June 26, 2021 | Author: Ana Carolina Canário Bennert | Category: N/A
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JB NEWS
Filiado à ABIM sob nr. 007/JV Editoria: Ir Jeronimo Borges Academia Catarinense Maçônica de Letras Academia Maçônica de Letras do Brasil – Arcádia de B. Horizonte Loja Templários da Nova Era nr. 91(Florianópolis) - Obreiro Loja Alferes Tiradentes nr. 20 (Florianópolis) - Membro Honorário Loja Harmonia nr. 26 (B. Horizonte) - Membro Honorário Loja Fraternidade Brazileira de Estudos e Pesquisas (J. de Fora) -Correspondente Loja Francisco Xavier Ferreira de Pesquisas Maçônicas (P. Alegre) - Correspondente
Londrina. Homenagem do JB News ao imenso contingente de leitores daquela cidade.
Saudações, Prezado Irmão! Índice do JB News nr. 2.159 – Florianópolis (SC) – terça-feira, 30 de agosto de 2016 Bloco 1-Almanaque Bloco 2-IrManoel Miguel – O Mistério do Caduceu e o Pálio na Abertura dos Trabalhos em Loja Bloco 3-IrJosé Anselmo Cícero de Sá – As Quatro Virtudes Cardeais na Visão Maçônica Bloco 4-IrClaudio Vitor Ohf – A Cifra Zero Bloco 5-IrJoão Ivo Girardi – As Fábulas de Esopo Bloco 6-IrAntônio Amâncio de Oliveira – O Olho que Tudo Vê - Compromisso (do site O Ponto Dentro do Círculo) Bloco 7-Destaques JB – Breviário Maçônico p/o dia 30 de agosto. Versos do Irmão e Poeta Raimundo Corado
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1 – ALMANAQUE
Hoje é o 243º dia do Calendário Gregoriano do ano de 2016– (Lua Quarto Minguante) Faltam 123 para terminar este ano bissexto
Dia dos Catequistas Se o Irmão não deseja receber mais o informativo ou alterou o seu endereço eletrônico, POR FAVOR, comunique-nos pelo mesmo e-mail que recebeu a presente mensagem, para evitar atropelos em nossas remesssas diárias. Obrigado. Colabore conosco para evitar problemas na emissão de nossas mala direta diária.
LIVROS
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Autor: Rubens Barros de Azevedo APRESENTAÇÃO DA 2ª EDIÇÃO DO LIVRO - VIVER MELHOR: É POSSÍVEL? Sim! Sem regimes, sem dietas, sem cirurgias - somente com Reeducação! Na base de perguntas & respostas, importantes dicas estão concentradas nesta obra, visando ajudar as pessoas interessadas numa qualidade de vida diferenciada, fazendo a parte que lhes cabe - e muita gente tem se beneficiado! O livro, continuação do anterior - Use o poder da sua inteligência e viva melhor - com 10 edições esgotadas - é baseado na sua própria experiência de vida, pois, aos 79 anos de idade, tem bastante vitalidade para viver melhor, com muita energia, sem usar medicamentos, praticando, apenas, os tipos de reeducação preconizados nessa obra, que contém 211 páginas, cujo investimento é de, apenas, R$40,00 (quarenta reais). Conteúdo do livro: Capítulo 1 – A importância da Energia na nossa vida: Tipos de energia; Capítulo 2 - A Importância da Reeducação: Tipos; Capítulo 3 - Reeducação Mental: Funções da Mente; Preservação da Memória; Pensamentos positivos; Elevação da autoestima; Ansiedade/Estresse; Uso da Neuróbica; Mudança de hábitos; Meditação; Yoga; Programação Neuro Linguística; Capítulo 4 - Reeducação Alimentar: A importância da boa alimentação; A importância da boa Mastigação; Obesidade; Cirurgia Bariátrica; Tipos de Alimentação; Alimentos Recomendáveis; Alimentos Condicionados; Alimentos a evitar; Alimentação e Sistema Imunológico; Alergia alimentar; Distúrbios alimentares (Anorexia, Bulimia e Compulsão); O Perigo do Glúten; Alimentos Transgênicos; A Importância do Jejum; Calorias x Atividades Físicas; Capítulo 5 - Reeducação Física: A importância da água no organismo; Postura Corporal (Ergonomia); Benefícios das Atividades Físicas; A Importância da Respiração; Exercícios Recomendáveis: Ao acordar / Para relaxar / Para prevenção de Cardiopatias; Caminhada/Corrida; Subir/Descer escadas; Andar de Bicicleta; Pular Corda; Bioenergética: Terapia Corporal; Dança de Salão; Academia de Ginástica; Musculação; Pilates; Jin Ji Du Li; Tai Chi Chuan; Exercícios Aquáticos: Watsu / Hidroginástica / Hyowa; Ritmo ou Ciclo Circadiano; A importância do Sono - Dicas para dormir bem; Insônia; ADENDO: Sistema Imunológico - O que é; como equilibrá-lo; Capítulo 6 - Reeducação Espiritual; Capítulo 7 - Conclusão; Capítulo 8 - Para saber mais. Encomendas: Podem ser feitas pelo endereço
[email protected], e logo serão postadas, com o agradecimento do autor.
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Fatos maçônicos do dia Fonte: O Livro dos Dias (Ir João Guilherme) e acervo pessoal Fundação da Grande Loja Astrea, em São Petersburgo, na Rússia 1815 1878 1951
Fundação da Loja Caridade e Segredo nr. 3, de Cachoeira, Bahia (GLEB) Fundação da Loja Mensageiros da Paz nr. 1435, de Goiânia, GOEG/GOB
1978 Fundação da Loja Obreiros de Jaraguá do Sul nr. 23, de Jaraguá do Sul GLSC) 1988
1991
O Grande Secretário de Relações Exteriores da GLMEES entrega a Carta Definitiva da ARLS Cavaleiro da Luz, n°.18 recolhendo na oportunidade a anterior que constava no nome ARLS Abílio Rodrigues de Souza, n°. 18. Fundação da Loja Sentinela do Vale nr. 54, de Braço do Norte, GLSC
EFEMÉRIDES DO DIA -Ir Daniel Madeira de Castro (Fonte: Livro das Efemérides - Históricas, Políticas, Maçônicas e Sociais - 2016)
30 de agosto 30 a.C. – Morreu em Alexandria, Cleópatra raínha do Egito, amante de Júlio César e de Marco António, suicidando-se ao deixar-se morder por uma víbora, depois da derrota de suas tropas para Otávio Augusto, futuro primeiro imp. de Roma. 1645 – Os índios americanos firmaram um acordo de paz com os holandeses em Nova Amesterdão, hoje Nova Iorque. 1723 – Faleceu em Delft, Anton van Leeuwenhoek (24/10/1632). 1808 – A convenção de Sintra levou à retirada dos franceses da primeira invasão a Portugal. 1815 – Fundação da G.L. Astrea, em S. Petersburgo, na Rússia 1871 – Nasceu em Spring Grove, Ernest Rutherford, cientista neozelandês, o primeiro a dividir um átomo, agraciado com o Nobel da Física em 1908, pelo trabalho pioneiro em 1896 sobre a física nuclear, concretizando em 1919 a primeira experiência (19/10/1937). 1895 – Tornou-se obrigatório o ensino católico nas escolas públicas da Bélgica.
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1897 – Nasceu em Lisboa, Cassiano Viriato Branco, arquiteto modernista, arredado dos primeiros passos deste movimento, por teimosia fundamentalista e pela sua condição de democrata, não foi benquisto ao Estado Novo, por quem foi ostracizado. Alheio às obras oficiais, entrou em conflito com Duarte Pacheco (19/4/1899). Temperamental para uns, dono de uma soberba incompreensível para outros, deixou obras onde se lhe reconhece o génio modernista. Ironicamente, pertence-lhe uma das últimas demonstrações do Estado Novo, o Portugal dos Pequeninos , são dele também a reconstrução do Éden Teatro, o Café Cristal, o Coliseu do Porto, o Hotel Vitória, a esplanada do Café Palladium e o estudo urbanístico para a Costa de Caparica (24/4/1970). 1898 – A Inglaterra e a Alemanha celebraram um acordo secreto preconizando a partilha dos territórios africanos sob domínio português, nomeadamente Angola e Moçambique, na sequência de empréstimos efetuados à coroa portuguesa. 1914 – Instalada em Castro Daire, a Loja 31 de Janeiro, n° 379 do G.O.L., no R.E.A.A.. 1918 – Lenine, que instaurou um regime comunista na Rússia, levou um tiro logo depois de um discurso numa fábrica em Moscovo. 1932 – Nasceu em Lisboa, Eugénio Óscar Filipe de Oliveira, coronel, gestor, republicano revolucionário no golpe de Beja, em consequência do que esteve preso e foi exonerado do exército, condição de que foi ressarcido depois do 25 de Abril, onde chefiou os Serviços de Extinção da P.I.D.E./D.G.S, iniciado maçom na Loja O Futuro, pres. da Sociedade Promotora de Escolas e do Internato S. João, Secretário-Geral do C.O. e G.M. entre 1996/2002 (6/6/2014). 1937 – Morreu em Lisboa, João dos Santos Pires Viegas, maçon (9/12/1865). 1940 – Faleceu em Cambridge, Joseph John Thomson (18/12/1856). 1973 – O Quénia baniu a caça de elefantes e o comércio do marfim. 1975 – Demitido de primeiro ministro do V Governo Provisório, o coronel Vasco Gonçalves, que quis protagonizar um governo revolucionário, de cariz comunista, e que não chegou a durar quatro semanas, devido a falta de suporte político e popular. 1991 – Declarada a independência do Azerbeijão. 1999 – Realizou-se em Timor-Leste um referendo controlado pela O.N.U., decidiu a independência com 79,5% de votos favoráveis, face à ocupação Indonésia, perpetrada em 1975.
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2 – O Mistério do Caduceu e o Pálio na Abertura dos Trabalhos em Loja - Manoel Miguel
Irmão Manoel Miguel é MM da Loja Colunas de São Paulo, 4145 CIM 293-759 - GOB/GOSP – São Paulo Escritor – Palestrante – Coach em Saúde e Estilo de Vida Autor do livro: Viver Mais Com Saúde e Felicidade O Ir Manoel Gabriel escreve às terças-feiras neste espaço.
O MISTÉRIO DO CADUCEU E O PÁLIO NA ABERTURA DOS TRABALHOS EM LOJA “O mistério da existência humana não reside apenas em permanecer vivo, mas sim, em encontrar algo que valha a pena viver” – por Fiódor Dostoiévski.
Quero abrir esse artigo trabalhando a frase acima, dita pelo Fiódor, na linguagem maçônica: “Para o Maçom, não basta frequentar as sessões, mas sim, é preciso saber, ter consciência e sensibilidade do motivo pelo qual se vai às sessões, bem como o significado de tudo que é feito no Templo”. O TAV ou TAU é a cruz mais antiga que se conhece. Há registros de sua existência na Mesopotâmia, 2.600 anos antes de Cristo. As sociedades secretas sempre o tiveram como o grande segredo de sua essência, a explicação da vida, da missão de vida, bem como para onde vamos após a morte. O TAV ou TAU se parece com a letra T (vou chama-lo de TAV doravante, pois essa grafia me dá dois triângulos, um apontando para cima e outro para baixo. Juntos formam um pentagrama), sendo formado por uma coluna vertical e uma barra horizontal sobre a coluna, bem no centro, de forma que os braços para a direita e para a esquerda sejam do mesmo tamanho. Esse símbolo sempre incomodou o homem, principalmente aqueles que gostam de investigar os mistérios esotéricos: os mistérios não escritos por letras, mas velados em símbolos. Quando falamos que a Maçonaria é uma sociedade secreta, é por que os seus ensinamentos são mistérios, ou seja, não estão escritos em um livro ou catecismo, para que todos leiam. Eles são um sistema de moral e aperfeiçoamento velado por alegorias e ilustrado por símbolos. Cabe ao Maçom desenvolver em si mesmo o prazer pela meditação, análise, pesquisa e conhecimento dos símbolos: primeiramente do seu corpo, seu Templo físico, como sendo o primeiro símbolo, que contém todos os outros símbolos. Depois, procurar esquadrinhar todos os símbolos que compõem a Loja, bem como tudo que seus olhos contemplam. Os egípcios admiravam o fato de que o TAV está em todas as coisas, inteiro ou em partes. Começaram a perceber que o TAV estava representado em nossa coluna vertebral e as clavículas direita e esquerda, formando os ombros. Perceberam que, acima da barra horizontal, os ombros, estava a mente, o cérebro, o gravador, o Livro da Vida. Logo abaixo, estava bem no centro, o timo e o coração. Estes, trabalhavam em perfeita harmonia, tendo o TAV como eixo.
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Os egípcios observaram ainda que as árvores, em especial o Carvalho, surgia da Terra como uma vara ereta, sobreposta por ramos que formavam a barra horizontal do TAV. Olhando em sua frente, viram o Touro, o Carneiro, cujas cabeças formavam um TAV. Seriam coincidências? Olharam para a ferramenta de trabalho mais usada naquela época, o Malho. Quando colocada sua cabeça para cima, ele também representava o TAV. O Esquadro, era uma parte de um TAV. Quando juntos, dois esquadros formam um TAV, que é inclusive, utilizado como símbolo no avental do V∴M∴ um Esquadro em T de cabeça para baixo, sendo importante prestar atenção também no avental do M∴I∴ ou P∴M∴ durante as sessões. O TAV é a única maneira de vencermos a morte espiritual. Moisés teve que fazer um TAV em forma de Caduceu para evitar que o povo morresse picado pelas serpentes da região de Edom, durante a caminhada pelo deserto em direção a Terra Prometida. Números 21:9. Todos que eram picados por serpentes eram colocados em frente ao Caduceu de Moisés e, ao olhar para o Caduceu, eram curados do veneno e das picadas das serpentes. Segundo o relato, essas serpentes eram uma forma de castigo imposto por Jeová em função dos pecados do povo hebreu. A Caduceu que Moisés fizera em forma de serpente, era o meio, não o fim. O fim era e é Jeová. Por isso, o povo jamais poderia elevar o Caduceu ao lugar de Jeová, que está acima de todas as coisas. Mas, por falta de instrução ou rebeldia, mais adiante o mesmo povo se esqueceu de Jeová e começou a adorar o Caduceu, tornando-o o ideal de uma religião, pelo que Jeová os provou. Porém, Ezequias, rei de Judá, acabou com a brincadeira e destruiu o Caduceu de Moisés. II Reis 18:4. O TAV ou Caduceu é o meio e não o fim. As religiões modernas tendem a adorar o Caduceu, se olharmos sem emoções para seus modelos. O TAV passou a ser então um símbolo, um hieróglifo ou um distintivo de praticamente todas as sociedades secretas e, posteriormente, das religiões que delas surgiram. Ele é chamado também de Cruz Martelo, a mãe de todas as cruzes, presente em praticamente todas as lendas e alegorias. Na iniciação aos Mistérios de Mitra, todo iniciado tinha uma Cruz TAV marcada em sua testa. No Egito, quando um rei passava pela iniciação uma Cruz TAV era colocada contra seus lábios, simbolizando que doravante ele seria o mediador entre a divindade e os homens, com todo poder para agir com justiça e retidão. Jesus, pregado na cruz, tinha dois criminosos também crucificados ao seu lado e juntos formaram um Caduceu completo, mas, tinha um problema: teria que ser um positivo e um negativo. Então, um se arrependeu e foi perdoado, tornando-se positivo. O Caduceu estava justo e perfeito. Por isso Jesus disse: “Pai, está tudo consumado” - João 19:30. Mesmo que os homens se encontrassem, em terras longínquas como a Índia, a Oceania e as Américas, o TAV era conhecido entre os povos. As tribos indígenas americanas em suas iniciações tatuavam o TAV nos corpos dos neófitos. Quem os ensinou a fazer isso? É o que muitos queriam saber. João Batista em seus sermões no deserto, às margens do Rio Jordão gritava com eloquência: “Raça de víboras!!! Quem vos ensinou a fugir da ira futura? ” – Mateus 3:7. Ele ficava admirado que os sacerdotes Fariseus e Saduceus, sem serem convidados, saiam de seu conforto no Templo e vinham até a ele para serem batizados, uma simbologia do renascimento. O homem, por ser dotado de matéria, alma e espírito, busca sempre o amparo divino, a saída, aquilo que vale a pena. É isso que faz com que o homem procure o TAV.
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Na lenda maçônica cabalística de Hiram Abiff seu ancestral Tubalcaim lhe passa um Malhete em forma de TAV. Ironicamente, os M∴M∴ sabem na simbologia que o TAV, representado pelo Malhete, é o caminho para ascensão à Vida Eterna. Outro dia eu estava dirigindo por uma avenida de Campinas e, em minha frente, vi um carro com um adesivo que dizia assim: “Só Cristo salva”. Depois, passei a observar que muitos carros trazem adesivos parecidos. Fiquei meditando na frase... e consegui ver o TAV dentro dela. Jesus morreu crucificado numa cruz onde a madeira não era outra coisa senão um símbolo. Seu corpo, a matéria, outro símbolo: ambos formavam um TAV, sua missão de vida na Terra, expressar o Amor, representado pelo fio condutor que liga a Terra ao Plano Sagrado onde todos um dia viverão. Infelizmente, as pessoas se prendem ao símbolo, ao personagem, a Jesus, sem saber fazer distinção entre o meio, Jesus, o TAV, a cruz de madeira, o fio condutor, e a Energia Maior, o Cristo, o Maat, o Equilíbrio. Por isso, acabam radicalizando o Segredo Divino na forma de um dogma que exclui a grande maioria dos homens, preferindo afirmar que somente uma religião salva, quando na verdade, a religião é o símbolo, o meio, a madeira, a cruz, o TAV, ou seja, as coisas perecíveis, pois, profecias, dons, dogmas, crenças, valores, etc., tudo ficará por aqui, no plano denso. Somente o Amor, o Equilíbrio, o Maat, o Cristo são a essência da salvação. Por essa razão, na Maçonaria o que importa não é o distintivo dogmático exclusivista que interessa, mas sim, o Amor. Jesus, Abraão, Zoroastro, Krishna, Buda, João Batista, Pitágoras, Confúcio, Maomé, Alain Kardec, e tantos outros, são símbolos, que expressaram ou imprimiram por aqui uma missão de vida, carregando dentro de si o que importa à Maçonaria: A Chama Maior, o Amor, o Equilíbrio. Quando vamos à Loja, estamos em busca dessa Chama Maior, do Equilíbrio, do Maat, do Cristo. Vejo irmãos colocarem adesivos ou frases prontas dizendo que Maçonaria é uma família. Eu até concordo. Mas não é uma família comum, pois esta, nós temos em casa e a deixamos quando vamos à Loja. Também não existe família formada somente por homens. Só se constrói família com a associação de dois sexos: masculino e feminino. Sendo que o resultado para que se tenha uma família é a associação pai + mãe = filho. Isso é família. Qualquer coisa fora disso, chamada de família, é forçar a aceitação de um modelo que foge das Leis Maiores, que regem a Natureza. Para mim, Maçonaria é um grupo de homens que vão ao Templo formarem uma Loja, uma associação de pessoas interessadas em algo que valha a pena: Sair do caos material para o equilíbrio dos contrários, carregando as baterias espirituais e adquirindo luz para sobressair às adversidades da vida, buscando construir um Templo interior melhor, contribuindo para a construção do edifício social. Essa fala nos é conhecida como, “levantando Templos à virtude e cavando masmorras aos vícios”, tão falada, mas pouco praticada. Na prática, saímos de casa como fizeram os sacerdotes judeus, que deixavam o Templo material e iam ao encontro de João Batista, o padroeiro do Equilíbrio, para serem batizados. Eram as serpentes, as cobras, que saiam do caos em busca do equilíbrio. Os antigos representavam essa necessidade no Caduceu: Se estivéssemos nos tempos de João Batista, poderíamos comparar o Caduceu com o próprio João Batista sendo o bastão, a vara; suas palavras e alegoria (o batismo) sendo as asas que formam a barra superior do T do TAV oculto no Caduceu; as serpentes, os sacerdotes Fariseus e Saduceus, que antes de encontrar João viviam o caos, enroladas,
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brigando, ferindo uma à outra, vivendo sem esperanças, em degradação. Os Fariseus se diziam perfeitos, jejuavam, pagavam o dízimo, oravam várias vezes ao dia, não baixavam a cabeça; os Saduceus se diziam perfeitos, os únicos que guardavam as Leis de Moisés e o Pentateuco. Ao ouvir a voz do que clamava no deserto, se entrelaçaram em João Batista (a Vara, o Cetro, o Bastão central), formando laços de equilíbrio da matéria, (esses laços são representados também no número 8), passando a viver em harmonia, mesmo estando na matéria, o estado mais denso da Vida. Suas cabeças formam o círculo, a Roda da Vida sem fim, pois, morrer é viver e nascer é morrer, ou seja, o equilíbrio dos opostos, pois, para o Grande Arquiteto do Universo, Luz e Trevas são a mesma coisa. As serpentes são os opostos (a dualidade, a hora segunda, o positivo e o negativo) em harmonia pelo Bastão, o Equilíbrio, a Mensagem de João Batista ou de Jesus, etc. Na Loja, os opostos estão representados em tudo: no Mosaico Quadriculado, na Orla Dentada, nas Colunas B e J, Esquadro e Compasso, Malho e Cinzel, nos 1º e 2º Vigilantes, etc., mas ninguém representa as serpentes da dualidade mais que os Diáconos em Loja. Um representa o Divino, o positivo, o mensageiro da Luz, do V∴M∴, do Oriente para o Ocidente, dos Céus para a Terra (o 1º Diácono). O outro, representa o terreno, a parte densa, escura, o negativo, o mensageiro da Terra, do 1º Vig∴ (o 2º Diácono). Na formação do Pálio, esses dois mensageiros, o 1º e o 2º Diáconos se encontram para formar o Caduceu, o Pálio maçônico, bem no centro da Terra, da Loja, onde se encontra o L∴ da L∴, que, por ser a Palavra para o Homem, está situado no centro da Terra, no Ocidente da Loja, sem a necessidade de estar no Oriente, que seria a parte Celeste da Loja, onde não há necessidade nem descumprimento de Lei. A formação do Pálio é a parte mais sublime de uma sessão maçônica, onde o Grande Arquiteto do Universo desce do seu trono para formar o homem na Terra. É o momento em que o Supremo se faz presente na seção já ao ascender das três Luzes: A Divina/Espiritual (Razão Absoluta e Suprema), a Filosófica;/Verdade e a Terrena/Natural. O 1º Diácono representa a 1ª serpente do Caduceu (o 1º Bastão), o positivo; o 2º Diácono representa a 2ª serpente (o 2º Bastão), o negativo. Ambas viviam em busca do Equilíbrio e se posicionam junto as Asas do Caduceu, o L∴ da L∴, uma à direita e outra à esquerda, novamente a dualidade dos opostos entre a argamassa que os ligam, o L∴ da L∴. Falta o terceiro Bastão para equilibrar o entrelaçamento das serpentes, fazendo dois numa só carne, ou a verdadeira união descrita nos Salmos 133. É quando chega o M∴ de CCer∴ e completa o Caduceu Celeste: Jeová desce à Arca e se faz presente (Representado pelo irmão Orador). As luzes representam essa Trindade que forma o homem, dotado de Matéria, Espírito e Alma: os três andares do Templo de Salomão, a idade do Aprendiz, o Grau do Aprendiz. Se compreendermos o significado simbólico, esotérico e espiritual desse ritual de abertura da Loja, passamos a valorizar o motivo, a razão de se estar em Loja. Esse motivo seria tão acentuado que nada atrapalharia o Maçom de ir à Loja. Tudo tem um significado sublime numa sessão, mas tenho a impressão, talvez equivocada, que os irmãos não se dão conta disso, ou por termos perdido nossas origens intencionalmente, ou por não termos formação suficiente para enxergar a nobreza que é ser Maçom.
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Muitos dizem que Maçonaria não é religião, o que é verdade. Mas o que me preocupa é se essa afirmação está querendo dizer que Maçonaria não tem nada de Espiritual. Maçonaria só não é religião por estar acima de todas elas no sentido Espiritual, já que supera as barreiras dos dogmas e eleva o homem ao plano espiritual da Religião Universal, o TAV, o Caduceu, onde se equilibram todas as serpentes, ou seja, nós pobres mortais, cheios de pontos negativos, vícios e imperfeições, mas desejos do bem, em busca do entrelaçamento em torno do TAV, o caminho que leva aos céus e que tira o veneno da serpente maligna, da força cega. O Maçom é um sacerdote, um mensageiro, o responsável por formar o Caduceu Celeste na Terra, capaz de anular a chaga mortal da serpente maligna, capaz de levar a Luz à sociedade, aquele que vê o Grande Arquiteto do Universo face a face na sessão maçônica e sai dela alimentado, saciado, com as vibrações equilibradas para enfrentar os desafios que surgem em seu caminho. A Maçonaria ajuda o homem a libertar-se, ao contrário das religiões. Sabendo que a Maçonaria conhece o significado disso tudo, passa ela então a ser perseguida no tempo e espaço. Aqui falei de um pedacinho da sessão maçônica, um dos mais sublimes. Se formos falar acerca do significado da sessão inteira, um livro não seria capaz de conter todas as palavras. Mas esse pedacinho descrito aqui serve para despertarmos para o real significado da sessão maçônica, bem como do motivo de sermos Maçons. Mas o importante é plantar a semente da reflexão, da meditação, da pesquisa e dos estudos individuais e coletivos. À medida que olharmos atentamente para os símbolos, veremos muitas verdades que sobrepõem os apegos do eu material. Se formos para a Loja achando que seremos salvos por ela, estaremos desgraçados. Mas se formos para as sessões buscando encontrar dentro de cada um, na alma da Loja e na sessão maçônica o Tripé Sagrado, o Caduceu sublime, encontraremos a escada de Jacó, (um modelo de TAU), que pode nos conduzir ao Oriente eterno, subindo os degraus das virtudes e nos distanciando dos vícios. Porém, precisamos refletir na importância de tirar mel da carcaça do leão e o sustento espiritual da ritualística, das alegorias e dos símbolos, principalmente do Caduceu, ou Pálio, que em seu centro tem o L∴ da L∴ que é uma fonte inesgotável de exemplos de virtudes, bom como exercê-las. O útero com as trompas de falópio em acasalamento com o falo é um símbolo claro de Caduceu da Vida Biológica. Observem as Grandes Luzes fixas da Loja! Observem nosso Caduceu: Esquadro, Compasso e G no centro. Precisamos mergulhar na busca da compreensão do Ritual, da Espiritualidade Maçônica e da compreensão dos segredos da Grande Obra. A taça, os lábios e o líquido são fundamentais na formação do Caduceu nutricional: Mas, o que vale a pena, o que realmente importa, é o sabor da bebida. Toda honra e glória seja dada ao Grande Arquiteto do Universo. Autor: Manoel Miguel – CIM 293759 – ARLS Colunas de São Paulo 4145 – GOSP/GOB. Or∴ de São Paulo. Escritor – Palestrante – Coach em Saúde e Estilo de Vida. Autor do livro Viver Mais Com Saúde e Felicidade. Cel/WhatsApp: 19 98401-0686 – E-mail:
[email protected] . BIBLIOGRAFIA Bíblia Sagrada The Alchemical Keys to Masonic Ritual por Timothy Hogan Ancient Masonry: The Spiritual Meaning of Masonic Degrees, Rituals and Symbols por C. C. Zain The 32 Secret Path of Solomon: A New Examination of the Qabalah in Freemasonry por Timothy Hogan
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3 – As Quatro Virtudes Cardeais na Visão Maçônica José Anselmo Cícero de Sá
Irmão José Anselmo Cícero de Sá (33º. REAA) VM da Loja Estrela da Distinção Maçônica Brasil nr. 953 (GOB/GOERJ) Academia de Artes, Ciências e Letras do Estado do Rio de Janeiro Cadeira nr. 29 - Patrono: Quintino Bocaiuva – De seu livro: Tempo de Estudo Maçônico - Volume 4.
AS QUATRO VIRTUDES CARDEAIS NA VISÃO MAÇÔNICA A origem histórica das Virtudes Cardeais surgiu com Platão (427 a.C.–347 a.C.) no seu Livro “República”, ao reportar sobre as qualidades da cidade, descreveu as quatro virtudes que uma cidade devia possuir. Para ele, as virtudes fundamentais eram: (Sabedoria ou Prudência); (Fortaleza ou Coragem); (Temperança) e (Justiça). Posteriormente, convencionou-se chamar-se estas virtudes de Cardeais, ou fundamentais, aquelas pelas quais tudo o mais devia girar. Podemos observar que Platão desenvolveu primeiramente as virtudes da cidade, somente depois é que as vinculou à conduta humana, tendo em vista que achava que a conduta citadina ou pessoal não tinha diferença alguma. Sabemos que VIRTUDES são todos os hábitos constantes que levam o homem para o bem. As Virtudes Cardeais são freqüentemente representadas por diversas figuras, geralmente do sexo feminino. São denominadas Essenciais, através das quais todas as outras decorrem e funcionam como dobradiça, pois estas virtudes devem girar ao seu redor, isto decorre da palavra Cardeal que é oriunda de (cardo = gonzo = dobradiça). Assim, historicamente podemos observar que a Maçonaria não é a fonte original dessas virtudes, as quais remontam à época dos filósofos gregos, no tempo de Sócrates, Platão, Aristóteles. Até pelos menos o ano de 1750, nenhum dos manuscritos maçônicos ou exposições ritualísticas continham qualquer referência às “Quatro Virtudes Cardeais”, as quais possuem um valor intrínseco para os maçons, sendo por isso mesmo valores empregados na prática da vida. Estas Virtudes podem estar dentro dos rituais maçônicos sem qualquer conexão direta com a experiência iniciática ou ao simbolismo maçônico. Elas podem ser assim enunciadas: 1ª.- SABEDORIA OU PRUDÊNCIA: Tem sede na parte racional da alma; É o conhecimento justo da razão; Aquela que nos guia ensinando-nos a regular nossas vidas e ações consoantes os ditames da razão, possibilitando-nos a oportunidade de julgarmos sabiamente todas as coisas referentes os nossos atos praticados no presente, para que venhamos preparar a nossa felicidade futura. Esta Virtude deve ser a característica peculiar de
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todo maçom, não somente para o seu comportamento enquanto na Loja, mas também, em suas atividades no mundo profano. Em seu sentido mais abrangente, a Sabedoria ou Prudência, não proclama somente cautela, mas também a capacidade de julgar antecipadamente as prováveis consequências de nossas ações, na conduta de suas atividades, tanto da mente como da alma de onde se originam o pensamento, o estudo e o discernimento. Em consequência, podemos concluir que a sabedoria ou prudência, é, sem dúvida alguma, a Virtude que nos guia. 2ª)- FORTALEZA OU CORAGEM: Para o maçom é ela que nos sustenta no nobre e constante propósito da mente, segundo o qual somos capacitados a não sofrer mais nenhuma dor, perigo ou risco. Ela não apenas simboliza a coragem física como a moral. Devemos ter a capacidade de tomar uma decisão baseada em nossas próprias convicções de moralidade e cumpri-la independentemente das consequências e sempre apresentar constantemente os mais elevados dogmas de decência e ética em nossas vidas, principalmente se a sociedade mostrarse desfavorável a estes preceitos de moral e ética. 3ª)- TEMPERANÇA: Esta virtude é a que nos purifica isto por que ela é a moderação sobre os nossos desejos e paixões, que tornam o corpo domesticado e governável, libertando a mente das tentações do vício. A Temperança deve ser a prática de todos os maçons uma vez que devemos aprender a evitar os excessos ou qualquer hábito tendencioso. Ela traduz a qualidade de todos aqueles que possuem moderação sendo por isso, parcimoniosos. 4ª)- JUSTIÇA: É o padrão ou o limite daquilo que seja correto. Ela é, por assim dizer, o guia de todas as nossas ações que nos permite dar a cada um o seu justo e devido valor, sem qualquer tipo de distinção. Esta virtude não é apenas consistente com as leis divinas e humanas, mas é também, o alicerce de apoio da sociedade civil com a justiça e constitui o homem verdadeiro, e deve ser a prática invariável de cada ser humano. Ela também simboliza a igualdade para os maçons, pela qual deve reger suas próprias ações e conduta empreendendo-as, porque é seu desejo e não por ser forçado a fazê-lo. Em corolário, podemos observar que todas as Virtudes têm seu grande mérito, isto porque elas são indícios de progresso no caminho do bem. Há virtude sempre que existe resistência voluntária ao arrastamento das tendências; Todavia, a sublimidade da virtude consiste no sacrifício do interesse pessoal para o bem do próximo, sem qualquer segunda intenção. Por mais que lutemos contra os vícios, não chegaremos a extirpá-los enquanto não os atacarmos pela raiz, enquanto não destruirmos a sua causa. Que todos os nossos esforços tendam para esse fim, porque nele se encontra a verdadeira chaga da Humanidade. Que o Grande Arquiteto do Universo, que é Deus, nos ilumine cada vez mais para que possamos praticar corretamente o que nos preceitua o nosso Ritual, que assim estabelece: “DEVEMOS EDIFICAR TEMPLOS AS VIRTUDES E CAVAR MASMORRAS AOS VÍCIOS” isto porque ESTA É A NOSSA GRANDE MISSÃO.
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4 –“A Cifra Zero” – Claudio Vitor Ohf Irmão Claudio Vitor Ohf Loja Acácia Riosulense nr. 95 Rio do Sul – (GLSC) 03.agosto.2016
“A CIFRA ZERO”
É interessante e importante o seu conhecimento, pois nos ajuda na compreensão humana de um Mistério absolutamente transcendentalizado. O Versículo 2, do Capítulo I, do Livro Gênesis, diz o seguinte: - “A terra porém era sem forma e vazia: havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava sobre as águas”. A primeira dificuldade de interpretação do presente versículo está em sua fase inicial: “A terra era “sem forma e vazia” simplesmente eqüivale a “não existir”. A segunda frase nos diz que “havia trevas sobre a face do abismo”. Mas que abismo? Há que se entender aqui que o “abismo” era o Espaço. Logo, o Espaço coexistia com Deus e era anterior à Sua manifestação. Diz a terceira frase: “e o Espírito de Deus pairava sobre as águas”. Outra dificuldade grande, pois se como se viu a terra simplesmente não existia por ser “sem forma e vazia”, se o “abismo” era o Espaço, que “águas” eram estas por sobre as quais “pairava” o Espírito de Deus”. Ao que parece, o autor do versículo não tinha uma imagem própria para dar a ideia de que o Espírito de Deus era superior a tudo e assim, colocou estas “águas” apenas para dar a entender que aquele Espírito se sobrepunha a tudo. Mas, sem dúvida ele já existia e pairava, então, no NADA! Assim, o NADA não era um vazio absoluto. Nele já existia o Espírito de Deus que ainda não se manifestara. Conclui-se que o NADA, ou seja o Espaço preenchido pelo Espírito de Deus, foi anterior a tudo e dele partiram todas as coisas. O NADA é simbolizado na escala numérica pelo ZERO. O ZERO é a representação simbólica do Espaço absoluto, intangível e incompreensível para a mente humana, mas que portava em si o Espírito de Deus, ainda imanifestado, mas que sobre ele pairava. A figura mais apropriada então, para nos dar uma ideia de Deus é o NADA que nos sugere algo sem forma, sem consistência, sem limites e portanto, invisível, intangível e infinito. Inidentificável por faltar elementos por nós conhecidos capazes de submetê-Lo a uma comparação!
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No entanto, Ele já existia, pois o Seu Espírito “pairava” no Espaço. Os ocultistas denominam isto o SER no NÃO SER, isto é o ZERO, ou seja, o Espaço com todas as coisas ainda latentes que só se tornariam realidade depois que o Espírito de Deus nelas Se manifestasse. A EXISTÊNCIA palpitava pois, na NÃO EXISTÊNCIA o SER no NÃO SER, enquanto a CAUSA sem CAUSA (Deus) envolvia a EXISTÊNCIA e a Eternidade envolvia o Templo! O Simbolismo dos Números na Maçonaria a forma geométrica do círculo (ZERO) é a que mais se presta para nos dar a ideia de infinito, porque enquanto qualquer outro tipo de linha traçada nos mostra sempre um princípio e um fim, o círculo no caso o ZERO é perfeitamente contínuo. É o ZERO que simboliza o Espaço, o Absoluto, o princípio latente de todas as coisas ou seja, deste ABSOLUTO imanifestado é que se originam todas as coisas. Na Maçonaria, a letra “G”, que é uma modificação do círculo (ZERO) e representa o Grande Arquiteto do Universo, representa o “ciclo do Tempo, perpetuamente emanado e, devorado pela Eternidade, imagem da Força Criadora que se manifesta do estado potencial latente”. Em uma última palavra, o ZERO é o símbolo esotérico que representa, Deus, o nosso Grande Arquiteto do Universo.
Bibliografia: - Livro Do Meio Dia à Meia Noite - 2ª edição - João Ivo Girardi - complemento II à 4ª Instrução Aprendiz Maçom
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5 – As Fábulas de Esopo - João Ivo Girardi
O Ir. João Ivo Girardi
[email protected] É obreiro da Loja “Obreiros de Salomão” nr. 39 de Blumenau e autor do “Vade-Mécum Maçônico – Do Meio-Dia à Meia-Noite”.
AS FÁBULAS DE ESOPO “É mais fácil entrar em um problema do que sair dele; o bom senso recomenda procurar a saída antes de entrar”. (Esopo). 1. Diferenciações essenciais: Para que possais assimilar com mais segurança de conhecimento as
diferenciações realçadas entre alegoria, parábola, apólogo, fábula e metáfora, é muito útil que tenhais sempre presente na mente alguns dos diversos significados dicionarizados de certos verbetes que, por alguma forma ou modo, acabam estando integrados na complexa linguagem simbólica de que se vale a Maçonaria para transmitir seu ideário filosófico-iniciático aos seus adeptos. Assim: Alegoria: Simbolismo concreto que abrange o conjunto de toda uma narrativa ou quadro, de maneira que a cada elemento do símbolo corresponda um elemento significado ou simbolizado. Parábola: Narração alegórica na qual o conjunto de elementos evoca, por comparação, outras realidades de ordem superior. Distingue-se das outras duas formas literárias pelo fato de ser protagonizada por seres humanos. Vizinha da alegoria, a parábola comunica uma lição ética por vias indiretas ou simbólicas: numa prosa altamente metafórica. Apólogo: Historieta mais ou menos longa, que ilustra uma lição de sabedoria e cuja moralidade é expressa como conclusão. Apólogo seria protagonizado por objetos inanimados (plantas, pedras, rios, relógios etc.), ao passo que a fábula conteria de preferência animais irracionais, e a parábola, seres humanos. Fábula: Historieta de ficção, de cunho popular ou artístico. Narrativa alegórica cujos personagens são a geralmente animais, e que conclui com uma lição de moral. O espírito geral é realista e irônico. A temática varia: a vitória da bondade sobre a astúcia, da fraqueza sobre a força, a demonstração de piedade para com os que não a possui, a derrota dos sabidos, dos presunçosos, dos orgulhosos etc. Metáfora: Tropo que consiste na transferência de uma palavra para um âmbito semântico que não é o do objeto que ela designa, e que se fundamenta numa relação de semelhança subentendida entre o sentido próprio e o figurado [por metáfora, chama-se raposa a uma pessoa astuta, ou se designa a juventude primavera da vida]. 2. Esopo: Esopo teria vivido na Grécia entre os anos de 620 e 560 a.C. Em meios as suas andanças, ele passou a contar pequenas histórias de situações complicadas vividas por animais. Elas procuravam sempre ensinar algo sobre a honestidade e a generosidade. A ele se atribui a
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paternidade da fábula como gênero literário. Não se sabe ao certo o local de seu nascimento. Muitas cidades clamam para si esta honra, entre elas estão Atenas, Trácia, Frigia, Etiópia, Samos e Sardes. É um personagem mais lendário do que histórico, pois todos os dados que temos são discutíveis. Consta que teria morrido em Delfos. A história conta que ele teria sido um escravo muito inteligente, cujo dono ao descobrir suas fábulas o teria libertado. Depois de livre viajou pelo mundo conhecido de então passando pelo Egito, a Babilônia e o Oriente. Não existe prova concreta que tenha escrito alguma coisa. O que consta é que suas fábulas passaram de boca em boca até serem reunidas num volume escrito por Demétrio de Falera em 325 a.C. As obras a ele atribuídas sempre sugerem normas de conduta exemplificadas pela participação de animais, de homens, deuses, plantas e outras coisas inanimadas. Seus escritos eram originais da cultura popular onde os animais falam, cometem erros, são sábios ou tolos, maus ou bons, como são os homens em todos os tempos. Sua meta era mostrar, com pequenas histórias, como são os seres humanos em suas atitudes tanto para o bem como para o mal. 3. Fábulas de Esopo: (Algumas, pois existem mais de 300). 3.1 Os viajantes e o urso: Um dia dois viajantes deram de cara com um urso. O primeiro se salvou escalando uma árvore, mas o outro, sabendo que não ia consguir vencer sozinho o urso, se jogou no chão e fingiu-se de morto. O urso se aproximou dele e começou a cheirar sua orelha, mas, convencido de que estava morto, foi embora. O amigo começou a descer da árvore e perguntou: - O que o urso estava cochichando em seu ouvido? - Ora, ele só me disse para pensar duas vezes antes de sair por aí viajando com gente que abandona os amigos na hora do perigo. Moral da história: A desgraça põe à prova a sinceridade e a amizade. 3.2 A raposa e as uvas: Morta de fome, uma raposa foi até um vinhedo sabendo que ia encontrar muita uva. A safra tinha sido excelente. Ao ver a parreira carregada de cachos enormes, a raposa lambeu os beiços. Só que sua alegria durou pouco: por mais que tentasse, não conseguia alcançar as uvas. Por fim, cansada de tantos esforços inúteis, resolveu ir embora, dizendo: - Por mim, quem quiser essas uvas pode levar. Estão verdes, estão azedas, não me servem. Se alguém me desse essas uvas eu não comeria. Moral da história: Desprezar o que não se consegue conquistar é fácil. 3.3 O camelo que defecou no rio: Um camelo atravessava um rio de rápida correnteza. Defecou, e viu então seu excremento passar por ele, levado pelas águas ligeiras. E disse: - O que vejo? O que estava atrás de mim ainda agora, eu vejo passando a minha frente! Moral da história: Isto se aplica a uma cidade ou país em que os últimos e os imbecis é que dominam em vez dos primeiros e dos sensatos. 3.4 A raposa e o leão: Uma raposa muito jovem, que nunca tinha visto um leão, estava andando pela floresta e deu de cara com um leão. Ele não precisou olhar muito para sair correndo desesperadamente na direção de um esconderijo que encontrou. Quando viu o leão pela segunda vez, a raposa ficou atrás de uma árvore a fim de poder olhar antes de fugir. Mas na terceira vez a raposa foi direto até o leão e começou a dar tapinhas nas costas dele, dizendo: - Oi, gatão! Tudo bom? Moral da história: Da familiaridade nasce o abuso.
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3.5 A Assembleia dos Ratos: Era uma vez uma colônia de ratos, que viviam com medo de um gato, resolveram fazer uma assembléia para encontar um jeito de acabar com aquele transtorno. Muitos planos foram discutidos e abandonados. No fim um jovem e esperto rato levantou-se e deu uma exelente idéia; a de pendurar uma sineta no pescoço do gato. Assim, sempre que o gato tivesse por perto eles ouviriam a sineta e poderiam fugir correndo. Todos os ratos bateram palmas: o problema estava resolvido. Vendo aquilo, um velho rato que tinha ficado o tempo todo calado levantou-se de seu canto. O velho rato falou que o plano era muito inteligente e ousado, que com toda a certeza as preocupações deles tinham chegado ao fim. Só faltava uma coisa: quem ia pendurar a sineta no pescoço do gato? Moral da história: Falar é fácil, fazer é que é difícil. MAÇONARIA 1. Língua Maçônica: Será que vou vai discorrer sobre o órgão muscular relacionado ao sentido do paladar? Ou língua no sentido de linguagem desenvolvida naturalmente para que homem possa se comunicar com seus semelhantes? Um pouco das duas coisas, apenas uma vez a língua é citada nos graus simbólicos e passa despercebido. Lá trás no nosso início ouvi-se e fala-se uma punição desmedida, algo que teoricamente não teria sentido. Similar como dizer que: vou contar seu dedo e depois cortar sua mão, ora já que vou perder a mão, pouco me importar então perder o dedo dessa mão. Há muitos detalhes em nossos rituais que só são desvendados pela especulação e cruzamento de instruções aprendidas em outras fontes de conhecimentos. Imaginemos então que perderemos a mão pelo mau uso do dedo. Então a língua que participa na formação dos fonemas da fala pode nos fazer perder a cabeça, assim também uma linguagem inapropriada nos coloca com a cara no chão. Como devemos entender que o momento que nos é permitido usar a língua/linguagem chama-se: Palavra a Bem da Ordem? Nossas manifestações fazem parte do problema ou da solução? Usamos uma linguagem livre e de bons costumes? Há uma fábula de Esopo que nos remete a boas reflexões e nos afasta do perigo de ter o pescoço cortado. A versão abaixo é uma das mais bem elaboradas da fábula Línguas de Esopo. Esopo era um escravo de rara inteligência que servia à casa de um conhecido chefe militar da antiga Grécia. Certo dia, em que seu patrão conversava com outro companheiro sobre os males e as virtudes do mundo, Esopo foi chamado a dar sua opinião sobre o assunto, ao que respondeu seguramente: - Tenho a mais absoluta certeza de que a maior virtude da Terra está à venda no mercado. Como? Perguntou o amo surpreso. Tens certeza do que está falando? Como podes afirmar tal coisa? - Não só afirmo, como, se meu amo permitir, irei até lá e trarei a maior virtude da Terra. Com a devida autorização do amo, saiu Esopo e, dali a alguns minutos voltou carregando um pequeno embrulho. Ao abrir o pacote, o velho chefe encontrou vários pedaços de língua, e, enfurecido, deu ao escravo uma chance para explicar-se. - Meu amo, não vos enganei. A língua é, realmente, a maior das virtudes. Com ela podemos consolar, ensinar, esclarecer, aliviar e conduzir. Pela língua, os ensinamentos dos filósofos são divulgados, os conceitos religiosos são espalhados, as obras dos poetas se tornam conhecidas de todos. Acaso podeis negar essas verdades, meu amo?
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- Boa, meu caro, retrucou o amigo do amo. Já que és desembaraçado, que tal trazer-me agora o pior vício do mundo. - É perfeitamente possível, senhor, e com nova autorização de meu amo, irei novamente ao mercado e de lá trarei o pior vício de toda terra. Concedida a permissão, Esopo saiu novamente e dali a minutos voltava com outro pacote semelhante ao primeiro. Ao abri-lo, os amigos encontraram novamente pedaços de língua. Desapontados, interrogaram o escravo e obtiveram dele surpreendente resposta: - Por que vos admirais de minha escolha? Do mesmo modo que a língua, bem utilizada, se converte numa sublime virtude, quando relegada a planos inferiores se transforma no pior dos vícios. Através dela tecem-se as intrigas e as violências verbais. Através dela, as verdades mais santas, por ela mesma ensinadas, podem ser corrompidas e apresentadas como anedotas vulgares e sem sentido. Através da língua, estabelecem-se as discussões infrutíferas, os desentendimentos prolongados e as confusões populares que levam ao desequilíbrio social. Acaso podeis refutar o que digo? Clareia e adoça tua palavra, para que o teu verbo não acuse nem fira, ainda mesmo na hora da consagração da verdade. Fala pouco. Pensa muito. Sobretudo, faça o bem. A palavra sem ação não esclarece a ninguém. (Fonte: JB News Nº 831, 05/12/2012. Autor: Sérgio Quirino). 2. Feixe de Esopo: O feixe de Esopo refere-se a uma fábula contada por um escritor da Grécia antiga (século VI antes de Cristo) de nome por Esopo. A fabulosa fábula ilustra o fato de que a união entre pessoas as torna corajosas diante do inimigo e que, se estiverem desunidas, facilmente serão derrotadas. Eis o texto da fábula traduzida da versão latina Fabularum Aesopiarum Manuscriptu Codice Divionensi: - Um velho fazendeiro tinha sete filhos que brigavam constantemente por qualquer motivo. O velho tentou de tudo, mas não conseguiu manter a paz na família. Inspirado pelos deuses, foi até a mata mais próxima, recolheu um punhado de gravetos e amarrou-os firmemente num feixe. Chegando em casa, pediu a cada filho que quebrasse o feixe contra o joelho. Todos tentaram, mas não conseguiram. Então, o velho pai desfez o feixe e distribuiu os gravetos entre os rapazes. - Quebrem agora, disse o fazendeiro. Todos quebraram os gravetos isolados, com facilidade. Olhem só, concluiu o pai - aprendam a lição: se vocês permanecerem unidos não haverá inimigo ou perigo que os possam vencer. Mas, desunidos e separados serão quebrados como gravetos secos. Moral: A união faz a força. 3. Romãs: As romãs podem ainda ter simbolismo equivalente ao Feixe de Esopo, pois da mesma forma que uma lasca de lenha é fácil de ser quebrada, um feixe de lascas não o é; assim, a união de todas as frágeis sementes faz desse fruto um dos mais fortes e resistentes, que mesmo sendo esmagado mantém por muito tempo a sua tonalidade natural, parecendo isento à corrupção da matéria. Pode secar, mas dificilmente apodrece. 4. Ritual de Aprendiz: GLSC: (...) As romãs são símbolo equivalente ao feixe de Esopo. (RA) Finalizando: Quitte-Placet: Documento do maçom que não navegou na Maçonaria... naufragou! E muitos Irmãos, ainda na Arte Real, estão à deriva, cabendo a nós Mestres, já vergados pelo tempo, orientá-los a fim de evitar elucubrações que levem a um imaginário de que não precisamos. O Maçom é um ser pensante que tem pés de chumbo e asas. E lembrando aos Mestres, que só atingiremos nossas metas se os discípulos nos superarem. Caso contrário, estaremos fadados a entregar aos novos Iniciados uma Instituição, que no futuro, poderá ser qualquer coisa, menos Maçonaria. (JIG).
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6 –O Olho que Tudo Vê - (do site O Ponto Dentro do Círculo) - Antônio Amâncio de Oliveira
O Olho que Tudo Vê Publicado por Luiz Marcelo Viegas (https://opontodentrodocirculo.wordpress.com) Autor: IrAntõnio Amâncio de Oliveira
Dentre os símbolos da maçonaria, ganha destaque o “Olho que tudo vê”, por se tratar de um símbolo muito antigo e, ao lado do Esquadro e do Compasso, ser o mais conhecido e identificado pelos profanos como símbolo maçom. O Olho que tudo vê surgiu no Egito antigo onde também ficou conhecido como o Olho de Hórus. Hórus é uma divindade do Panteão Egípcio que compõe a Trindade, juntamente com seus pais: Osíris e Ísis. Ele é personificado por um falcão e esta ave, como é sabido, é reconhecida pela sua excelente visão. Segundo o mito, Hórus luta com Seth, a divindade do mal que matou seu pai. Nessa luta Seth arranca o Olho esquerdo de Hórus que simbolizava a Lua, enquanto o direito simbolizava o Sol. Esta é a razão porque o Olho que tudo vê, é um olho esquerdo. Anteriormente, ele foi chamado de o olho de Rá, simbolizando a realeza. O Olho que Tudo Vê também era o símbolo da Casa da Luz, onde se praticava os mistérios, a religião esotérica dos egípcios. Os mistérios eram ensinados e praticados na Casa da Luz, onde se formava a casta sacerdotal. A família real também era iniciada nos mistérios onde aprendiam a Arte Real,
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enquanto os sacerdotes aprendiam a Arte Sacerdotal. A importância do que ali se praticava nos é mostrado pela Bíblia Sagrada, Moisés por ter sido adotado por uma princesa, era membro da família real. Nessa qualidade, ele foi iniciado nos mistérios, mas como não estava na linha sucessória, ele aprendeu os mistérios da Arte Sacerdotal. Durante o episódio conhecido como as Pragas do Egito, Moisés se apresenta perante o Faraó exigindo a libertação do seu povo. Ele ameaça o Faraó e este para mostrar o seu poder chama o seu sacerdote. O sacerdote atira o seu cajado no chão e ele se transforma numa serpente, Moisés atira o seu cajado ao chão e ele se transforma numa serpente que engoliu a serpente do sacerdote. Perante a Bíblia, o ato do sacerdote é feitiçaria enquanto o de Moisés é milagre. Na verdade, ambos vieram da mesma escola e nela aprenderam a Arte Sacerdotal. No Cristianismo e, especialmente na Igreja Católica, o símbolo do Olho que tudo vê é estampado dentro de um triângulo, que simboliza a Santíssima trindade e é reconhecido como o olho de Deus. A identificação com o símbolo egípcio soa evidente! Na Maçonaria este símbolo está dentro de um delta, conhecido como o Delta Radiante. Numa outra composição, o olho é substituído pela letra Yod, que é a inicial do nome inefável de Yahvé, ou Javé na forma aportuguesada. Javé é para nós o Grande Arquiteto do Universo e, sendo ele a sabedoria suprema, tem todo o conhecimento. Daí porque a sua substituição pela a do Olho que tudo vê representa a mesma coisa. O supremo conhecimento divino é para os gregos a Gnose, o que nos leva à identificação dos símbolos: o Olho que tudo vê com a letra G estampada dentro do Esquadro e do Compasso entrecruzados, simbolizando um outro símbolo, o dos dois triângulos entrecruzados do axioma de Hermes Trimegisto, cuja tradução é: Assim como é em cima é em baixo; o microcosmo é como o macrocosmo. Isso nos lembra a semelhança da configuração do átomo (micro) e o sistema solar (macro): elétrons e nêutrons girando em torno de um núcleo e os planetas e satélites girando em torno do sol. Também nos lembra a criação do homem, quando Deus diz: Façamos o homem à nossa imagem e semelhança, o micro (homem) semelhante ao macro (Deus). O que também é dito no Livro dos Salmos 81:6 e confirmado por Jesus Cristo no Evangelho de João 10:34: Vós sois deuses. O Olho Que tudo Vê, ilustra o Grande Selo dos EUA. e a cédula de 1 dólar. Nestes é visto uma pirâmide cortada no topo e mais acima um delta com o Olho Que Tudo Vê em seu interior. O símbolo está a significar que a obra ainda não está concluída; a matéria ainda domina o espírito e só após a sua lapidação, livre das impurezas da matéria é que o homem poderá ascender, limpo e puro até a divindade de onde faz parte, unindo a pirâmide ao seu topo. Esta também é a obra que ficou inconclusa na construção da Torre de Babel, quando o homem, ainda impuro, pretendeu ascender até o Grande Arquiteto do Universo. Na religião egípcia, o Deus Osíris presidia o julgamento dos mortos. Hórus era incumbido de lhe fornecer todos os registros dos atos daquela alma. Dessa forma, era possível sopesar o que ela fez de bom e o que fez de ruim durante a sua existência terrena. Isso iria decidir se a alma seria condenada ou estaria salva. O coração do falecido era pesado na balança de Osíris e o peso de suas más ações ou das boas decidiriam o seu destino final. O Olho Que tudo Vê mantém os homens informados das ações escondidas dos seus semelhantes, tal fato se dá mediante o que nós conhecemos por intuição. Através dela, aquilo que é feito às escondidas acaba sendo descoberto e trazido à luz. Isso nos trás a certeza de que nunca estamos sós. Na Maçonaria ele nos recorda a vigilância que é mantida sobre a nossa conduta. Ele nos esclarece que podemos enganar os homens, mas jamais enganaremos o Grande Arquiteto do Universo. O Olho Que tudo Vê nos acompanha, mantendo a vigilância sobre nós. Ele simboliza a Divina Providência e, por isso mesmo também registra o que fazemos de bom e vela pela nossa justa recompensa. Maçonicamente falando, as nossas boas ações é que irão nos indicar para o aumento de salário como operários da grande obra do Grande Arquiteto do Universo. Autor: Antônio Amâncio de Oliveira
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7 – Destaques (Resenha Final)
Lojas Aniversariantes de Santa Catarina Mês de agosto (as letras em vermelho significam que a Loja completou ou está completando aniversário)
GLSC -
http://www.mrglsc.org.br
Data
08.08.1997 13.08.1986 13.08.1993 15.08.1946 16.08.1999 17.08.1999 18.08.2011 20.08.1985 30.08.1978 30.08.1991 31.08.1982
Nome
Oriente
Fraternidade das Termas nr. 68 Harmonia nr. 42 Albert Mackey nr. 56 Presidente Roosevelt nr. 2 Caminhos da Verdade nr. 92 Ambrósio Peters nr. 74 Fraternidade Itapema nr. 104 Eduardo Teixeira nr. 41 Obreiros de Jaraguá do Sul nr. 23 Sentinela do Vale nr. 54 Solidariedade nr. 28
Palmitos Itajaí Tubarão Criciúma Gaspar Florianópolis Itapema Camboriú Jaraguá do Sul Braço do Norte Florianópolis
GOSC
https://www.gosc.org.br Data 02/08/1989 09/08/2003 10/08/2002 14/08/1985 16/08/2005 19/08/1995 20/08/2011 21/08/2002 26/08/2002
Nome da Loja Fraternidade Imaruiense Templários da Boa Ordem Energia das Águas Justiça E Liberdade José Abelardo Lunardelli Brusque Deutsche Loge Triângulo Talhadores da Pedra Harmonia do Continente Templários da Arca Sagrada
Oriente Imaruí Jaguaruna Gravatal Joinville São José Brusque Itá Florianópolis Blumenau
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GOB/SC –
http://www.gob-sc.org.br/gobsc Data 06.08.05 06.08.05 07.08.99 10.08.10 12.08.96 16.08.05 18.08.07 20.08.94 20.08.94 20.08.00 20.08.00 20.08.04 22.08.96 26.08.02 29.08.97
Loja Arquitetos Da Paz - 3698 Delta Brasileiro - 3691 União Do Sul - 3260 Colunas De Jaraguá - 4081 Perseverança E Fidelidade - 2968 Novo Horizonte - 4185 Cavaleiros Do Contestado - 3878 Vale Do Tijucas - 2817 Luz Do Sinai - 2845 Estrela De Herval - 3334 União Das Termas - 3335 Frat. Jaraguaense - 3620 Campeche -2998 União Navegantina - 3460 Horizonte De Luz - 3085
Oriente Blumenau Florianópolis Criciúma Jaraguá do Sul Araranguá Camboriú Canoinhas Tijucas Joinville Joaçaba Sto. Amaro da Imperatriz Jaraguá do Sul Florianópolis Navegantes Xanxerê
Destemor “Destemor vem quando há o poder da verdade dentro de nós. Quando somos constantemente verdadeiros não temos nada a temer. É o poder da verdade que nos faz manter a fé e a coragem e nos capacita a enfrentar os desafios no dia a dia. Quando nos certificamos de que nossas ações são baseadas na verdade, mesmo que as coisas deem erradas, ainda assim, permaneceremos destemidos. Para isso é preciso sempre relembrar que temos o poder da verdade conosco e que seremos vitoriosos, sejam quais forem os desafios que surjam no caminho.”
José Aparecido dos Santos TIM: 044-9846-3552 E-mail:
[email protected] Visite nosso site: www.ourolux.com.br "Tudo o que somos é o resultado dos nossos pensamentos".
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Convite para Palestra Para esta terça-feira:
CONVOCAÇÃO e CONVITE O Secretário da Loja, que subscreve, convoca todos os Irmãos do quadro, com base no inciso V do Artº 116 do Regulamento Geral da Federação e convida todos os demais Irmãos, para a 45ª Sessão da A.R.L.S. “Alvorada da Sabedoria” nº 4.285, dia 30 de agosto, terçafeira, quando teremos uma sessão com ritualística em inglês e a palestra a cargo do Venerável Ir. Jeronimo Borges, da ARLS Templários da Nova Era, nº 91, com o tema “Raízes e Origens do Alfabeto Maçônico”. A sessão será no Templo Maçônico situado à rua Mal Cândido Rondon, 48, esquina da rua Pintor Eduardo Dias, Bairro Jardim Atlântico, São José. A rua Pintor Eduardo Dias é a 2ª paralela à avenida Atlântico. O estacionamento da Loja tem entrada nesta rua. Programação: 20:15 h: encontro no átrio do Templo; 20:30 h: início da sessão. Após a sessão, será oferecido um ágape com um bom whisky. Ir.’. João F.R. Baggio, Secretário
Wisdom Dawn Lodge
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Ir Marcelo Angelo de Macedo, 33∴ MI da Loja Razão e Lealdade nº 21 Or de Cuiabá/MT, GOEMT-COMAB-CMI Tel: (65) 3052-6721 divulga diariamente no
JB News o Breviário Maçônico, Obra de autoria do saudoso IrRIZZARDO DA CAMINO, cuja referência bibliográfica é: Camino, Rizzardo da, 1918-2007 - Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014 - ISBN 978-85.370.0292-6)
BREVIÁRIO MAÇÔNICO Para o dia 30 de agosto A NOBREZA Em todos os povos, um determinado grupo se destaca, seja por tradição ou herança ou capacidade de liderança, e passa a governar os seus semelhantes; reis e imperadores ainda subsistem, sendo os seus auxiliares e comandados diretos investidos com título de nobreza. Na Maçonaria, essa Nobreza subsiste, mas no sentido moral. Diz-se que a Maçonaria desenvolve a “Arte Real”, no sentido de elevação do comportamento, do estudo superior e da nobreza dos sentimentos. No Brasil, tivemos dois períodos em que a nobreza foi formada; o primeiro, reinado de D. João VI, e o segundo no Império, com D. Pedro I, que entendeu formar uma Nobreza Brasileira. A Maçonaria teve destaque nessa oportunidade, porque D. Pedro I, na condição de maçom, convidou para iniciar as suas nomeações ao maçom Joaquim Gonçalves Ledo, oferecendo-lhe o título de marquês da Praia Grande, que Ledo, por modéstia, rejeitou. Os títulos hierárquicos maçônicos não podem confundir-se com títulos de nobreza. A maior nobreza do maçom é seu caráter. Contudo, o maçom deve respeitar os títulos hierárquicos superiores por uma questão de disciplina e desprendimento. Ser maçom é um título de nobreza por excelência. Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 261.
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1– Como manter o seu computador sempre seguro e longe de vírus
2– Limpe seus pulmões naturalmente com estes alimentos!
3– Teste: Você consegue identificar as paisagens brasileiras?
4O mundo caleidoscópico dos pássaros mais coloridos!
5 - Fotografias do dia: photographes-fous-day.ppsx 6 – De Amsterdam a Budapest: http://www.youtube.com/watch_popup?v=tuBfV4aTd-A
7 – Filme do dia: (Pânico no Metrô) dublado SINOPSE: O metrô de Moscou está a beira do colapso. O excesso de construções no centro da cidade levou ao rompimento de uma parede que protegia os túneis do metrô contra o rio que corta a capital russa. Dentro de um trem atingido pelo desastre, estão o médico Andrey Garin e sua filha. Com a força da água cada vez mais intensa e o desespero tomando conta dos sobreviventes, eles terão que lutar para sair do metrô. https://www.youtube.com/watch?v=0OFJEffx1Ok
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Ir Raimundo Augusto Corado MI e Deputado Federal pela Loja Templo de Salomão nº 2737 Membro das Lojas União e Trabalho Mimosense nr. 3.170 e Irmão Paulo Roberto Machado nr. 3.182 Barreiras – GOB/BA. Escreve às terças e quintas-feiras
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SAGRAÇÃO -função precípua do Mestre InstaladoAutor: Raimundo A. Corado Barreiras, 09 de março de 2016.
Sob tensão pelo cerimonial; Seja iniciação ou Mestrado; Abala o estado emocional; O momento de ser Sagrado. O tilintar do malhete na espada; Significa a sublime recepção; Cada palavra que é pronunciada; Traz nela o amor fraterno de irmão.
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Se no Trono buscarmos assento; Mais acurado será o juramento; E nos faz sentir mais responsável. Afinal, nos elegeram e instalaram; E todos poderes nos delegaram; Que compete a um Venerável.
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