveram de acordo em pagar. Já falei com alguns Deputados e já me disseram que queriam continuar a ajudar. Aqui nós trouxemos o público e o teatro estava cheio. LusoJornal: E apoios do Governo belga? António Gomes: Não existe possibilidade. Isto está complicado aqui na Bélgica. Apenas a Comuna de St Gilles nos ajudou, mesmo Ixelles é difícil. A Comuna de St Gilles responsabilizase pela limpeza do recinto da festa e é um bom apoio. Espero que o novo Conselheiro comunal português possa ajudar. É o que nós precisávamos. LusoJornal: Sinto-o muito pessimista... António Gomes: Gostava que as pessoas percebessem, que daqui por um anos, a situação em Portugal pode mudar, que é mais fácil pedirmos um subsídio através da Federação do que uma associação sosinha. Apelo para que as pessoas se disponibilizem para mais ou menos 10 reuniões por ano.

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O Som

da semana

Wendy Nazaré – «À tire d’ailes»

Avec un deuxième album symboliquement intitulé «A Tire d’Ailes», Wendy Nazaré semble avoir pris son envol. Étoile montante de la nouvelle scène belge et fer de lance du label communautaire My Major Company, Wendy a des origines portugaises, algériennes, anglaises, juives et belges. Cela se reflète dans cet album métissé. Le diplôme en psychologie a dû aider l’artiste au «songwriting» personnel, écrivant ses chansons avec un sens du détail et une sensibilité à fleur de peau. La chanson Lisboa est un joli duo avec le chanteur Pep’s (souvenezvous: Liberta) et bénéficie déjà d’une large diffusion radio. Le refrain tubesque est ouvertement inspiré du classique d’Amália Rodrigues «Cheira Bem, Cheira a Lisboa». Le clip est une immersion dans la capitale portugaise, baignée par le Tage. Avec une petite pointe de «sotaque» bien agréable, Wendy nous propose une ballade ensoleillée, faisant référence au Marquis de Pombal, à Salazar, aux montagnes mentholées de Sintra… Mélodie entrainante, mariage harmonieux des deux voix, arrangements efficaces, cela en ferait bien le tube de l’été prochain. Il s’agit d’un album riche en couleurs et en sonorités, garantissant des voyages immobiles dépaysants, le tout sublimé par un joli visuel. J’ai particulièrement apprécié le festif «Au Goût Eighties», avec ses chœurs entraînants, et la fragilité de «Quand tu le Pourras». Il y a un je-ne-sais-quoi d’Olivia Ruiz, cette désinvolture et ce côté enfantin dans la voix, mais aussi une douceur à la Axelle Red ou Katie Melua. Chapeau bas, l’artiste! «À tire d’ailes» 13 titres (MyMajorCompany) www.wendynazare.com

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Desporto

le 21 février 2013

Futebol: Campeonato da Primeira Divisão da FTF

em síntese

FC Porto de Bruxelas prepara-se para ser Campeão? Por Manuel Martins

Futebol: Classificações Divisão 1 CLASSIFICAÇÃO 1° Porto 35 2° La Louve 32 3° Bayrampa -1 31 4° Belenens 31 5° Aksehir 25 6° Matkopen 21

7° Vila Real -1 18 17 8° Cad Ixe. 9° Sonatrach -2 14 14 10° Fcab 11° Alma Ben. 9 12° Beira Alta 5

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Divisão 2 CLASSIFICAÇÃO 1° Tunisia Sp -1 34 2° Afyonspor 28 3° Penalva -1 27 4° Vimieir. 23 5° Atlal Mjf 22 6° Campomaio 22

7° Los Nach. -1 16 8° Turkish -1 14 9° Sezuren. -1 14 10° Anatolie -2 13 11° Reds Utd 12 0 12° Fc Rif

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FTF Divisão 3 Veteranos CLASSIFICAÇÃO 1° Olympic A -3 36 2° Racing -3 35 3° Vila Real -1 33 4° Incontro -1 32 5° Suskew. -1 28 6° Renaiss. -2 24 24 7° Crossing

8° Amicale -2 20 9° Bouraza. 20 10° Milanello 15 11° Germinal 14 12° Savio -1 13 13° New Ann. 13 14° Olympic -2 6

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O FC Porto de Bruxelas parece ter-se isolado no primeiro lugar do Campeonato da primeira Divisão da Federação Trabalhista de Futebol, com três pontos de avanço em relação ao segundo classificado, o La Louve. A vitória 3-1 face ao Belenenses, no domingo passado, deixou esta equipa também portuguesa em quarto lugar, com 31 pontos. Claro que nada está decidido e o Campeonato ainda está longe de ter dado cartas, mas o Porto, que tem ganho as edições anteriores deste Campeonato e que é um sério candidato à edição deste ano, está motivado com mais uma liderança do Campeonato e vai tentar não perder pontos nos próximos jogos. As restantes equipas portuguesas estão na segunda metade da grelha classificativa. O Vila Real não jogou no fim de semana passado, mas mantém o 7° lugar, com 18 pontos, embora tenha um jogo em atraso. Segue-se o CAD Ixelles em 8° lugar, com 17 pontos depois de ter sido contemplada no domingo passado com um “estrondoso 10-0 face ao Beira Alta, a equipa que está em último lugar e que não compareceu em jogo pela segunda vez. Aliás, o Beira Alta tem apenas 5 pontos. O Alma Benfica também não está bem, embora tenha ganho, por 4-3 ao FCAB no domingo passado. Sem qualquer jogo em atraso, a equipa que já foi multi-campeã deste Campeonato, encontra-se agora com apenas 9 pontos, no penúltimo lugar. De realçar que os principais concor-

Militantes do FC Porto de Bruxelas podem estar contentes Portugalnet rentes do Porto são o La Louve (2° lugar) que ganhou por 4-3 ao Sonatrach, no domingo passado, e o Bayrampasa que está em 3° lugar com 31 pontos, apesar de ter um jogo em atraso, mas que perdeu no domingo passado por 2-1 frente ao Aksehir, equipa que passou para 5° lugar com 25 pontos. Quanto à segunda divisão desta mesma Federação, as equipas do Penalva, 3° lugar com 27 pontos e um jogo de atraso, do Vimieirense, com 23 pontos, e do Campomaiorense

com 22 pontos em 6° lugar, estão na primeira metade da tabela classificativa, detrás do Tunísia SP que, embora tenha um jogo de atraso, lidera com 6 pontos de avanço em relação ao segundo classificado, e preparase já para ser Campeão. No domingo passado, o Tunísia SP esmagou o Campomaiorense com um severo 4-0, enquanto que o Sezurense, que se encontra em 9° lugar, ganhou ao Reds UTD deitando esta equipa para o penúltimo lugar da tabela.

Um destaque vai ainda para a equipa do Vila Real (veteranos) que disputa a 3ª Divisão do Campeonato FTF, que se encontra neste momento no 3° lugar com 33 pontos. O Vila Real ganhou no domingo passado ao Bouraza Med (9° classificado) por 5-0. Por fim, Os Lusitanos, perderam no domingo passado por 4-0 contra o La Louve, num jogo da 4ª Divisão (também veteranos) da FTF. Os Lusitanos desceram para o 5° lugar e têm atualmente 25 pontos, com dois jogos em atraso.

FTF Divisão 4 Veteranos CLASSIFICAÇÃO 47 1° Capitano 2° Matkopen -1 41 3° La Louve -1 35 4° Charlem. -1 35 5° U Maroll. -1 26 6° Os Lusit. -2 25 7° Anatolie -1 23

8° Eendra. -2 22 9° Belenen -4 21 10° Nahda -2 19 11° Los Extr. -1 19 12° Hellas -1 11 9 13° Eveil -2 14° Postiers -1 4

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ABSSA Divisão 1 CLASSIFICAÇÃO 1° Brussels B. 34 2° Irlande Fc 1 33 3° Coin Du Bal. 33 4° Tourinnois 32 5° Brussels LT 30 6° Lorraine 23 7° Amb. Auder. 21

8° Jefke Coun. 21 9° Lxg Cinqua. 21 10° Forestoise 16 11° Portugal F. 16 12° Manzah 13 13° Ettekijs 12 14° New Inn 8

Atletismo

Rasul Dabo e Arnaldo Abrantes bateram recordes nacionais no Meeting de Gent Os atletas portugueses Rasul Dabo e Arnaldo Abrantes, do Benfica, bateram no dia 2 de fevereiro os recordes nacionais de 60 metros barreiras e 300 metros, respetivamente, no decorrer de um Meeting na cidade de Gent. No mesmo evento, o também benfiquista Hélio Gomes conseguiu o mínimo para o Europeu de Gotemburgo, nos 1.500 metros, enquanto Yazaldes

Nascimento foi desclassificado nos 60 metros. Na primeira das duas provas de 60 metros barreiras, Rasul Dabo, do Benfica, melhorou seu próprio recorde nacional, ao conseguir a marca de 7,74 segundos, menos quatro centésimos do que o tempo que obtivera em 2012 e igualara uma semana antes, em Pombal.

O atleta, que já tinha mínimo para o Europeu de Gotemburgo, venceu a prova, derrotando o espanhol Jackson Quiñones, que gastou 7,77. Na segunda prova, realizada pouco depois, Rasul Dabo foi desclassificado. Arnaldo Abrantes foi terceiro nos 300 metros com 33,70 segundos, marca que bate largamente o anterior recorde de 34,14, na posse de Ricardo Alves

desde 2002. A prova foi ganha pelo belga Jonathan Borlee, com 32,84. Nos 1500 metros, Hélio Gomes gastou 3.42,86 minutos, superando os 3.43,50 que a Federação Portuguesa de Atletismo colocou como mínimo para o Europeu, tendo terminado em segundo lugar, a seguir ao francês Simon Denissel, vencedor com 3.42,86.

Mundial 2014/ Femininos

ABSSA Divisão 6B CLASSIFICAÇÃO 1° Drogenb. 34 2° Itt Fc 2 -1 30 3° Audergh Ru. 28 4° Brussels Br. 28 5° Cosmos -1 28 6° Realistes 26 7° Campomai.-125

8° Audergh CF 20 9° Goalois 2 -2 19 10° British Un. 11 11° Ecusson 9 12° Faubourg 6 13° Ramblers 4

jogo

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Voleibol: Portugal no grupo da Bélgica? A Seleção Nacional de Seniores Femininos vai defrontar as suas congéneres da Bélgica, da Suíça e da Irlanda do Norte na Poule C da 1ª Ronda de Qualificação Europeia para o Campeonato do Mundo de 2014. A Poule C, que será organizada pela Bélgica, disputar-se-á de 23 a 26 de maio.

As poules da 1ª ronda de Qualificação Europeia-Femininos ficaram assim definidas: Poule A: Croácia, Bósnia-Herzegovina, Montenegro (organizador) e Macedónia Poule B: Israel, Bielorrússia (organizador), Finlândia e Dinamarca Poule C: Bélgica (organizador), Portu-

gal, Suíça e Irlanda do Norte Poule D: Ucrânia (organizador), Hungria, Albânia e Moldávia Poule E: Eslováquia (organizador), Grécia, Áustria e Liechtenstein Poule F: Estónia, Islândia, Letónia (organizador) e Lituânia Poule G: Luxemburgo, Chipre, S. Marino, Malta (organizador) e Escócia.

Os vencedores das poules apuram-se diretamente para a 3ª Ronda, a disputar em janeiro de 2014, enquanto os 2ºs classificados se qualificam para a 2ª Ronda, agendada para os dias 2 a 6 de outubro de 2013. As finais do Campeonato do Mundo de 2014 serão organizadas pela Itália (femininos) e pela Polónia (masculinos).

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Descubra as palavras

o Oui, je veux recevoir chez moi, !

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Motor Nuclear Técnico Telemóvel Vídeo

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Os maus tempos irão passar Eu creio que tenho razão Porque voltaremos a ganhar E seremos de novo campeão E esse dia há de chegar Ser de novo o grande Leão Mas teremos de saber esperar Com alma e coração Lagarto sempre serei Esteja onde estiver E isso nunca o negarei Venha o resultado que vier

Aos que hoje se riem de nós Irão se um dia arrepender Serão os lagartos a levantar a voz E serão eles que vão sofrer O núcleo de Bruxelas É uma realidade Foi uma vitória de Leão Por todos apoiada Com amor e coração e com muita lealdade

Ville

Tel. Ma date de naissance

É nas horas de amargura Que os temos que ajudar Apoiando-os com ternura Para a confiança conquistar

J’envoie ce coupon-réponse avec un chèque à l’ordre de L`APCLB, à l’adresse suivante :

Association pour la promotion de la culture lisophone en Belgique Zeenstraat, 121 1933 Sterrebeek - Belgique

Sporting Sempre

Temos um passado orgulhoso Vamos pensar no futuro Esquecendo o presente Porque tem sido bem duro

Prénom + Nom Adress

momento de poesia

Aos nossos dirigentes Não lhes pode faltar lealdade Devem ser mais transparentes E falar sempre verdade

Tecnologia

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Amar sempre amar Sofrer mesmo a sofrer Mas nunca o irei negar Serei Sporting até morrer Porque o tenho no coração E havemos de um dia recuperar E seremos de novo campeão Álvaro Hortas

Anedotas Garoto à professora: - Não quero alarmá-la, mas o meu pai diz que se as minhas notas não melhorarem, alguém vai levar uma sova! O mecânico para a cliente: - Não consegui afinar os travões, por isso aumentei o som da buzina! PUB

MONSIEUR BOZAIN GRAND VOYANT MEDIUM Résout tous vos problèmes: amour, argent, travail et chance. Spécialiste du retour de l’être aimé, compétent pour ses excellents travaux. Même les cas les plus désespérés. Protection, désenvoutement, attraction de clientèle pour les commerces, chance aux jeux, réussite dans les affaires et examens, guérit l’impuissance sexuelle. Réussit là où les autres ont échoué. Travail sérieux et garanti en 3 jours. Paiement après résultats.

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