PERSPECTIVAS DA INFORMATIZAÇÃO RURAL NO BRASIL. Resumo

November 22, 2016 | Author: Therezinha Monsanto Paiva | Category: N/A
Share Embed Donate


Short Description

Download PERSPECTIVAS DA INFORMATIZAÇÃO RURAL NO BRASIL. Resumo...

Description

PERSPECTIVAS DA INFORMATIZAÇÃO RURAL NO BRASIL

Luiz Carlos Takao Yamaguchi1 Paulo do Carmo Martins2 Limirio de Almeida Carvalho3 Cláudio Nápolis Costa4

Palavras-Chave: Sistema de informação, tecnologias da informação, informatização rural.

Resumo

A informática, sem dúvida, foi uma das áreas da ciência que mais rapidamente evoluiu e se difundiu no final do século passado. Em que pese tal desenvolvimento, com equipamentos e softwares cada vez mais eficientes e acessíveis em termos de preços, as limitações do seu emprego pelos agentes econômicos do agronegócio encontram-se na falta de profissionais da área de suporte, principalmente nas pequenas e médias cidades e no meio rural, em geral. Outro fator limitante tem sido a ausência e a precariedade da infra-estrutura de telefonia e energia elétrica. Mesmo que a telefonia celular, via satélite, venha a ser instalada, o seu custo poderá, num primeiro momento, ser limitativo para muitas das empresas rurais, agroindústrias, cooperativas agropecuárias e associações de produtores. Com certeza, os agentes do agronegócio que não fizerem uso da Tecnologia da Informação estarão desprovidos de um recurso importante no contexto atual de mudanças, em que a falta de informação tem implicado em atraso tecnológico. Este estudo tem como objetivo analisar e descrever, de forma sucinta, a situação atual da adoção da Tecnologias da Informação no agronegócio, bem como avaliar as potencialidades e limitações de sua utilização no futuro.

___________ (1) Economista, Doutor em Economia Rural, Pesquisador da Embrapa Gado de Leite e Professor Adjunto da Faculdade de Economia do Instituto Vianna Júnior, e-mail: [email protected] (2) Economista, Doutor em Economia Aplicada, Pesquisador da Embrapa Gado de Leite e Professor Adjunto da Faculdade Economia da UFJF, e-mail: [email protected] (3) Eng° Agrônomo, Doutor em Nutrição de Ruminantes, Pesquisador da Embrapa Gado de Leite, e-mail: [email protected] (4) Zootecnista, Doutor em melhoramento Animal, Pesquisador da Embrapa Gado de Leite, e-mail: [email protected]

1. Introdução Nos dias atuais, o mundo encontra-se em rápido processo de transição da sociedade industrial para a sociedade da informação, considerada por muitos como uma revolução em escala bem maior e global e de ciclo bem menor que o experimentado pela revolução industrial. Neste processo de transição, a informação tem sido apontada como a principal fonte do poder, em substituição ao capital, principal fonte de poder da sociedade industrial. Também as empresas estão passando por um processo drástico e rápido de reorientação e reestruturação, visando sempre buscar respostas para satisfazer as necessidades e expectativas dessa nova sociedade. Diante destes fatos, o mundo dos negócios vem passando, também, por um rápido processo de transição, da era de produção em massa para a era da produção voltada para o atendimento das necessidades dos clientes. Estes passam a ocupar uma posição de destaque, com vontades próprias e necessidades específicas, mudando o fluxo de informação, que agora passa a ocorrer no sentido inverso, ou seja, consumidor/distribuidor/indústria/empresa rural. Assim, a filosofia de “oferta de produtos” passa para a filosofia de “atendimento de demanda”, impondo novo ritmo de organização da cadeia produtiva, a partir das mudanças nos padrões de consumo. São inúmeras as forças que impõem novas concepções e valores à sociedade e às empresas, e a mais importante delas é a rapidez nas mudanças exigidas. As novas tecnologias têm exigido das empresas mudanças e adaptações num ritmo sem precedentes. Elas têm exercido forte impacto até mesmo sobre as estruturas empresariais mais conservadoras, cujas estratégias e regras de gerenciamento e administração foram desenvolvidas e organizadas para atender mercados e tecnologias estáveis, os quais se modificam gradualmente e de forma bastante lenta. O sistema de informação vem alterando a natureza da administração e afetando a direção e a cadência das mudanças. A principal fonte provedora desta mudança tem sido o intenso emprego do recurso informação, associado às tecnologias facilitadoras de coleta, processamento, armazenamento e disseminação, conhecidas como Tecnologias da Informação (TI). Cada vez mais, as empresas têm recorrido a esta tecnologia para a adequação de seus empreendimentos ao novo formato de operação exigida pelo mercado nacional e internacional. Dentro dessa nova realidade, o mundo começa a perder fronteiras, do ponto de vista do mercado. O executivo-administrador deve estar sempre atento a essas mudanças e também preparado para entender a nova dinâmica e lógica da economia mundial, com o objetivo de obter e consolidar efetivamente vantagens competitivas. Como resultado, os novos modelos de organização empresarial estão voltados para atender às necessidades e expectativas dos clientes, com alta qualidade e produtividade, adotando estrutura organizacional leve e com mínimo de infra-estrutura. O cliente passa a ocupar posição de destaque e a produção em escala é voltada para atende-los, as interações em redes assumem o lugar da hierarquia funcional, as alianças estratégicas surgem em substituição às aquisições e fusões. Todas essas tendências geram novos desafios nas diferentes áreas administrativas, por exemplo, em planejamento, produção, marketing, distribuição, entre outros. 2. Objetivos O presente estudo tem como objetivo analisar e descrever, de forma resumida, a situação atual da adoção de Tecnologias da Informação no agronegócio, bem como avaliar as potencialidades e limitações de sua utilização no futuro.

3. Situação Atual da Informatização Rural no Brasil 3.1 Agronegócio O agronegócio vem se destacando como um dos setores mais importantes da economia brasileira. Segundo Haddad (1999), este setor teve uma participação significativa, contribuindo com 30% na formação do PIB, empregando mais de 35% da população economicamente ativa residente e respondendo por cerca de 40% das exportações. Com a criação da Organização Mundial do Comércio, abertura do mercado mundial, internacionalização da economia e, principalmente, pelas facilidades de comunicação, os agentes econômicos do agronegócio têm sido colocados diante de um mundo que apresenta mercados cada vez mais integrados, exigindo padrões de concorrência que requerem competência e vantagens competitivas em termos de produção, processamento, distribuição e comercialização dos produtos. De modo semelhante, a cadeia agroindustrial nacional tem passado, também, por profundas transformações dentro desse novo ambiente econômico e social altamente competitivo, requerendo, tanto dos produtores rurais, quanto dos dirigentes de cooperativas e associações maior profissionalismo na condução dos seus negócios, o que implica obtenção de informações mais precisas, organização e utilização eficiente. Embora a aplicação da informática seja ainda bastante incipiente no meio rural, principalmente quando comparada a outros setores, não se pode negar a existência de um bom número de softwares específicos no mercado nacional. Corroborando essa afirmativa, Vale & Santos (1998), citando o Guia Agrosoft 97, relata a existência de 146 títulos de programas destinados exclusivamente ao setor agropecuário. Apenas para exemplificar, cita-se os softwares SisLeite 2.0 – Sistema para Monitoramento de Custos em Unidades de Produção de Leite e Sis1000 – Sistema para Monitoramento na Indústria de Laticínios, desenvolvidos pela Embrapa Gado de Leite em parceria com a Gemini Sistemas Ltda., disponível no site www.geminisistemas.com.br para download. O primeiro software destina-se aos empresários e profissionais prestadores de serviços de assistência técnica em empresas de produção de leite, que desejarem implementar um programa de gerenciamento técnico-financeiro-econômico profissional na exploração da atividade leiteira. O segundo destina-se aos dirigentes de cooperativas e industrias de laticínios que desejarem implantar um programa de gestão moderno e profissional, para orientar as decisões de produção e venda de leite e derivados no mercado consumidor. 3.2 Empresas Rurais No que se refere ao uso de microcomputadores em empresas rurais, Teixeira et al. (1998), estudando as características e a estrutura de produção de leite em 76 unidades de produção controladas pela Associação de Criadores de Gado Holandês do Estado de Minas Gerais, nas Regiões Sul, Zona da Mata, Alto Paranaíba, Oeste, Campo das Vertentes e Metalúrgica, identificou a presença de computadores em 25% das empresas. Ainda, José G. Jardine, com base em estudo realizado pela Embrapa Informática Agropecuária, argumentou em uma reportagem publicada na Revista Leite Nestlé em abril de 2002, que cerca de 18% dos empresários rurais brasileiros possuem microcomputadores, dos quais 4% encontram-se conectados à Internet. Por outro lado, estudo recente realizado pela Embrapa Gado de Leite, em parceria com as principais compradoras de leite do País (Nestlê, Parmalat, Itambé, Elege, Centroleite, Laticínios Morrinho, Coonai, Castrolanda e Frimesa), que incluíram aplicações de questionários nos Estados de Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul, responsáveis por cerca de 70% da produção nacional de leite, constataram que, nas 162

unidades produtivas visitadas, em torno de 5% possuíam microcomputadores, e que, menos da metade utilizava esse ferramental para o gerenciamento técnico-financeiro-econômico da atividade leiteira. Vale ressaltar que essas empresas foram selecionadas pelas cooperativas e indústrias de laticínios como unidades-referência na produção leiteira regional. De acordo com Lemle (2002), os empresários rurais internautas são desconhecidos para o governo, embora as multinacionais do setor de agronegócios fabricantes de máquinas, sementes, defensivos, fertilizantes e outros insumos agropecuários encomendaram recentemente ao instituto alemão Kleffmann, especializado em estudos do mercado agrícola, um perfil do produtor brasileiro de soja. O levantamento mostra que dos 1.400 produtores de soja pesquisados, 32% possui microcomputador e quase 19% (261), têm conexão à internet. Destes, 16% já compraram produtos pela rede e o principal uso da web é o de buscar informações climáticas, estatísticas, técnicas e sobretudo preços de produtos agropecuários. Entre os produtores de soja conectados, apenas 5% são considerados pequenos, isto é, cultivam até 100 hectares de terra. A situação é crítica, porque justamente quem mais se beneficiaria das informações seriam os pequenos produtores, já que não dispõem de outras fontes de informação. 3.3 Cooperativas De acordo com a Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), existem no Brasil 1.519 cooperativas agropecuárias em atividade, com 940.482 cooperados. Elas geram 110.910 empregos diretos e aproximadamente 6.308.352 pessoas estão, a elas, vinculadas, direta ou indiretamente e dependem economicamente dessas organizações. Para Albano (2001), as cooperativas agropecuárias estão fortemente atreladas à situação da agropecuária nacional e a atual realidade deste setor causa impacto diretamente no desempenho destas organizações. Para Oliveira (1999), a falta de percepção da mudança no ambiente competitivo foi a causa dos problemas de natureza econômico-financeira das cooperativas, pois verifica-se, na prática, que estas demoraram muito para perceber tais mudanças, iniciadas a partir do final da década de 80, demonstrando baixa capacidade de adaptação às novas variáveis econômicas e ao mercado competitivo. Segundo Crúzio (1997), em alguns aspectos as organizações cooperativas assemelham-se a empresas familiares, pois é comum verificar-se um mesmo quadro diretivo manter-se à frente da organização por um tempo prolongado, muitas vezes, sem considerar aspectos profissionais de seus dirigentes. Vários autores apontam esta estrutura organizacional, “sem profissionais”, como a maior responsável por estas organizações não perceberem novas tendências mercadológicas. Esta falta de percepção de “mudança ambiental” levou as organizações a perderem espaço em suas áreas de atuação em ambas as pontas, ou seja, como receptora da produção de seus cooperados, e também de fornecedoras de produtos industrializados. Estudo realizado por Protil (1999), sobre implantação de sistemas de gestão integrada em cooperativas agroindustriais indicam que estas organizações, a fim de obter maior legitimidade e aceitação em seu meio, freqüentemente incorporam em sua cultura organizacional e em seus comunicados oficiais o discurso empresarial próprio do modelo informacional, enquanto, na prática, adotam apenas alguns sistemas de informação, ferramentas e práticas organizacionais. Dentro desse contexto, observou-se que as cooperativas e indústrias de laticínios, parceiras também visitadas pelo projeto da Embrapa Gado de Leite, num total de 50, possuíam microcomputadores, cuja utilização resumia-se na tradicional contabilidade, controle de contas a pagar e receber, elaboração de folha de pagamento de fornecedores e

empregados, e controle de estoques. Nesse particular, diagnóstico realizado pela SEBRAEMG (1997) identificou que 73% dos laticínios com SIF (Sistema de Inspeção Federal) e 32% sem SIF, instalados no Estado de Minas Gerais, possuíam microcomputadores, cujas utilizações resumiam-se às tarefas rotineiras acima descritas. 3.4 Associações de Criadores As associações de Criadores, por credenciamento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, têm atribuição de manter os livros de registro genealógico, dados de desempenho e de avaliação das condições raciais dos animais. Os procedimentos de registro consistem na identificação individual do animal, ao qual se associam dados de desempenho obtidos em controles produtivos e eventos reprodutivos, entre outros. Embora, em geral, as Associações de Criadores disponham de boa estrutura de hardware, os recursos de software, atualmente disponíveis, são limitados em termos de capacidade de processamento, e não contemplam a organização estruturada e relacional dos registros associados às características de produção, conformação e genealogia dos animais. A quantidade de dados aumenta anualmente, o que tende a tornar seu processamento cada vez mais lento, principalmente no tocante à manutenção e edição dos dados. A nova realidade econômica impõe pressões às empresas de produção de leite no sentido de melhorarem o desempenho financeiro-econômico da atividade leiteira, induzindo ao aumento do tamanho do rebanho e, conseqüentemente, da produção, com vistas a melhorar o desempenho técnico e econômico da exploração. Essas tendências para maiores rebanhos, com maior produção por animal, têm revelado a importância e a necessidade da disponibilidade e acesso à informações que propiciem indicadores que auxiliem na tomada de decisões. Por outro lado, com o crescimento do comércio de animais entre empresas e, particularmente entre países, observa-se, atualmente, em nível internacional, uma preocupação com a implementação de um sistema de identificação animal. Tal preocupação, objetiva maior eficiência aos programas de manejo e seleção dos recursos genéticos, e principalmente nos programas de controle e erradicação de doenças que necessitam de procedimentos com soluções rápidas e precisas no monitoramento e rastreamento de animais, na eventualidade de sua ocorrência (GONÇALVES, 2001). Atualmente, existem no mercado nacional vários softwares para o gerenciamento de rebanhos (AGROSOFT, 1998). Todavia, apesar de serem, eventualmente, eficientes na organização da informação para criadores individualmente, eles não se caracterizam como um sistema de informação – software baseado nos processos reais, que consideram o relacionamento entre setores / atividades / estágios de produção, e, neste sentido, realizam a consistência dos dados coletados entre si e com aqueles previamente existentes, ou seja, numa avaliação estruturada conforme padrões de conformidade preestabelecidos com base em critérios biológicos, cronológicos e técnico operacionais ou normativos. Assim, no âmbito das associações de criadores, constata-se a necessidade de se aplicar os recursos da tecnologia da informação no armazenamento dos registros de desempenho produtivo, reprodutivo, de conformação e genealogia dos animais, para estruturação de um banco de dados com informações sobre animais, e prover um mecanismo para a transferência dessas informações entre as instituições participantes de programas de desenvolvimento da pecuária. Em adição, a análise das informações do banco de dados, por empresa, com apresentação de indicadores técnicos, permite a comparação com padrões médios de desempenho, e, assim, a identificação de pontos deficientes nos sistemas de produção. Esta avaliação, de grande auxílio na tomada de decisões, possibilita a elaboração de estratégias de ajuste do manejo dos rebanhos, visando obter ganhos em produtividade.

3.5 Infra-estrutura A reforma agrária digital depende, em primeiro lugar, da melhoria da infra-estrutura de telecomunicações no interior. Segundo a Anatel (Lemle, 2002), apenas 350 municípios brasileiros têm provedores. Isto representa somente 6% do total de municípios. O Sudeste concentra 58% dos serviços, seguido pelo Sul (19%), Nordeste (11%), Centro-Oeste (7%) e Norte (5%). Quando não há cabeamento de telefonia e fibra ótica, a alternativa seria o acesso por satélite ou rádio. Essa alternativa, no momento, ainda é cara e fora do alcance da realidade do empresariado rural brasileiro, em geral, tanto quanto o uso do computador. Segundo Oliveira (2001), dados da ONU, relativos a 2000, apenas 7,2 em cada mil brasileiros estão ligados à internet. Esse número é próximo ao da Argentina (8,7) e do México (9,2), mas significativamente inferior ao dos Estados Unidos, onde 179,1 habitantes em cada mil estão conectados à rede mundial. A desatenção dos órgãos brasileiros sobre o alcance da internet no campo se justifica, de certa forma, pela sua própria insignificância. 4. Potencialidades A informática, sem dúvida, foi uma das áreas da ciência que mais rapidamente se desenvolveu e se difundiu no final do século passado. Os equipamentos de informática tornaram-se mais eficientes e acessíveis, em termos de preços, assim como os softwares, tornaram-se mais acessíveis e de melhor compreensão e operacionalização. Estimativas do Prof. Fernando Meirelles, do Centro de Informática Aplicada da Fundação Getúlio Vargas (FGV), citado em reportagem de Billi (2000), indicam que nos últimos treze anos, os gastos de médias e grandes empresas do Brasil com equipamentos e serviços de informática evoluíram de 1,3% para 4,5% de suas receitas. Os investimentos em informática cresceram à medida que os custos dos equipamentos e de manutenção caíram. Ainda, segundo a FGV, existem hoje cerca de 14 milhões de microcomputadores no País (tanto em empresas quanto em residências), enquanto eram 15 mil em 1988. Segundo Paglis (2002b), o mercado de produção e comercialização de softwares está direcionado a certos segmentos da agropecuária. Por exemplo, em Minas Gerais, os softwares para gerenciamento de rebanhos respondem por 65%, enquanto 12% estão relacionados a controle contábil e o restante 9% a outras atividades. Assim, o futuro da informática se mostra bastante promissor, principalmente diante do atual quadro em que as empresas necessitam dessa ferramenta para fazer face aos problemas e oportunidades de negócios dentro do novo cenário de economia globalizada e internacionalizada. 4.1 Internet A internet foi criada em 1969 com o objetivo principal de trocar informações e compartilhar computadores entre pesquisadores, na área militar. Um instrumental de ampla utilização na informática, que no Brasil teve grande impulso, inicialmente na comunidade científica, e em seguida, como plataforma de expansão do setor privado, e, desde 1995 aplicadas a serviços de natureza comercial. O uso comercial tem crescido significativamente como meio de realização de fechamento de negócios, divulgação de produtos, oferta de cursos, serviços bancários, compras diversas, comunicação de voz e imagem, entre outros. Em março de 2001, segundo a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), em matéria publicada pela revista Exame (2001), os domínios registrados no Brasil eram 382.000, dos quais, os sites comerciais (com.br) representavam 92%.

O uso da Internet tem propiciado também a geração, propagação e utilização de conhecimentos sem precedentes na história do homem, fazendo com que as fronteiras físicas entre estados, regiões e até mesmo países percam importância no processo de comunicação. No caso brasileiro, dada a sua dimensão territorial, reforça a importância da internet como fonte de crescimento e dinamismo do negócio agrícola, oferecendo vantagens competitivas nas relações com os parceiros comerciais. O agronegócio brasileiro atual representa cerca de 30% do PIB, o que tem justificado grande interesse no emprego da internet tanto no sistema Business-to-business (B2B) quanto no sistema Business-to-consumer (B2C). A utilização do e-commerce no agronegócio tem sido ainda bastante reduzida, mas exibe uma tendência de crescimento, a julgar pelos inúmeros sites eletrônicos direcionados para este segmento da economia nacional, cerca de 2.400 e 11 portais, de acordo com Paglis, (2002a). Ainda, de acordo com esse autor, o comércio eletrônico na WEB deve ser visto como um ferramental extremamente útil, pois, as empresas do agronegócio podem reduzir sensivelmente os custo com marketing e ao mesmo tempo alcançar grupos específicos no processo produtivo. 4.2 Redes Um exemplo de como esse futuro está bem próximo, é o sistema em rede, cujo objetivo é disponibilizar aos seus usuários (assinantes), via Internet, informações que possibilitem melhorar o conhecimento e subsidiar a tomada de decisão. São informações que procuram responder questões do tipo: O produto possui as características desejadas? Agrega a melhor tecnologia disponível? Existe algum similar de menor preço que incorpora mais tecnologia? Quem são os representantes e distribuidores do produto? Existe facilidade de serviços de assistência técnica? O produto encontra-se disponível para pronta entrega? Além disso, o serviço de rede coloca à disposição de seus clientes serviços de notícias, jornal de negócios on line, que transmitem informações instantâneas ao leitor. Permite ainda acessar banco de dados usando palavras-chave, conhecer os últimos lançamentos, visitar centros de negócios, divulgar seminários técnicos dentro de cada área de atuação etc. 4.3 Agricultura de Precisão A agricultura de precisão, em termos conceituais, possui enorme potencial para a racionalização do sistema de produção agrícola moderno (Jorge, 2002). Entre outros, possibilita racionalizar emprego de agroquímicos, reduzir custos de produção, minimizar impactos ambientais e melhorar qualidade dos produtos agrícolas. O desafio maior dessa nova tecnologia encontra-se nas variações espaciais e temporais dos diferentes parâmetros envolvidos no processo de produção agrícola, tais como, teor de nutrientes, teor de matéria orgânica, pH, umidade, profundidade da camada compactada, encontradas no solo. Muitos avanços já foram conquistados no que se refere a recursos avançados da eletrônica e computação, tais como, sistemas de posicionamento geográfico (GPS), sistemas de informação geográfica (SIG), sistemas de controle de dados, sensores, entre outros. Em princípio, espera-se como resultado positivo, dessa nova tecnologia, ganhos de natureza econômica e redução de impactos ambientais. A maior limitação encontra-se ainda na análise e interpretação do grande número de informações relacionados a variabilidade espacial e temporal e sua aplicação em nível de sistemas de produções agrícolas.

4.4 Rastreabilidade No mundo de hoje, a segurança alimentar constitui prioridade diante dos fatos observados no setor de alimentos, gerando grande impacto financeiro e preocupação para os consumidores, como foi o caso, recente, da “doença da vaca louca”, ocorrido na Europa (Fachinello e Costa, 2003). A solução para problemas dessa natureza seria a implantação de um sistema de rastreabilidade, que permite identificar falhas ao longo da cadeia de produção, desde a matéria prima até a venda do produto final. Por exemplo, a rastreabilidade dos rebanhos, com implantação do sistema de identificação dos bovinos, tornou-se vital para os pecuaristas exportadores de carne para a União Européia. Em linhas gerais, esse sistema prevê o cadastramento individual dos animais de diferentes rebanhos, registrando informações como data de nascimento ou entrada no rebanho, raça, sexo, tipos de doenças contraídos, alimentação e suplementação recebidas, entre outros. 4.5 Educação a Distância O uso da informática no ensino teve origem na década 60, quando surgiram o Treinamento Baseado em Computador e a Instrução Baseada em Computador que são utilizados até hoje, com base em disquetes e CDs, segundo Zambalde (2002). Com o advento da internet, os cursos on line tiveram grande impulso. São inúmeros as áreas e temas dos cursos oferecidos. As perspectivas para cursos via internet são promissoras na medida em que os serviços de telefonia juntamente com a informática e acesso a internet tem crescido substancialmente nas cooperativas agropecuárias, agroindústrias, associações de produtores e grandes corporações do agronegócio. Com relação a instituições de ensino, pesquisa e extensão, voltadas para o segmento agropecuário, são crescentes as realizações de curso, dias de campo, palestras, videoconferências em cooperação interinstitucional. 4.6 Sistemas Especialistas Outro ramo de aplicação da informática tem sido o desenvolvimento de Sistemas Especialistas, que pertencem à área da ciência da computação, conhecida por Inteligência Artificial (Moura, 1996), que está voltada para desenvolver nos computadores e equipamentos habilidades inteligentes quando comparadas ao comportamento do homem. Os Sistemas Especialistas são conceituados como programas de computador que utilizam o conhecimento de um ou mais especialistas para a solução de problemas específicos, em que o principal componente é a base de conhecimentos obtidos dos próprios especialistas. Esta base é gerenciada por um processo de inferência e é acessada por meio de um mecanismo de comunicação que viabiliza a interface com o usuário (Hogeveen et al., 1991). Os Sistemas Especialistas, apesar do grande avanço observado nas últimas décadas, ainda são desconhecidos pela grande maioria dos profissionais das ciências agrárias e dos dirigentes de cooperativas e indústrias de laticínios. Os relatórios gerados pelos Sistemas Especialistas, na forma de textos explicativos, facilitam o entendimento por parte dos usuários, o que os colocam em situação vantajosa em relação aos programas convencionais, pois são ferramentas imprescindíveis para tomada de decisão. De acordo com Silva, citado por Moura (1996), o potencial de utilização dos Sistemas Especialistas, nas áreas relacionadas com a economia agrícola, encontra-se na administração rural e na extensão rural. Dentre os vários segmentos do complexo agroindustrial, o segmento das agroindústrias tem se destacado com o desenvolvimento e uso de Sistemas Especialistas no planejamento da produção industrial, diagnose de contaminação e intoxicação alimentar e monitoramento dos processos produtivos.

4.7 Portais Agropecuários As empresas privadas voltadas para o negócio agrícola que investem nesse segmento têm interesse maior no comércio eletrônico, que possibilita a compra e venda de produtos e insumos agropecuários. O recente surgimento de vários Portais agropecuários na Internet é um bom indicador de crescimento do uso e da importância dessa tecnologia da informação na agropecuária. Para Silva Jr (2001), a principal e mais evidente contribuição da Internet, para agropecuária, tem sido a disponibilização de informações, que cobrem ampla variedade de atividades agropecuárias. De acordo com este autor, alguns portais oferecem recursos avançados, em que doenças de plantas ou animais são diagnosticadas a partir de informações prestadas pelo agricultor. Também os cursos e treinamentos com uso da Internet encontram-se em rápido processo de expansão, além disso, existem portais que permitem a formação de grupos de compra, ampliando o poder dos produtores nas negociações. Essa evolução tem sido provocada pelo desenvolvimento e pela rápida expansão das tecnologias da informação e de telecomunicações, aumentando o potencial de coleta, processamento, divulgação e acesso às informações. 4.8 Gerenciamento Outra aplicação refere-se a sistemas que permitem a vendedores e fornecedores acessarem, em qualquer computador conectado à Internet, informações relativas a estoques, preços, condições que podem oferecer aos clientes, por exemplo. Uma vez concretizada a transação, o sistema atualiza o estoque e disponibiliza a informação a outros vendedores da empresa e aos fornecedores. Nessa modalidade, é como se as empresas da cadeia produtiva utilizassem o mesmo sistema, propiciando grande avanço na sua coordenação, com ganhos em eficiência. Na agropecuária, sistema semelhante pode ser utilizado no controle sanitário, com a finalidade de notificar e providenciar com rapidez o controle de doenças. Também, sistemas integrando indústria de insumos, produção primária e processamento, podem gerar soluções para contribuir na melhoria da competitividade da cadeia como um todo. No segmento de produção primária, sistemas dessa natureza possibilitariam digitar e processar os dados coletados em diferentes fazendas, por exemplo aquelas filiadas a uma associação, cujos resultados gerados fossem acessados a partir de qualquer computador conectado à rede. Na bovinocultura de corte, um sistema desse tipo possibilitaria ao produtor tomar decisões de compra e venda fora da fazenda, com dados atualizados e processados de sua empresa. 4.9 Difusão do Conhecimento Para a cadeia agroindustrial pode-se imaginar ainda, num futuro bem próximo, um serviço de rede, via Internet, com informações de toda natureza, como aquelas relacionadas a dados meteorológicos, informações tecnológicas, cotações de preços de insumos, serviços, equipamentos e de produtos agropecuários e industrializados e assim por diante. Até mesmo sistema de informações integrando bases de dados disponíveis, tanto a nível nacional quanto internacional, por meio de avançadas tecnologias de telecomunicações com a finalidade de acompanhar e disponibilizar informações e serviços. Além disso, instrumentos de suporte à decisão deverão ser disponibilizados para utilização direta pelo interessado. Novos paradigmas educacionais, como a educação à distância por meio da Internet, devem ser intensificados, de modo a tornar o negócio agropecuário mais atrativo e competitivo. As Empresas do Conhecimento incluem universidades; escolas técnicas; centros de pesquisa; órgãos de fomento; empresas que prestam consultoria; cooperativas e serviços de extensão

rural públicas e privadas. Também deverão estar disponíveis operações envolvendo bolsas de mercadorias, mercado futuro e serviços de consultoria on line. Como se pode observar, as possibilidades de uso do sistema em rede, via Internet, são inúmeras para o setor agropecuário e torna-se, até mesmo, impossível de se fazer uma previsão acertada de todas as alternativas de aplicação, isto, porque este sistema encontra-se em permanente processo de atualização e aperfeiçoamento. 5. Limitações Em que pese o advento dos serviços de rede e do rápido desenvolvimento das tecnologias de telecomunicações com uma sofisticada base tecnológica instalada e um considerável contingente de recursos humanos qualificados, abarcando desde a pesquisa e desenvolvimento até o fomento de empreendimentos, não se pode afirmar o mesmo quando se trata do setor agroindustrial. São inúmeras as limitações para a implantação e desenvolvimento de sistemas de informação em empresas rurais e cooperativas agropecuárias. Entre outras, as principais limitações identificadas para informatização de empresas rurais foram: idade média avançada dos empresários rurais (em torno de 50 anos no caso de produtores de leite); baixo nível de escolaridade (educação formal); migração dos filhos para outras atividades nas cidades; falta de recursos financeiros para aquisição de equipamentos, material de informática e treinamento de pessoal; precariedade ou ausência dos serviços de telefonia e energia elétrica; ausência de provedores de acesso à Internet. Dentre as restrições para informatização de cooperativas agropecuárias, foram identificadas: falta de visão administrativa dos dirigentes de cooperativas; ausência de recursos humanos qualificados para uso da informática; sucateamento dos equipamentos de informática, falta de recursos financeiros para atualização dos equipamentos e treinamento de pessoal para uso da informática; precariedade dos serviços de telefonia e provedoras para uso da Internet; ausência de serviços para manutenção de equipamentos de informática. No caso das empresas rurais, a solução dos problemas para acesso e uso da informática pode estar na criação de associações com estes propósitos. Também pode-se vislumbrar a possibilidade de que as cooperativas ofereçam esses serviços a seus cooperados ou, ainda, por intermédio das empresas prestadoras de serviços autônomos de assistência técnica. Contudo, deve-se salientar que, por mais avançada que seja a tecnologia da informação, esta é dependente de uma boa qualidade dos dados. Ainda, se a fonte de dados não estiver disponível e o usuário não tiver acesso a tais informações, dificilmente obterá benefícios concretos na solução dos problemas práticos. Como limitações de caráter geral, comuns às fazendas e cooperativas agropecuárias, pode-se citar a falta de pessoal especializado para desenvolver softwares operacionalmente funcionais. No desenvolvimento de Sistema Especialista, a maior limitação tem sido a construção da base de conhecimento. O próprio desconhecimento do especialista a respeito do que venha a ser um Sistema Especialista pode ser uma barreira, pois há a possibilidade deste

resistir em expor os seus conhecimentos, com receio de que o programa venha a substituí-lo no seu trabalho. 6. Conclusões e Sugestões Ao mesmo tempo que os sistemas de informação começaram a despontar como uma das ferramentas mais poderosas da nova economia, à disposição dos gerentes modernos, também tornou-se conhecida como um dos instrumentos mais problemáticos. O que fundamenta esse argumento são as observações empíricas de que os problemas inerentes aos sistemas de informação residem, basicamente, na inadequabilidade de sua administração, a exemplo do que ocorre, em proporções não menores, com as funções administrativas dentro de uma empresa, nas áreas de produção, comercialização, finanças, entre outras. Em que pese o rápido desenvolvimento da informática, com equipamentos e softwares cada vez mais eficientes e acessíveis em termos de preços, as limitações do seu emprego nas fazendas e cooperativas agropecuárias encontram-se na falta de profissionais da área de suporte, principalmente nas pequenas e médias cidades e no meio rural, em geral. Em algumas situações, como nas associações de criadores, as limitações têm origem na especificidade da atividade e na falta de iniciativa ou de recursos para o desenvolvimento de sistemas de banco de dados. Outro fator limitante tem sido a ausência e a precariedade da infra-estrutura de telefonia e energia elétrica. Mesmo que a telefonia celular, via satélite, venha a ser instalada, o seu custo poderá, num primeiro momento, ser limitativo para muitos dos produtores e cooperativas. Com certeza, os produtores rurais, cooperativas agropecuárias e associações de criadores que não fizerem uso da informática, seja por atualização dos recursos de hardware ou desenvolvimento de sistemas de seu interesse, estarão desprovidas de um recurso importante no contexto atual de mudanças, em que a falta de informação implica em atraso tecnológico. O poder de mercado, por exemplo, tem se deslocado dos processadores para as redes de distribuição, resultante, tanto do acesso rápido e direto às informações, quanto aos hábitos de consumo e coordenação dos fluxos de bens. A principal sugestão seria desenvolver um estudo para quantificar as potencialidades e limitações que as fazendas, cooperativas agropecuárias e associações de criadores possuem para implementar o uso efetivo da informática e aplicação da tecnologia da informação na atividade-fim, nas principais regiões produtoras do País. O estudo deveria ser prioritariamente dirigido aos produtos que constam da pauta de exportações e àqueles destinados ao mercado doméstico, que tenham participação efetiva na formação do PIB agropecuário. 7. Referências Bibliográficas AGROSOFT. Rev. Agrosoft. Juiz de Fora: Agrosoft. No. 4, 1998. ALBANO, C.S. Problemas e ações na adoção de novas tecnologias de informação: um estudo em cooperativas agropecuárias do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, RS: PPGA/UFRGS, 2001. Dissertação de Mestrado. BILLI, M. Investimentos em informática triplicam. Caderno Dinheiro. p. 1. Sábado, 30 de março de 2002. Folha de São Paulo. São Paulo, 2002.

CRÚZIO, H. O. Como organizar e administrar uma cooperativa. São Paulo, SP: Editora FGV, 1997. EXAME. Brasil em Exame. Parte integrante da Revista Exame. Edição 751. Ed. Abril. São Paulo. SP. p. 59. 2001. FACHINELLO, A.F.; COSTA, A.C. de R. Um framework baseado em agentes para projetos de sistemas de rastreabilidade. Disponível em: http://www.inf.ufrgs.br/pos/ppgc/se manacademica/artigos2003/1313.pdf GONÇALVES, J. A. Rastreamento começou com atraso: associações de criadores aceleram pesquisa de dados sobre animais importados. Gazeta Mercantil, São Paulo, SP. Quinta-feira, 15 de Fevereiro de 2001. p. A-4. HADDAD, P.R. A concepção de desenvolvimento regional. In: Haddad, P.R. et al. (Ed.). A competitividade do agronegócio e o desenvolvimento regional no Brasil; estudo de cluster. Brasília, DF: CNPq/Embrapa, 1999, p. 9-35. HOGEVEEN, H.; NOORDHUIZEN-STASSEN, E. N.; SCHREEINMAKERS, J. F.; BRAND, A. Development of an integrated knowledge-based system for management support of dairy farms. J. Dairy Sci., 74: 4377-4384, 1991. JORGE, L. A. de C.; TORRE-NETO, A. Agricultura de precisão na sociedade da informação. In: Agrosoft 2002: Workshop O Agronegócio na Sociedade da Informação, Brasília, Anais... Brasília, DF: Agrosoft 2002. LEMLE, M. Celeiro do mundo globalizado. Caderno Internet, p. 1. Quinta-feira, 2 de maio de 2002. Jornal do Brasil. Rio de Janeiro, 2002. MOURA, A.D. de. Sistemas especialistas: aspectos teóricos e aplicação no Complexo Agroindustrial. Economia Rural, Viçosa, MG, 7(3): 13-16, 1996. ORGANIZAÇÃO DAS COOPERATIVAS BRASILEIRAS. http://www.ocb.org.br OLIVEIRA, G. Revolução tecnológica democratiza o conhecimento. Caderno Dinheiro. p. 2. Sábado, 22 de setembro de 2001. Folha de São Paulo. São Paulo, 2001. PAGLIS, C. M. Internet na Agropecuária. Disponível em: http://www.dag.ufla.br/MODA GP/_private/ informática_na_agricultura_2002a. pdf PAGLIS, C.M. A utilização da informática na agricultura. Disponível em: http://www.dag. ufla.br/ MODAGP/_private/ informática_na_agricultura_2002b. pdf PROTIL, R.M. Avaliação da implantação de um sistema computacional de gestão empresarial (ERP) em uma cooperativa agrícola. In: Congresso da SBI-Agro, 2., Campinas, Anais... Campinas, SP: SBI-Agro, 1999. SEBRAE-MG. Diagnóstico da indústria de laticínios do Estado de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG: SEBRAE-MG, 1997. 270p.

SILVA JR. A.G. da. Impacto da Internet no agronegócio. Economia Rural, Viçosa, MG, 1(12): 14-16, 2001. TEIXEIRA, N.M.; VALENTE, J.; BUENO, J.H. A estrutura de produção de leite em fazendas de criação de gado holandês no estado de Minas Gerais. Juiz de Fora, MG: EMBRAPA-CNPGL, 1998. 48 p. (EMBRAPA-CNPGL. Documentos, 63) VALE, S.M.L.R. do; SANTOS, H. do N. Considerações sobre o uso da informática na administração de empresas rurais. Economia Rural, Viçosa, MG, 9(3): 23-25, 1998. ZAMBALDE, A.L. O ensino a distância no agronegócio: diagnóstico e perspectivas. In: Agrosoft 2002: Workshop O Agronegócio na Sociedade da Informação, Brasília, Anais... Brasília, DF: Agrosoft 2002.

View more...

Comments

Copyright � 2017 SILO Inc.