ITR - Informações Trimestrais - 31/03/ SANTHER FAB.DE PAPEL SANTA THEREZINHA SA Versão : 1. Composição do Capital 1. Balanço Patrimonial Ativo 2

February 7, 2017 | Author: Luiz Eduardo Quintanilha Cortês | Category: N/A
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1 Índice Dados da Empresa Composição do Capital 1 DFs Individuais Balanço Patrimonial Ativo ...

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ITR - Informações Trimestrais - 31/03/2012 - SANTHER FAB.DE PAPEL SANTA THEREZINHA SA

Versão : 1

Índice

Dados da Empresa Composição do Capital

1

DFs Individuais Balanço Patrimonial Ativo

2

Balanço Patrimonial Passivo

3

Demonstração do Resultado

4

Demonstração do Resultado Abrangente

5

Demonstração do Fluxo de Caixa

6

Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido DMPL - 01/01/2012 à 31/03/2012

7

DMPL - 01/01/2011 à 31/03/2011

8

Demonstração do Valor Adicionado

9

Comentário do Desempenho

10

Notas Explicativas

18

Pareceres e Declarações Relatório da Revisão Especial - Sem Ressalva

56

ITR - Informações Trimestrais - 31/03/2012 - SANTHER FAB.DE PAPEL SANTA THEREZINHA SA

Versão : 1

Dados da Empresa / Composição do Capital Número de Ações (Unidades)

Trimestre Atual 31/03/2012

Do Capital Integralizado Ordinárias Preferenciais Total

17 0 17

Em Tesouraria Ordinárias

0

Preferenciais

0

Total

0

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ITR - Informações Trimestrais - 31/03/2012 - SANTHER FAB.DE PAPEL SANTA THEREZINHA SA

Versão : 1

DFs Individuais / Balanço Patrimonial Ativo (Reais) Código da Conta

Descrição da Conta

Trimestre Atual 31/03/2012

Exercício Anterior 31/12/2011

1 1.01

Ativo Total

793.088

819.726

Ativo Circulante

241.435

264.645

1.01.01

Caixa e Equivalentes de Caixa

8.266

15.703

1.01.02 1.01.02.01

Aplicações Financeiras

16.344

16.956

Aplicações Financeiras Avaliadas a Valor Justo

16.344

16.956

1.01.02.01.03 Títulos e Valores Mobiliários e Derivativos

16.344

16.956

1.01.03

Contas a Receber

114.418

144.013

1.01.03.01

Clientes

114.418

144.013

1.01.04

Estoques

80.845

65.489

1.01.06

Tributos a Recuperar

14.687

15.325

1.01.06.01

Tributos Correntes a Recuperar

14.687

15.325

1.01.07

Despesas Antecipadas

4.265

4.969

1.01.08

Outros Ativos Circulantes

2.610

2.190

1.01.08.01

Ativos Não-Correntes a Venda

229

264

1.01.08.03

Outros

1.02

Ativo Não Circulante

1.02.01 1.02.01.08

2.381

1.926

551.653

555.081

Ativo Realizável a Longo Prazo

27.074

26.793

Créditos com Partes Relacionadas

17.984

17.558

17.984

17.558

9.090

9.235

1.02.01.08.04 Créditos com Outras Partes Relacionadas 1.02.01.09

Outros Ativos Não Circulantes

1.02.01.09.03 Titulos e Valores Mobiliários e Derivativos 1.02.01.09.04 Depósitos Compulsórios Judiciais 1.02.01.09.05 Outros Ativos 1.02.01.09.06 Tributos a Recuperar 1.02.03

Imobilizado

1.02.04

Intangível

239

70

5.710

5.541

190

190

2.951

3.434

521.320

525.185

3.259

3.103

PÁGINA: 2 de 57

ITR - Informações Trimestrais - 31/03/2012 - SANTHER FAB.DE PAPEL SANTA THEREZINHA SA

Versão : 1

DFs Individuais / Balanço Patrimonial Passivo (Reais) Código da Conta

Descrição da Conta

Trimestre Atual 31/03/2012

Exercício Anterior 31/12/2011

2 2.01

Passivo Total

793.088

819.726

Passivo Circulante

427.051

428.874

2.01.01

Obrigações Sociais e Trabalhistas

19.220

17.130

2.01.02 2.01.02.01

Fornecedores

154.124

157.245

Fornecedores Nacionais

150.174

152.657

2.01.02.02

Fornecedores Estrangeiros

3.950

4.588

2.01.04

Empréstimos e Financiamentos

201.332

196.372

2.01.04.01

Empréstimos e Financiamentos

154.693

153.346

2.01.04.01.01 Em Moeda Nacional

92.924

94.913

2.01.04.01.02 Em Moeda Estrangeira

61.769

58.433

2.01.04.02

Debêntures

46.639

43.026

2.01.05

Outras Obrigações

34.139

41.392

2.01.05.02

Outros

34.139

41.392

2.431

2.431

20.537

19.221

4.189

2.969

6.982

16.771

18.236

16.735

2.01.05.02.01 Dividendos e JCP a Pagar 2.01.05.02.04 Impostos a Recolher Parcelados 2.01.05.02.05 Instrumentos Financeiros Derivativos 2.01.05.02.06 Outras Contas a Pagar 2.01.06

Provisões

2.01.06.02

Outras Provisões

18.236

16.735

2.02

Passivo Não Circulante

270.503

289.519

2.02.01

Empréstimos e Financiamentos

236.885

254.958

2.02.01.01

Empréstimos e Financiamentos

154.264

172.406

2.02.01.01.01 Em Moeda Nacional 2.02.01.01.02 Em Moeda Estrangeira

45.320

48.687

108.944

123.719

82.621

82.552

2.02.01.02

Debêntures

2.02.02

Outras Obrigações

2.430

3.367

2.02.02.02

Outros

2.430

3.367

2.02.02.02.03 Impostos a Recolher e Parcelados

2.430

3.367

2.02.03

Tributos Diferidos

15.265

16.293

2.02.03.01

Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos

15.265

16.293

2.02.04

Provisões

15.923

14.901

2.02.04.02

Outras Provisões

15.923

14.901

2.02.04.02.04 Provisões para Demandas Judiciais e Administrativas

15.923

14.901

2.03

Patrimônio Líquido

95.534

101.333

2.03.01

Capital Social Realizado

52.658

52.658

2.03.03

Reservas de Reavaliação

61.149

62.936

2.03.05

Lucros/Prejuízos Acumulados

-53.569

-50.397

2.03.06

Ajustes de Avaliação Patrimonial

35.296

36.136

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Versão : 1

DFs Individuais / Demonstração do Resultado (Reais) Código da Conta

Descrição da Conta

Acumulado do Atual Exercício 01/01/2012 à 31/03/2012

Acumulado do Exercício Anterior 01/01/2011 à 31/03/2011

3.01

Receita de Venda de Bens e/ou Serviços

239.151

220.114

3.02

Custo dos Bens e/ou Serviços Vendidos

-143.600

-150.628

3.03

Resultado Bruto

95.551

69.486

3.04

Despesas/Receitas Operacionais

-89.022

-71.736

3.04.01

Despesas com Vendas

-72.809

-59.581

3.04.02

Despesas Gerais e Administrativas

-14.977

-13.404

3.04.04

Outras Receitas Operacionais

130

1.386

3.04.05

Outras Despesas Operacionais

-1.366

-137

3.04.05.01

Reversão (constituição) de Provisão para Demandas Judiciais e Administrativas, Líquidas

-1.366

-137

3.05

Resultado Antes do Resultado Financeiro e dos Tributos

6.529

-2.250

3.06

Resultado Financeiro

-13.539

-13.375

3.06.01

Receitas Financeiras

8.390

4.539

3.06.01.01

Receitas Financeiras

3.205

3.814

3.06.01.02

Variações Monetárias e Cambiais, Líquidas

5.185

725

3.06.02

Despesas Financeiras

-21.929

-17.914

3.06.02.01

Despesas Financeiras

-21.929

-17.914

3.07

Resultado Antes dos Tributos sobre o Lucro

-7.010

-15.625

3.08

Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro

1.027

4.993

3.08.02

Diferido

1.027

4.993

3.09

Resultado Líquido das Operações Continuadas

-5.983

-10.632

3.11

Lucro/Prejuízo do Período

-5.983

-10.632

3.99

Lucro por Ação - (Reais / Ação)

3.99.01

Lucro Básico por Ação

3.99.01.01

ON

353,65000

625,41000

3.99.02

Lucro Diluído por Ação

3.99.02.01

ON

353,65000

625,41000

PÁGINA: 4 de 57

ITR - Informações Trimestrais - 31/03/2012 - SANTHER FAB.DE PAPEL SANTA THEREZINHA SA

Versão : 1

DFs Individuais / Demonstração do Resultado Abrangente (Reais) Código da Conta

Descrição da Conta

4.01

Lucro Líquido do Período

4.02

Outros Resultados Abrangentes

4.02.01

Realização do custo atribuído do ativo imobilizado e reserva de reavaliação

4.03

Resultado Abrangente do Período

Acumulado do Atual Exercício 01/01/2012 à 31/03/2012

Acumulado do Exercício Anterior 01/01/2011 à 31/03/2011

-5.983

-10.632

2.811

2.630

2.811

2.630

-3.172

-8.002

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ITR - Informações Trimestrais - 31/03/2012 - SANTHER FAB.DE PAPEL SANTA THEREZINHA SA

Versão : 1

DFs Individuais / Demonstração do Fluxo de Caixa - Método Indireto (Reais) Código da Conta

Descrição da Conta

Acumulado do Atual Exercício 01/01/2012 à 31/03/2012

Acumulado do Exercício Anterior 01/01/2011 à 31/03/2011

6.01 6.01.01

Caixa Líquido Atividades Operacionais

16.999

-32.845

Caixa Gerado nas Operações

20.597

11.249

6.01.01.01 6.01.01.02

Lucro Liquido Antes dos Impostos

-7.010

-15.625

Depreciação e Amortização

15.647

14.727

6.01.01.03 6.01.01.04

Perda (ganho) na Alienação de Ativo Imobilizado

300

-209

Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa

151

-139

6.01.01.05

Juros, Variações Monetárias e Cambiais sobre Empréstimos, Contigências e Outros

11.509

12.495

6.01.02

Variações nos Ativos e Passivos

2.518

-40.110

6.01.02.01

Contas a Receber

6.01.02.02

Estoques

6.01.02.03

Impostos a Recuperar

6.01.02.04

Outros Ativos

6.01.02.05

Fornecedores

-6.619

-30.753

6.01.02.06

Salarios e Encargos Sociais

2.090

1.136

6.01.02.07

Impostos a Recolher e Parcelados

2.373

-4.242

6.01.02.08

Outros passivos

-7.412

-2.652

6.01.03

Outros

-6.116

-3.984

6.01.03.01

Juros Pagos

-6.116

-3.984

6.02

Caixa Líquido Atividades de Investimento

-12.238

-3.057

6.02.01

Aquisição de Bens do Ativo Imobilizado, líquidas

-12.238

-3.057

6.03

Caixa Líquido Atividades de Financiamento

-12.198

16.563

6.03.01

Amortização de Empréstimos, Financiamentos e Debêntures

-88.946

-18.563

6.03.02

Captação de Empréstimos, Financiamentos e Debêntures

76.748

35.146

6.03.03

Dividendos Pagos

0

-20

6.05

Aumento (Redução) de Caixa e Equivalentes

-7.437

-19.339

6.05.01

Saldo Inicial de Caixa e Equivalentes

15.703

36.178

6.05.02

Saldo Final de Caixa e Equivalentes

8.266

16.839

28.056

1.208

-16.147

-8.291

1.338

2.043

-1.161

1.441

PÁGINA: 6 de 57

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Versão : 1

DFs Individuais / Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido / DMPL - 01/01/2012 à 31/03/2012 (Reais) Código da Conta

Descrição da Conta

Capital Social Integralizado

Reservas de Capital, Opções Outorgadas e Ações em Tesouraria

Reservas de Lucro

Lucros ou Prejuízos Acumulados

Outros Resultados Abrangentes

Patrimônio Líquido

5.01

Saldos Iniciais

52.658

0

0

-50.397

99.072

101.333

5.03

Saldos Iniciais Ajustados

52.658

0

0

-50.397

99.072

101.333

5.04

Transações de Capital com os Sócios

0

0

0

-5.983

184

-5.799

5.04.08

Prejuízo do Exercício

0

0

0

-5.983

0

-5.983

5.04.09

Outros Ajustes

0

0

0

0

184

184

5.06

Mutações Internas do Patrimônio Líquido

0

0

0

2.811

-2.811

0

5.06.02

Realização da Reserva Reavaliação

0

0

0

1.918

-1.918

0

5.06.04

Realização do Custo Atribuído ao Ativo Imobilizado

0

0

0

893

-893

0

5.07

Saldos Finais

52.658

0

0

-53.569

96.445

95.534

PÁGINA: 7 de 57

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Versão : 1

DFs Individuais / Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido / DMPL - 01/01/2011 à 31/03/2011 (Reais) Código da Conta

Descrição da Conta

Capital Social Integralizado

Reservas de Capital, Opções Outorgadas e Ações em Tesouraria

Reservas de Lucro

Lucros ou Prejuízos Acumulados

Outros Resultados Abrangentes

Patrimônio Líquido

5.01

Saldos Iniciais

11.289

41.369

0

-17.797

110.774

145.635

5.03

Saldos Iniciais Ajustados

11.289

41.369

0

-17.797

110.774

145.635

5.04

Transações de Capital com os Sócios

0

0

0

-10.632

-254

-10.886

5.04.08

Prejuízo do Exercício

0

0

0

-10.632

0

-10.632

5.04.09

Outros Ajustes

0

0

0

0

-254

-254

5.06

Mutações Internas do Patrimônio Líquido

0

0

0

2.630

-2.630

0

5.06.02

Realização da Reserva Reavaliação

0

0

0

741

-741

0

5.06.04

Realização do Custo Atribuído ao Ativo Imobilizado

0

0

0

1.889

-1.889

0

5.07

Saldos Finais

11.289

41.369

0

-25.799

107.890

134.749

PÁGINA: 8 de 57

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Versão : 1

DFs Individuais / Demonstração do Valor Adicionado (Reais) Código da Conta

Descrição da Conta

Acumulado do Atual Exercício 01/01/2012 à 31/03/2012

Acumulado do Exercício Anterior 01/01/2011 à 31/03/2011

7.01 7.01.01

Receitas

314.638

292.981

Vendas de Mercadorias, Produtos e Serviços

327.437

301.633

7.01.02

Outras Receitas

-12.648

-8.791

7.01.02.01

Outras Deduções de Vendas

-12.422

-8.878

7.01.02.02

Outras Receitas/Despesas

-226

87

7.01.04

Provisão/Reversão de Créds. Liquidação Duvidosa

-151

139

7.02

Insumos Adquiridos de Terceiros

-179.755

-170.479

7.02.01

Custos Prods., Mercs. e Servs. Vendidos

-99.322

-105.796

7.02.02

Materiais, Energia, Servs. de Terceiros e Outros

-80.433

-64.683

7.03

Valor Adicionado Bruto

134.883

122.502

7.04

Retenções

-15.647

-14.727

7.04.01

Depreciação, Amortização e Exaustão

-15.647

-14.727

7.05

Valor Adicionado Líquido Produzido

119.236

107.775

7.06

Vlr Adicionado Recebido em Transferência

3.205

3.814

7.06.02

Receitas Financeiras

3.205

3.814

7.07

Valor Adicionado Total a Distribuir

122.441

111.589

7.08

Distribuição do Valor Adicionado

122.441

111.589

7.08.01

Pessoal

27.878

25.433

7.08.01.01

Remuneração Direta

23.185

20.901

7.08.01.02

Benefícios

2.947

2.945

7.08.01.03

F.G.T.S.

1.746

1.587

7.08.02

Impostos, Taxas e Contribuições

81.406

76.761

7.08.02.01

Federais

35.234

32.816

7.08.02.02

Estaduais

45.961

43.785

7.08.02.03

Municipais

211

160

7.08.03

Remuneração de Capitais de Terceiros

19.140

20.027

7.08.03.01

Juros

16.743

17.189

7.08.03.02

Aluguéis

2.397

2.838

7.08.04

Remuneração de Capitais Próprios

-5.983

-10.632

7.08.04.03

Lucros Retidos / Prejuízo do Período

-5.983

-10.632

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Comentário do Desempenho

Mensagem da Administração

A Cia. encerrou o 1º trimestre de 2012 em linha com o seu Plano de Negócios para o ano, cumprindo todas as metas estabelecidas para o 1T12, conforme demonstrado:

RESULTADOS CONSOLIDADOS 1º TRIMESTRE 2012 1T12 Plano

1T12 Real

VOLUME

8.162

8.132

100%

TONELADAS

12,0

12,2

101%

FATURAMENTO LÍQUIDO

R$ 238,9

R$ 239,2

100%

RECEITA LÍQUIDA

R$ 219,5

R$ 221,2

100%

LUCRO BRUTO

R$ 40,8

R$ 38,7

99%

RESULTADO GERENCIAL

R$ 22,3

R$ 21,8

100%

Valores em R$ Milhões

LEGENDA

> = 100%

% Atend Plano

> = 95%

O EBITDA no 1T12 foi de R$22,2 milhões (R$12,6 milhões no 1T11), com margem de 9,3% em relação ao faturamento líquido (5,7% no 1T11), que levado em conta o período dos últimos 12 meses corresponde a R$ 98,0 milhões e margem de 9,6%. As estratégias previstas para o 1T12 no tocante a revisão de preços, critérios de precificação e mix de vendas foram implantadas com sucesso, refletindo na evolução positiva da margem bruta (40,0% no 1T12), que cresceu 4,2pp% em relação ao 4T11 (35,8%) e 8,4% em frente ao 1T11 (31,6%), ainda que tenha motivado ligeira redução nas vendas totais. No segmento de consumo alcançou-se neste 1T12 43,5% de margem bruta (35,3% em 1T11). Os canais tiveram um bom desempenho neste 1T12, apesar da pequena queda de 3% no volume total comercializado em relação ao 1T11, crescendo porém 10% no faturamento líquido, sendo 6% no Direto, 11% no Indireto e 22% no Farma. O segmento Professional teve dificuldades com os volumes comercializados (-15,8% em relação ao 1T11), com reflexos no menor EBITDA de R$1,2 milhões (R$1,9 milhões no 1T11) Neste 1T12 foram elaborados vários planos para novos lançamentos de produtos, embalagens e campanhas publicitárias, que serão divulgados a partir dos próximos meses, com expectativas bem positivas quanto aos efeitos no crescimento das vendas dos segmentos de consumo e profissional ao longo de 2012. A unidade de Papéis Especiais apresentou um ótimo resultado no 1T12 (+67,7% de EBITDA na comparação com o 1T11), apesar do volume comercializado menor em 7,2%. A desvalorização recente do real (R$) aumenta a competitividade das vendas e a rentabilidade da Unidade, e cria uma expectativa favorável de evolução de negócios nos próximos meses.

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A Cia. mantém como objetivos aumento de eficiência operacional e redução de custos, cujas metas dos projetos de melhorias somam R$19,8 milhões de ganhos para 2012. Além desses projetos, destaca-se o novo Centro de Distribuição (CD) localizado em Arujá/SP, com área de 30.000 m2. e 33 docas, que irá desconcentrar os fluxos da principal Planta de UFH e consolidar as operações logísticas em único depósito externo, proporcionando melhorias em todo processo operacional, sobretudo quanto a movimentação, armazenagem, transferência e distribuição. As operações no CD se iniciaram em Mar/12 e estima-se que em breve estarão em plena atividade, possibilitando sensível redução dos custos logísticos. Os gastos gerais e administrativos (G&A) seguiram neste 1T12 evoluindo de modo satisfatório, ficando em linha com o planejado (6,3% sobre o faturamento líquido) e com o 1T11 (6,1% no 1T11). Para 2012 a Cia. introduziu a gestão orçamentária de custos e despesas variáveis e fixos utilizando os modelos matriciais e Base-Zero, e com isso espera-se contribuições positivas para se atingir as metas do exercício. A gestão financeira da Cia. segue administrando a liquidez e necessidades de financiamento com a rolagem e contratação de novas operações de crédito. Ao fechamento do 1T12, a Companhia se encontrava em estágio bem avançado para contratação de operações financeiras de longo prazo no valor de até R$230 milhões, objetivando atender os seus vencimentos de curto prazo, inclusive as debêntures da 5ª emissão, cuja parcela vencível em 2012 monta em R$43,0 milhões. Estas operações preveem prazos de vencimentos de até 4 anos, com pelo menos 2 de carência, e curva de obrigações ajustada conforme as projeções de resultado para os próximos períodos. Os Acionistas, Administradores e Colaboradores se mostram satisfeitos com os resultados intermediários do 1T12, e confiantes em bons resultados para os próximos períodos para se atingir os objetivos do exercício.

MERCADOS E DESEMPENHO OPERACIONAL Produtos de Consumo A Companhia se manteve neste 1T12 líder em vendas no mercado total de Higiênicos através da marca Personal, com participação anual de % 16,2% (medida por Nielsen em metros). Esta liderança ainda é sustentada principalmente pelos segmentos de Folha Simples 60 metros, Folha Dupla e a versão Kilométrico, lançada no segundo semestre de 2011, com o objetivo de suprir novas demandas do mercado, trazendo ao consumidor mais praticidade e economia com 10 rolos de 100 metros em sua embalagem. Para atendimento do Plano de Negócios de 2012, a Companhia manterá o ritmo de crescimento no segmento de Folha Dupla, do qual traz grandes ganhos para o mix geral de vendas. Conforme já comentado, esta migração segue uma tendência do mercado motivada pela melhoria da renda da população, que promove a migração de versões de folha simples para versões Folha Dupla. Não obstante, a Companhia segue investindo no segmento de Folha Simples, que ainda representa a fatia mais expressiva do mercado de Papéis Higiênicos.

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Crescimento de Versões com maior metragem Total Brasil – INA Fonte: Nielsen/Retail Index Importância volume de FS e FD: Total Brasil – INA Fonte: Nielsen/Retail Index

As toalhas de papel Snob continuam na liderança absoluta do mercado, com participação de 24% em valor e 20,3% em volume, aumentando quase 1pp em relação a leitura do 1T11. A marca, mantendo seu posicionamento inovador renovou toda a linha de toalhas decoradas, item este que representa aproximadamente 20% do faturamento da linha. Além disso, destacamos o relançamento de SNOB Design que em pouco tempo já apresenta excelente performance, alcançando a mesma representatividade do produto “core” em alguns dos principais grandes varejos do Brasil. O novo desenho (calandra) que combina formatos de coração com os já conhecidos círculos de absorção lançado em setembro de 2011 foi muito bem aceita pelos consumidores e varejistas, confirmando ainda mais o posicionamento inovador da marca Snob. Nas categorias de absorventes externos e protetores diários, a Companhia mantém market share volume e valor estáveis com participação de 10,4% do mercado. A marca Sym é a única brasileira que apresenta posição de destaque entre as multinacionais e lidera a categoria de absorventes externos em algumas regiões do país. A estratégia para 2012 é de valorização da marca e a retomada de crescimento através de um lançamento com reposicionamento através de produto, nova marca e comunicação. Em março de 2012 foi lançado o novo Sym com um conceito exclusivo de produto com uma maior absorção e uma embalagem totalmente inédita do mercado nacional com o uso da cor preto. Tudo isto apoiado por um programa de comunicação em mídia em todo território nacional. O segmento de Fraldas tem uma grande importância no incremento do faturamento da Companhia, representando atualmente cerca de 12% do total das vendas da Unidade de Produtos de Consumo. Apesar da alta competitividade neste segmento, a marca tem apresentado resultados cada vez mais expressivos, e encerrou 2011 com 2,8% de participação por volume total de vendas da categoria. E em algumas regiões atingiu 20% de share volume, chegando a segunda posição de mercado, na frente de outros grandes players. Os fatores de sucesso nesta região decorrem da melhor venda média em volume e valor por loja, giro superior às marcas líderes e preço vencedor. O objetivo para 2012 e dar continuidade na estratégia de sucesso adotada em 2011. O bom desempenho da Unidade de Produtos de Consumo pode ser medido pelo aumento da Receita Líquida para R$183,4 milhões no 1T12 (R$163,4 milhões em 1T11), com crescimento de 12,2.

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Linha Professional Na Unidade de Negócios Professional (“away from home”), as receitas líquidas representaram R$21,0 milhões no 1T12 (R$22,0 milhões em 1T11). Apesar da queda no volume a Companhia manteve seu faturamento através principalmente da expansão da cobertura regional, lançamento de novos produtos e o reposicionamento de preços. A retração na margem bruta da Unidade deve ser relacionada principalmente à novos critérios de alocação de custos no âmbito da gestão integrada dos negócios da Companhia. Papéis Especiais Neste 1T12 a Unidade de Negócios Papéis Especiais registrou uma queda no volume de toneladas vendidas, mas as receitas ficaram em linha no 1T12 (R$34,3 milhões) frente ao 1T11 (R$34,6 milhões). Não obstante a redução dos volumes comercializados, a Unidade tem mantido um desempenho muito favorável em margem e lucratividade, apresentando resultados acima do Plano de Negócios para 2012. Diante de cotações mais favoráveis do US$/RS e revisões advindas sobre os preços, os resultados da Unidade foram impulsionados, registrando um EBITDA de R$5,2 milhões no 1T12 (R$3,1milhões em 1T11). A evolução das receitas líquidas das unidades de negócio da Companhia entre o 1T12 e o 1T11 é como segue:

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DESEMPENHO ECONÔMICO-FINANCEIRO

Com base nas demonstrações de resultado ao fim do 1T12 os principais indicadores econômicofinanceiros são sumarizados abaixo:

R$ milhões

Receita líquida (1)

Acumulado até 31/03/12

Acumulado até 31/03/11

2012 vs. 2011

(B)

(A)

(B/A)

239.151

220.114

8,6%

95.551

69.486

37,5%

182.284

174.825

4,3%

Resultado (prejuízo) operacional (EBIT) (2)

6.529

(2.250)

390,2%

Margem EBIT (%) (2/1)

2,7%

-1,0%

3,7pp

22.176

12.631

75,6%

9,3%

5,7%

3,6pp

Margem bruta Faturamento operacional líquido (3)

EBITDA (4) Margem EBITDA (%) (4/1) (3) Deduzido fretes, trade e bonificação

A receita líquida alcançou no 1T12 R$239,2 milhões, ficando 8,6% acima do 2T11 (R$220,1milhões), apresentando a seguinte evolução, levando em conta o período sazonalmente de menor vendas:

O custo dos produtos vendidos no 1T12 foi de R$143,6 milhões, ficando abaixo do 4T11 (R$176,0 milhões), e do 1T12 (R$150,6 milhões). Em decorrência, o lucro bruto registrado neste 1T12 foi R$95,6 milhões, 37,5% superior ao mesmo período do 1T11 (R$69,5 milhões), e inferior em 2,7% ao 4T11 (R$98,3 milhões). A margem bruta consolidada se recuperou neste 1T12, alcançando 40,0%, 8,4 pp maior em relação ao mesmo período do 1T11 (31,6%) e 4,2 pp maior em relação ao 4T11 (35,8%), conforme demonstrado a seguir:

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O destaque se deu nas vendas do mercado interno, cuja margem cresceu para 41,2% no 1T12 (32,5% no 1T11 e 36,6% no 4T11), compensando a redução na margem do mercado externo (14,8% no 1T12 vs. 18,6% no 1T11 e 15,1% no 4T11).

Os custos logísticos aumentaram neste 1T12 em 42,3% em relação ao 1T11 (R$39,0 milhões vs. R$27,4 milhões), principalmente em decorrência do maior volume vendido (distribuído), e dos custos incrementais por conta da sobreposição transitória com o início da operação do novo CD em Arujá. As despesas com trade e marketing reduziram-se neste 1T12 comparado à 1T11 em cerca de 9,6% (R$20,9 milhões vs. R$22,1 milhões), compensando em parte os aumentos das despesas com vendas (R$13,9 milhões em 1T12 vs. R$10,1 milhões em 1T11), que incluem os Fretes e Armazenagem, e das despesas gerais e administrativas (R$15,0 milhões em 1T12 vs. R$13,4 milhões em 1T11), decorrentes principalmente de aumentos com a Folha Salarial e outros causados por atualização de contratos e serviços.

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O resultado operacional (EBIT) do 1T12 foi positivo em R$6,5 milhões, inferior ao resultado positivo de R$12,4 milhões no 4T11, porém bem superior ao prejuízo de R$2,2 milhões no 1T11.

O resultado financeiro negativo líquido de R$13,5 milhões ficou em linha com o 1T11 (R$13,4 milhões), refletindo o nível estável de endividamento. O resultado líquido do 1T12 foi um prejuízo de R$6,0 milhões, superior em relação ao 4T11 (R$3,6 milhões), devido principalmente aos custos maiores de logística, porém inferior ao prejuízo 1T11 (R$10,6 milhões). O EBITDA somou R$ 22,2 milhões neste 1T12 com margem de 9,3%, superior ao registrado no mesmo período de 2011 de R$12,6 milhões (margem de 5,7%), e inferior aos R$30,9 milhões do 4T11 (margem de 11,2%), em linha com o planejado no Plano de Negócios para o ano de 2012.

A conciliação do resultado operacional para o EBITDA segue como demonstrado: Resultado antes do IR/CS Despesas financeiras Receitas financeiras Variação Cambial Depreciação

(7.010) 21.929 (3.205) (5.185) 15.647

EBITDA

22.176

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Em decorrência da sequência dos resultados melhores, os principais indicadores financeiros “ratios”, com os quais a Companhia está compromissada em contratos de empréstimos, financiamentos e debêntures vêm evoluindo positivamente desde o início de 2011, conforme demonstrado a seguir:

ENDIVIDAMENTO Em 31 de março de 2012, o endividamento bruto era de R$451,9 milhões, com um caixa de R$21,8 milhões, resultando uma dívida líquida de R$430,1 milhões (R$450,8 milhões no 1T11 – R$33,7 milhões no 1T11), cuja parcela vencível no curto prazo somava R$211,7 milhões, ou 46,8% do total da dívida bruta.

INVESTIMENTOS Neste 1T12 a Santher investiu um total de R$12,2 milhões, equivalente a 35,5% do Plano de Investimento para 2012, basicamente direcionados para ampliação e diversificação do parque fabril e para a infraestrutura para início da operação do novo CD em Arujá.

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Notas Explicativas

ITR - Informações Trimestrais Santher - Fábrica de Papel Santa Therezinha S.A. 31 de março de 2012

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Notas Explicativas

Notas Explicativas às Informações Contábeis Intermediárias referentes ao trimestre findo em 31 de março de 2012 – (em milhares de Reais) 1. Contexto operacional (a) Objeto social, produtos e marcas A Santher Fábrica de Papel Santa Therezinha S.A. ("Companhia") foi fundada em 1938, é uma sociedade anônima de capital aberto 100% nacional, tem sede na cidade de São Paulo e como objeto social a produção e comercialização das linhas de produtos apresentadas abaixo. As informações por segmentos de negócios estão apresentadas na Nota 24. •

Produtos de consumo - compreendem as seguintes linhas de produtos e respectivas marcas, comercializadas no mercado varejista e atacadista e por distribuidores: Papel Higiênico - Personal, Personal VIP e Charme; Papel Toalha - Snob; Guardanapo - Snob, Snob Gala e Santepel; Lenço de Papel - Kiss; Lenço Umedecido - Kiss Refresh, Sym e Personal Baby; Absorvente e Protetor Íntimo Sym e Fralda Descartável Infantil - Personal Baby.



Linha profissional - compreende os papéis destinados ao segmento de uso corporativo, como indústrias, escritórios, bares e restaurantes, hotéis, shopping centers, entre outros, comercializados através de Distribuidores (Brokers) e Representantes por meio das marcas Inovatta e Eco. Além disso, o sistema de higiene compreende a instalação de dispensers específicos para cada aplicação (papel toalha e higiênicos em bobina e interfolhados) e a comercialização de uma linha completa de sabonetes cosméticos, desenvolvidos especificamente para esse mercado, bem como álcool gel e antissépticos.



Papéis especiais - os papéis especiais têm diversas aplicações e destinam-se, principalmente, às empresas de transformação, onde servem como papel base. Este segmento compreende também negócios com papel "jumbo", com outras empresas de conversão, inclusive no exterior.

A maior parte da receita da Companhia ("concentração de vendas") advém dos produtos de consumo, sobretudo os tissue, e uma parcela significativa dos insumos é a celulose ("concentração de matéria-prima"). Caso o preço da celulose tenha um acréscimo significativo de preço e a Companhia não consiga repassar esse aumento aos preços de seus produtos ou reduzir custos operacionais para compensar esse aumento, a margem operacional pode ser impactada, apesar do hedge parcial contratado (vide Nota 29). O parque industrial é composto por quatro unidades fabris nos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul: •

Unidade Fadlo Haidar (UFH) (Bragança Paulista - SP) - dedica-se à fabricação de papel e conversão em papéis higiênicos, toalhas, lenços e guardanapos, fraldas, absorventes e protetores íntimos, bem como do mix completo da linha profissional.



Unidade Governador Valadares (UGV) (Governador Valadares - MG) - dedica-se à fabricação de papel e conversão em papéis higiênicos (folha simples e linha profissional), toalha (linha profissional) e guardanapos de papel.



Unidade da Penha (UP) (São Paulo - SP) - dedica-se à fabricação de papel, inclusive especiais.



Unidade de Guaíba (UG) (Guaíba - RS) - dedica-se à fabricação de papel, inclusive especiais.

A distribuição dos produtos ocorre por faturamento direto das unidades fabris e por meio de depósitos externos na Paraíba - PB, Santa Rita - RS e, principalmente, por um Centro de Distribuição (CD) em Itapevi – SP, além de filiais e brokers em diferentes Estados.

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Notas Explicativas

(b) Posição patrimonial e financeira Ao longo do biênio 2009-2010, a Companhia efetuou relevantes investimentos no seu parque fabril para ampliação e diversificação da capacidade produtiva, que somaram R$209.032. Os investimentos foram feitos consoante o planejamento estratégico da Companhia, e tendo em vista sua própria natureza exigiram prazos relativamente longos até o start-up, e posteriormente até o nível ótimo de produção, somente atingido ao longo do exercício de 2011. Nesse intervalo de tempo, além da necessidade de amadurecimento dos investimentos, a Companhia se defrontou com outras adversidades, causadas principalmente pelo aumento do preço da celulose (fibra), principal insumo no processo produtivo, e por custos logísticos superiores, decorrentes de dificuldades na armazenagem e distribuição de produtos. Como consequência, a Companhia registrou prejuízos nos dois últimos exercícios e apresenta relativo desbalanceamento de sua posição financeira. Em 31 de março de 2012, os passivos circulantes da Companhia superavam os ativos circulantes em R$185.616 (R$164.229 em 31 de dezembro de 2011). Por conta do ciclo de investimentos e das questões acima mencionadas, a Companhia visando melhorar seu índice de liquidez vem promovendo diversas ações de reestruturação operacional e financeira, listadas no Plano da Administração apresentado a seguir, cujos resultados neste primeiro trimestre de 2012 foram bem em linha com os previstos no Plano de Negócios para 2012. (c) Planos da administração A administração tem envidado esforços contínuos para melhorar os resultados e o nível de liquidez da Companhia, dentre os quais se destacam as seguintes ações: (c.1) Capital circulante (i)

Para o 2T12 a Companhia pretende concluir a contratação de novas operações de crédito de longo prazo de até R$ 230 milhões, objetivando atender os seus vencimentos de curto prazo, inclusive as debêntures da 5ª emissão, cuja parcela vencível em 2012 monta R$ 43 milhões e alongar o perfil do endividamento. Estas operações de crédito, cujas negociações encontram-se em fase adiantada, preveem prazo de vencimento de até 4 anos, com pelo menos 2 de carência, e curva de obrigações e “covenants” ajustadas e aderentes às projeções de resultado para os próximos períodos.

(ii)

Readequação dos níveis de estoques em geral, principalmente, de produtos acabados e insumos, com melhor balanceamento para atendimento e serviço superior e ajuste ao menor nível possível.

(iii) Redução de custos baseado em projetos de inovação e procurement, e ações de squeeze nas áreas de Produção e Suprimentos, e maior racionalidade de gastos e da estrutura organizacional. A Companhia elaborou o seu Orçamento de 2012 adotando os conceitos “matricial” e “base zero”, com suporte de consultoria externa, com expectativa de ganhos significativos em reduções de custos e despesas para 2012. (iv) Contratação de operação de hedge sobre a cotação-base da celulose medida na Foex entre 8% a 9% do volume total projetado para ser adquirido em 2012, para assegurar estabilidade de preço do insumo e redução de riscos de impacto nos custos de produção por novos aumentos. Além disso, firmaram-se novos contratos para fornecimento da celulose com melhores condições comerciais, e tem sido operado as Plantas de Aparas conforme os preços de mercado da matéria-prima para composição do melhor nível de custo para o insumo.

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(c) Planos da administração (c.1) Capital circulante (v) O início da operação de um novo Centro de Distribuição (CD) na cidade de Arujá-SP, com localização privilegiada e área de 30.000 m2, suficiente para atender planos futuros de expansão. (c.2) Plano de negócios Para 2012, a Companhia definiu quatro fatores-chave no seu Plano de Negócios: 1) Projeto CD Arujá – desconcentrar os fluxos da principal Planta de UFH e consolidar as operações logísticas em único depósito externo, para proporcionar melhoria em todo processo operacional, principalmente no aspecto de movimentação, armazenagem, transferência e distribuição, e redução substancial de custos; 2) Mercados – crescimento de receita combinando maior volume de vendas, recomposição de preços, mix mais rentável, fortalecimento de marcas e lançamento de novos produtos; 3) Produção - alavancar a produção utilizando o limite da capacidade instalada, parcerias para terceirizações em regiões estratégicas que apresentam potencial de vendas superior e ações de melhorias operacionais para redução de custos; 4) Gestão – gerenciamento rigoroso de custos e despesas variáveis e fixos utilizando os modelos orçamentários matriciais e Base-Zero, e maiores investimentos em TI para suporte das funções operacionais e administrativas e ganhos de eficiência na execução e controles das transações. Esses pilares estão consignados em metas e objetivos da Administração para 2012 visando o retorno da lucratividade. E no tocante aos volumes produzidos e comercializados, faturamento líquido, margens de comercialização, lucro bruto e EBITDA os indicadores foram todos plenamente atingidos neste 1T12.

2. Apresentação das informações trimestrais As informações trimestrais foram elaboradas considerando o custo histórico como base de valor e ajustadas para refletir o “custo atribuído” de imóveis, máquinas e equipamentos na data de transição para os CPC’s, bem como o valor justo dos instrumentos financeiros cujos efeitos estão refletidos no resultado. As demonstrações contábeis intermediárias contidas nas presentes informações financeiras foram preparadas de acordo com o pronunciamento técnico CPC 21 – Demonstração Intermediária e apresentada de forma condizente com as normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários, aplicáveis à elaboração das Informações Trimestrais - ITR. 2.1. Base de preparação As demonstrações financeiras foram elaboradas e estão sendo apresentadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil (BR GAAP), que compreendem as normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e as disposições contidas na Lei das Sociedades por Ações, incluindo as alterações trazidas pelas Leis nos 11.638/07 e 11.941/09, e os pronunciamentos, orientações e interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), que estão em conformidade com as Normas Internacionais de Relatórios Financeiros (International Financial Report Standards (IFRS)), emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB).

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2.2 . Apresentação de informação por segmentos As informações por segmentos de negócios são apresentadas de modo consistente com relatórios gerenciais internos fornecidos para os tomadores de decisões operacionais. O principal tomador de decisões operacionais, responsável pela alocação de recursos e pela avaliação de desempenho dos segmentos operacionais é a Diretoria Executiva, que responde também por decisões estratégicas da Companhia. 2.3. Conversão de moeda estrangeira (a) Moeda funcional e moeda de apresentação As transações e os saldos das demonstrações financeiras da Companhia são apresentados em reais, principal moeda do ambiente econômico no qual a empresa atua ("moeda funcional"). (b) Transações e saldos As transações em moeda estrangeira são convertidas para reais ("moeda funcional") usando-se as taxas de câmbio em vigor nas datas das transações ou da avaliação, na qual os itens são remensurados. Os saldos das contas de balanço são convertidos pela taxa cambial da data do balanço. Ganhos e perdas cambiais resultantes da liquidação dessas transações e da conversão de ativos e passivos monetários denominados em moeda estrangeira são reconhecidos na demonstração do resultado. Os ganhos e as perdas cambiais resultantes da liquidação dessas transações e da conversão pelas taxas de câmbio do final do exercício, referentes a ativos e passivos monetários em moedas estrangeiras, são reconhecidos na demonstração do resultado, exceto quando diferidos no patrimônio como operações de hedge qualificadas de fluxo de caixa ou de investimento líquido. Em 31 de março de 2012 e 31 de dezembro de 2011, a Companhia não tinha instrumentos com estas características. Os ganhos e as perdas cambiais relacionados com estes ativos e passivos financeiros, incluindo também empréstimos, caixa e equivalentes de caixa são apresentados na demonstração do resultado como receita ou despesa financeira. 2.4. Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa incluem o caixa, os depósitos bancários, outros investimentos de curto prazo de alta liquidez, com vencimentos originais de até três meses e com risco insignificante de mudança de valor. 2.5 Ativos financeiros 2.5.1 Classificação A Companhia classifica seus ativos financeiros sob as seguintes categorias: "Mensurados ao valor justo por meio do resultado", "Empréstimos e recebíveis", "Mantidos até o vencimento" e "Disponíveis para venda". A administração determina a classificação de seus ativos financeiros no reconhecimento inicial conforme a finalidade para a qual foram adquiridos. (a) Ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado Os ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado são mantidos para negociação ativa e frequente, classificados como circulantes. Os ganhos ou as perdas decorrentes de variações nesses ativos financeiros são apresentados na demonstração do resultado na rubrica "Resultado financeiro" no período em que ocorrem, a menos que o instrumento tenha sido contratado em conexão com outra operação.

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Nesse caso, variações são reconhecidas na mesma linha do resultado afetada pela referida operação. Em 31 de março de 2012 e 31 de dezembro de 2011, enquadraram-se nessa classificação contratos de swap de juros e câmbio e hedge de celulose. (b) Empréstimos e recebíveis Incluem-se nessa categoria os empréstimos concebidos e os recebíveis que são ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis, não cotados em um mercado ativo. São incluídos como ativo circulante, exceto aqueles com prazo de vencimento superior a 12 meses após a data do balanço, que são classificados como não circulantes. Os recebíveis da Companhia compreendem as contas a receber, outros ativos e créditos. Os empréstimos e recebíveis são contabilizados pelo custo amortizado, usando o método da taxa de juros efetiva, quando aplicável. (c) Ativos mantidos até o vencimento Referem-se aos ativos financeiros que não podem ser classificados como empréstimos e recebíveis, por serem cotados em um mercado ativo. Nesse caso, esses ativos financeiros são adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São avaliados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do exercício, usando o método da taxa de juros efetiva. Em 31 de março de 2012 e 31 de dezembro de 2011, enquadravam-se nessa classificação os Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) registrados em "Caixa e equivalentes de caixa". (d) Ativos financeiros disponíveis para venda São basicamente ativos financeiros não derivativos designados nessa categoria ou que não são classificados em nenhuma outra categoria. Eles são incluídos em ativos não circulantes, a menos que a administração pretenda alienar o investimento em até 12 meses após a data do balanço. Os ativos financeiros disponíveis para venda são contabilizados pelo valor justo. Os juros de ativos disponíveis para venda, calculados com o uso do método da taxa de juros efetiva, são reconhecidos na demonstração do resultado como receitas financeiras. A parcela correspondente à variação no valor justo é lançada contra o patrimônio líquido, na conta ajustes de avaliação patrimonial, sendo realizada contra resultado quando da sua liquidação ou por perda considerada permanente. Em 31 de março de 2012 e 31 de dezembro de 2011, enquadravam-se nessa classificação os Certificados de Depósitos Bancários (CDBs), debêntures e opções de compra e venda registrados em Títulos e Valores Mobiliários. 2.5.2 Reconhecimento e mensuração a valor justo As compras e as vendas regulares de ativos financeiros são reconhecidas na data de negociação - data na qual a Companhia se compromete a comprar ou vender o ativo. Os investimentos são, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, acrescidos dos custos da transação para todos os ativos financeiros não classificados como ao valor justo por meio do resultado. Os ativos financeiros ao valor justo por meio de resultado são, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, e os custos da transação são debitados à demonstração do resultado. Os ativos financeiros são baixados quando os direitos de receber fluxos de caixa dos investimentos tenham vencido ou tenham sido transferidos. Neste último caso, desde que a Companhia tenha transferido, significativamente, todos os riscos e os benefícios da propriedade. Os ativos financeiros mensurados ao valor justo através do resultado são, subsequentemente, contabilizados pelo valor justo. Os ganhos ou as perdas decorrentes de variações no valor justo de ativos financeiros mensurados ao valor justo através do resultado são apresentados na demonstração do resultado em "Resultado financeiro" no período em que ocorrem. Receita de dividendos de ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado é reconhecida na demonstração do resultado quando é estabelecido o direito receber os dividendos.

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Os valores justos dos investimentos com cotação pública são baseados nos preços atuais de compra. Se o mercado de um ativo financeiro (e de títulos não listados em Bolsa) não estiver ativo, a Companhia estabelece o valor justo por meio de técnicas de avaliação. Essas técnicas incluem o uso de operações recentes contratadas com terceiros, referência a outros instrumentos que são substancialmente similares, análise de fluxos de caixa descontados e modelos de precificação de opções que fazem o maior uso possível de informações geradas pelo mercado e contam o mínimo possível com informações geradas pela administração da própria entidade. 2.5.3 Compensação de instrumentos financeiros Ativos e passivos financeiros são compensados e o valor líquido é reportado no balanço patrimonial quando há um direito legalmente aplicável de compensar os valores reconhecidos e há uma intenção de liquidá-los numa base líquida, ou realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente. 2.5.4 Impairment de ativos financeiros A Companhia avalia no final de cada período do relatório se há evidência objetiva de que o ativo financeiro ou o grupo de ativos financeiros está deteriorado ou registrado por valor acima de seu valor recuperável (impairment). Um ativo ou grupo de ativos financeiros está deteriorado e os prejuízos de impairment são incorridos somente se há evidência objetiva de impairment como resultado de um ou mais eventos ocorridos após o reconhecimento inicial dos ativos (um "evento de perda"), e aquele evento (ou eventos) de perda tem um impacto nos fluxos de caixa futuros estimados do ativo financeiro ou grupo de ativos financeiros que pode ser estimado de maneira confiável. Os critérios que a Companhia usa para determinar se há evidência objetiva de uma perda por impairment incluem: (i) dificuldade financeira relevante do emissor ou devedor; (ii) quebra de contrato, como inadimplência ou mora no pagamento dos juros ou principal; (iii) declaração de falência ou outra reorganização financeira; e (iv) o desaparecimento de um mercado ativo para aquele ativo financeiro devido às dificuldades financeiras. 2.6 Contas a receber As contas a receber de clientes são avaliadas no momento inicial pelo valor presente e deduzidas da provisão para créditos de liquidação duvidosa. A provisão para créditos de liquidação duvidosa é estabelecida quando existe uma evidência objetiva de que a Companhia não será capaz de cobrar todos os valores devidos de acordo com os prazos originais das contas a receber. O valor da provisão é a diferença entre o valor contábil e o valor recuperável. 2.7 Estoques Os estoques são apresentados pelo menor valor entre o custo e o valor líquido realizável. O custo é determinado usando-se o método da média ponderada. O valor realizável líquido é o preço de venda estimado para o curso normal dos negócios, deduzidos os custos de execução e as despesas de venda. As importações em andamento são demonstradas ao custo acumulado de cada importação. Não há aquisições no exterior na modalidade Free on Board (FOB), para registro ainda em trânsito. 2.8 Impostos de renda e contribuição social O imposto de renda e a contribuição social, corrente e diferidos, são calculados com base nas alíquotas estabelecidas pela legislação fiscal que são 25% para o imposto de renda e de 9% para a contribuição social. O imposto de renda e contribuição social diferidos, ativos e passivos, são calculados sobre as diferenças temporárias entre as bases de cálculo dos tributos e os valores contábeis das demonstrações financeiras, assim como sobre os prejuízos fiscais e as bases negativas de contribuição social.

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Impostos diferidos ativos são reconhecidos como créditos fiscais na extensão em que sejam prováveis que lucros futuros estejam disponíveis para compensação, observado os prazos prescricionais e o limite de 30% dos lucros anuais tributáveis, com base no histórico de resultados e projeções financeiras elaboradas e fundamentadas em premissas internas e cenários econômicos futuros que podem, portanto, sofrer alterações. O valor contábil dos impostos diferidos ativos e a projeção de resultados que o suportam são revisados trimestralmente pela Companhia; eventuais montantes são baixados caso não seja mais provável que lucros tributáveis futuros estejam disponíveis para permitir a realização total ou parcial do imposto diferido ativo. Os ajustes decorrentes não tem sido significativos em relação à previsão da administração. Imposto diferido relacionado a itens reconhecidos diretamente no patrimônio líquido também são reconhecidos e realizados de acordo com a transação que originou o imposto. 2.9 Subvenções governamentais As subvenções assistenciais governamentais na forma de incentivo fiscal sobre o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), usufruído a partir da distribuição de produtos pelo depósito localizado no Estado da Paraíba - PB, são reconhecidas diante da razoável segurança de atendimento das condições estabelecidas pelas autoridades governamentais fazendárias e tributárias. Os recursos oriundos desse benefício são reconhecidos em "Outras deduções de vendas". 2.10 Depósitos judiciais Os depósitos judiciais são atualizados e apresentados como dedução do valor de um correspondente passivo constituído quando não houver possibilidade de resgate dos depósitos, a menos que ocorra desfecho favorável da questão para a Companhia. 2.11 Investimentos em controlada Os investimentos em sociedade controlada de capital fechado (Santher Argentina S.A.) são registrados e avaliados pelo método de equivalência patrimonial, reconhecido no resultado do exercício como resultado de participação societária. Variações cambiais sobre o investimento no exterior são reconhecidas na conta de ajuste acumulados de conversão no patrimônio líquido. Quando aplicável, é constituído provisão para redução ao valor recuperável. Embora se trate de subsidiária, a Companhia não efetua a consolidação de suas demonstrações financeiras com as da sua controlada devido os saldos e transações envolvidos não serem materiais e as operações na controlada estarem paralisadas. 2.12 Ativos intangíveis Softwares As licenças de programas de computador são capitalizadas pelo valor de custo de aquisição e os custos incorridos para fazer com que estejam prontos para ser utilizados. Esses custos são amortizados durante sua vida útil, estimável de três a cinco anos. O período e o método de amortização para os ativos intangíveis de vida definida são revistos no mínimo ao final de cada exercício financeiro. Os gastos associados ao desenvolvimento ou à manutenção de softwares são reconhecidos como despesas na medida em que são incorridos.

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2.13 Imobilizado Terrenos e edificações compreendem, principalmente, instalações industriais. O imobilizado é mensurado pelo seu custo histórico, menos depreciação acumulada. O custo histórico inclui os gastos diretamente atribuíveis à aquisição dos itens, inclusive, se aplicável, serviços necessários e custos incorridos para colocação do bem produtivo em operação. O custo histórico também inclui os custos de financiamento relacionados com a aquisição dos ativos. O custo histórico dos itens adquiridos anteriormente a 1o de janeiro de 2009 foi ajustado ao custo atribuído na data de transição para os novos CPCs. Os custos subsequentes são incluídos no valor contábil do ativo ou reconhecidos como um ativo separado, conforme apropriado, somente quando for provável que fluam benefícios econômicos futuros associados ao item e que tais custos possam ser mensurados com segurança. O valor contábil de itens ou peças substituídos é baixado. Todos os outros reparos e manutenções são lançados em contrapartida ao resultado do exercício quando incorridos, apropriados como custos de produção. 2.14 Imobilizado Os terrenos não são depreciados. A depreciação de outros ativos é calculada usando o método linear para alocar seus custos aos seus valores residuais durante a vida útil estimada, como segue: Vida útil estimada média ponderada Edificações e benfeitorias Máquinas e equipamentos Instalações Equipamentos de informática Veículos Móveis e utensílios

45 14 10 4 7 9

Os valores residuais e a vida útil dos ativos são revisados e ajustados, se apropriado, ao final de cada exercício. O valor contábil de um ativo é imediatamente baixado para seu valor recuperável se o valor contábil do ativo for maior do que seu valor recuperável estimado (Nota 2.16). Os ganhos e as perdas de alienações são determinados pela comparação dos resultados com o valor contábil e são reconhecidos em "Outros receitas (despesas), líquidos" na demonstração do resultado. 2.15 Arrendamento mercantil Os arrendamentos nos quais uma parcela significativa de riscos e benefícios da propriedade é retida pelo arrendador são classificados como operacionais, principalmente veículos, máquinas e equipamentos. Os pagamentos efetuados para estes arrendamentos (líquidos de quaisquer incentivos recebidos do arrendador) são reconhecidos como despesa na demonstração do resultado pelo método linear, durante o período do contrato, observando-se o regime de competência. A Companhia possui contratos de arrendamento mercantil para estruturas metálicas racks classificados como financeiro, em função da natureza e os princípios a seguir descritos, cujos ativos estão registradas como imobilizado (sujeitos a depreciação), em contrapartida de passivo com a Instituição Arrendadora. Em relação a outros bens de terceiros em uso, incluindo máquinas e equipamentos industriais, principalmente os imóveis locados junto aos acionistas controladores (vide Nota 28 das demonstrações financeiras de 31 de dezembro de 2011), a Companhia avaliou o seu tratamento contábil diante dos requerimentos das normas contábeis aplicáveis, e julgou as referidas obrigações como aluguéis a pagar e não classificáveis como arrendamento financeiro, considerando:

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o conceito de transferência de benefício, risco e controle inerente aos bens, que são mantidos com o locador;



inexistência de opção em contrato para aquisição dos bens qualquer seja o seu preço, e nem mesmo interesse pela Companhia diante do seu plano de negócio;



os prazos dos contratos inferiores à vida útil estimada dos bens, exceto terrenos;



os valores dos aluguéis definidos com base em avaliação de mercado;



o valor presente dos aluguéis representam montante inferiores ao valor justo dos ativos.

2.16 Impairment de ativos não financeiros O imobilizado e outros ativos não circulantes são revistos anualmente para identificar eventuais evidências de perdas não recuperáveis, ou ainda, sempre que eventos ou alterações nas circunstâncias indicarem que o valor contábil pode não ser recuperável. Quando este for o caso, o valor recuperável é calculado para verificar se há perda. Se houver perda, ela é reconhecida pelo montante em que o valor contábil do ativo ultrapassa seu valor recuperável, que é o maior entre o preço líquido de venda e o valor em uso de um ativo (impairment). Para fins de avaliação de acordo com o CPC 01, os ativos devem ser agrupados no menor grupo de ativos para o qual existem fluxos de caixa identificáveis independentemente da agregação de qualquer outro ativo ou conjunto de ativos, conceitualmente tratado como Unidade Geradora de Caixa (UGC), segregando e administrando separadamente apenas os resultados gerados pelas unidades de negócios. A Companhia possui uma operação bastante integrada entre suas unidades fabris e depósitos de distribuição, ocorrendo produção em seus sites para venda direta e/ou transferências como insumo para consumo e produtos acabados distribuídos a partir de diferentes sites de produção e depósitos. Além disso, as mesmas máquinas e equipamentos e linhas de produção atendem segmentos diferentes de negócio, com perfis e fluxos de caixa e resultados distintos. Nesse sentido, a Companhia considera os seus ativos industriais como uma operação complementar, integrada e única unidade geradora de caixa. O teste de impairment é requerido diante da expectativa de perda no retorno dos ativos, ou quando notada a existência de indicativos de que os ativos estejam com valor superior àquele passível de recuperação por uso em suas atividades ou por venda. O entendimento da Companhia é não haver a presença de nenhuma dessas premissas a seguir: (a) Fatores externos Não há diminuição significativa do valor de mercado dos ativos provocadas por mudanças no ambiente tecnológico, alterações significativas nas taxas de juros ou nas condições econômicas ou legais nos mercados de atuação da Companhia em que tais ativos então sendo operados. Ao contrário, os principais produtos da Companhia são bens de consumo constante. Além disso, os trabalhos recentes de avaliação e revisão de valor e vida útil dos ativos por empresa perita especializada aponta para valores de mercado e realização superiores aos contábeis. (b) Fatores internos Não há evidências de obsolescência ou dano físico dos ativos, causados por efeitos adversos relacionados à forma de seu uso ou de desempenho econômico inferior ao esperado. Ao contrário, uma parcela importante dos ativos se trata de investimentos recentes, no montante de aproximadamente R$ 209 milhões, que compõe um parque de máquinas novo, ainda em fase de maturação para plena consecução dos objetivos do plano de negócio que os originaram.

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(c) Outros fatores Não há redução da vida útil dos ativos e necessidade de dispêndios adicionais de capital para desenvolvimento e colocação dos ativos em operação. Tampouco, gastos com manutenção excessivos ou capacidade ociosa elevada. A Companhia mantém programa de manutenção regular. O ciclo de investimentos iniciado em 2009 foi concluído e todo o maquinário se encontra em plena operação. Em 2011 um dos pilares do plano de negócio foi viabilizar a operação em nível mais próximo do seu limite de capacidade para absorção de custos fixos e maior competitividade. (d) Desempenho financeiro recente Em 2011, o resultado indicou sensível recuperação operacional e melhoria das margens, ainda que não suficientes para o pleno equilíbrio financeiro e compensação de custos logísticos e do impacto negativo da variação do câmbio sobre a dívida denominada em moeda estrangeira. Para 2012, o orçamento aponta para a continuação da melhoria do resultado e retorno da lucratividade, com estimativa de crescimento expressivo do EBITDA e resultado líquido positivo. O Plano de Negócio para o período até 2016 também sinaliza para crescimento em receitas e lucro em bases consistentes. 2.17 Empréstimos, financiamentos e debêntures Os empréstimos são reconhecidos, inicialmente, pelo valor justo, líquido dos custos incorridos na transação e são, subsequentemente, demonstrados pelo custo amortizado. Qualquer diferença entre os valores captados (líquidos dos custos da transação) e o valor de liquidação é reconhecida na demonstração do resultado durante o período em que os empréstimos estejam em aberto, utilizando o método da taxa efetiva de juros. As taxas pagas no estabelecimento do empréstimo são reconhecidas como custos da transação do empréstimo, uma vez que seja provável que uma parte ou todo o empréstimo seja sacado. Nesse caso, a taxa é diferida até que o saque ocorra. Quando não houver evidências da probabilidade de saque de parte ou da totalidade do empréstimo, a taxa é capitalizada como um pagamento antecipado de serviços de liquidez e amortizada durante o período do empréstimo ao qual se relaciona. Os custos de empréstimos e financiamentos atribuíveis diretamente à aquisição, construção ou produção de ativos qualificáveis, os quais levam, necessariamente, um período de tempo substancial para ficarem prontos para uso ou venda pretendida, são acrescidos ao custo de tais ativos até a data em que estejam prontos para o uso ou a venda pretendida. Os empréstimos são classificados como passivo circulante, a menos que a Companhia tenha o direito incondicional de diferir a liquidação do passivo por, pelo menos, 12 meses após a data do balanço. 2.18 Contas a pagar, benefícios e encargos sociais As contas a pagar, principalmente aos fornecedores, são obrigações a pagar por bens ou serviços que foram adquiridos no curso normal dos negócios, sendo classificadas como passivos circulantes se o pagamento for devido no período de até um ano (ou no ciclo operacional normal dos negócios, ainda que mais longo). Caso contrário, as contas a pagar são apresentadas como passivo não circulante. Elas são, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método de taxa efetiva de juros. Na prática, são normalmente reconhecidas ao valor da fatura ou notas fiscais. Os valores relativos às férias devidas aos funcionários estão provisionados proporcionalmente ao período aquisitivo e incluem os correspondentes encargos sociais.

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As obrigações de benefícios de curto prazo a funcionários são mensuradas em uma base não descontada e são incorridas como despesas conforme o serviço relacionado seja prestado. O plano de previdência é de contribuição definida, sob o qual a Companhia paga contribuições fixas e não possui nenhuma obrigação legal por valores adicionais. As despesas decorrentes, quando existentes, são reconhecidas como benefício no resultado no período durante os quais serviços são prestados pelos funcionários. 2.19 Provisões diversas As provisões são reconhecidas quando a Companhia tem uma obrigação presente, legal ou não formalizada, como resultado de eventos passados e é provável que uma saída de recursos seja necessária para liquidar a obrigação e uma estimativa confiável do valor possa ser feita. As provisões para demandas judiciais tributáveis, civis e trabalhistas são registradas tendo como base as melhores estimativas do risco envolvido e são constituídas em montantes considerados suficientes para cobrir perdas prováveis. A provisão para participação nos lucros e resultados é usualmente efetuada com base em acordo formal específico, que estabelece, em bases anuais, as metas a serem alcançadas bem como as regras de apuração, elegibilidade e prazos para pagamento de premiação correspondente. 2.20 Reconhecimento de receita A receita de venda é reconhecida quando seu valor pode ser mensurado com segurança, e quando os riscos significativos e os benefícios de propriedade das mercadorias são transferidos para o comprador. A receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber pela comercialização de produtos e serviços no curso normal das atividades da Companhia, e é apresentada líquida dos impostos, das devoluções, dos abatimentos e dos descontos. A receita financeira é reconhecida conforme o prazo decorrido, usando o método da taxa efetiva de juros, e inclui principalmente os juros de aplicações financeiras, ao passo que as despesas financeiras compreendem basicamente os juros sobre empréstimos, financiamentos e debêntures. 3. Estimativas e premissas contábeis críticas e de valor justo A Companhia declara que as informações sobre as estimativas e premissas contábeis críticas e de valor justo descritas nas demonstrações financeiras do exercício findo em 31 de dezembro de 2011 (Notas 3 e 5) permanecem válidas para essas Informações Trimestrais – ITR. A liquidação das transações envolvendo essas estimativas contábeis poderá resultar em variações em relação aos valores estimados. A Companhia revisa suas estimativas e premissas periodicamente, em período não superior a um ano, e na avaliação mais recente da Companhia efetuada nesse trimestre as estimativas e premissas contábeis adotadas se mostravam suficientes. Os ativos e passivos da Companhia mensurados pelo valor justo em 31 de março de 2012 compreendem, basicamente, os instrumentos financeiros derivativos como contratos de “swap” de juros e câmbio e “hedge” de celulose, no montante líquido de R$ 4.189 (R$ 2.969 em 31 de dezembro de 2011), cujas estimativas são consideradas como de Nível 2. 4. Gestão de capital Não houve alterações quanto aos objetivos, políticas ou processos no 1T12 com relação aos descritos nas demonstrações financeiras do exercício findo em 31 de dezembro de 2011. Os indicadores estão demonstrados seguir:

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Empréstimos e financiamentos Debêntures Operações de compror e vendor e saques negociados (-) Caixa e equivalentes de caixa (-) Títulos e Valores mobiliários Dívida líquida Patrimônio líquido Total do capital

Índice de alavancagem financeira - %

31 de março de 2012

31 de dezembro de 2011

284.775 129.260 24.182 (8.266) (16.583) 413.368

280.272 125.578 45.480 (15.703) (17.026) 418.601

95.534

101.333

508.902

519.934

81

81

5. Qualidade do crédito dos ativos financeiros Os ativos financeiros da Companhia são compostos principalmente pelo saldo de caixa e equivalentes de caixa, títulos e valores mobiliários e contas a receber. O caixa da Companhia está aplicado nas maiores instituições financeiras do Brasil - todas de primeira linha e com reduzido risco de crédito, e os recebíveis são compostos principalmente pelo saldo de contas a receber, segregados em quatro grandes grupos: •

Grupo 1 - clientes tradicionais do Grande (KA's) e Médio Varejo cujo risco de inadimplência é muito baixo (vencidos até 90 dias e a vencer).



Grupo 2 - clientes tradicionais do Atacado e Distribuição cujo risco de inadimplência é muito baixo (vencidos até 90 dias e a vencer).



Grupo 3 - demais clientes (vencidos até 90 dias e a vencer).



Grupo 4 - clientes vencidos a mais de 90 dias.

Grupo 1 Grupo 2 Grupo 3 Grupo 4 Total Créditos de clientes Total Líquido

31 de março

31 de dezembro

de 2012

de 2011

33.827 58.846 22.157 8.396

42.050 75.777 26.283 8.641

123.226 (3.165) 120.061

152.751 (3.108) 149.643

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6. Caixa e equivalentes de caixa 31 de março de 2012

31 de dezembro de 2011

Caixa e bancos Certificados de Depósito Bancário (CDBs)

7.816 450

14.435 1.268

Total

8.266

15.703

As aplicações financeiras representadas por Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) são indexadas pela variação entre 100% e 103% da taxa do Certificado de Depósito Interbancário (CDI). 7. Títulos e valores mobiliários Os títulos e valores mobiliários incluem instrumentos financeiros como swaps de juros, de câmbio e aplicações financeiras remuneradas pela variação da taxa do CDI. Os instrumentos financeiros denominados de swaps de juros e de câmbio são ajustados aos seus valores justos de realização mediante a marcação a mercado. Os respectivos ganhos e perdas são registrados na rubrica "Resultados financeiros". O instrumento de hedge de celulose está marcado a mercado, comentado em detalhes na Nota 28. As opções de compra e venda se referem a uma aplicação financeira dada em garantia em processo judicial, com lastro em instrumentos financeiros estruturados para garantir um rendimento prefixado, que estão registrados pelo seu valor contábil, qual seja, o custo de aquisição acrescidos dos rendimentos auferidos pela sua taxa efetiva de juros. A composição dos saldos é como segue:

31 de março de 2012

Ativo 31 de dezembro de 2011

31 de março de 2012

Passivo 31 de dezembro de 2011

Certificado de depósito bancário Debêntures Instrumentos financeiros SWAP de juros SWAP de câmbio Hedge Celulose Opções de compra e venda Circulante

5.877 10.467

3.188 10.850

-

-

16.344

2.918 16.956

2.354 1.835 4.189

3 2.765 201 2.969

Certificado de depósito bancário Não Circulante

239 239

70 70

-

-

16.583

17.026

4.189

2.969

Total

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8. Contas a receber A Companhia tem como procedimento analisar seus títulos vencidos mensalmente, adotando o critério de provisão para créditos de liquidação duvidosa os títulos vencidos acima de 90 dias, exceto aqueles amparados por garantias, deduzidos por devoluções em trânsito, e a totalidade dos títulos de clientes concordatários e falidos, ponderando as chances e evidências de negociação. Os saldos a receber de Grandes Redes (KA's) têm contrapartida em provisões para acordos comerciais, liquidados periodicamente, inclusive via abatimentos (vide Nota 16(iv)), e neste caso, nenhuma provisão para perdas com crédito destes clientes foi constituída. A administração da Companhia entende que o risco relativo às contas a receber de clientes é minimizado pela sua composição diluída, e considera a provisão para créditos de liquidação duvidosa suficiente para cobrir eventuais perdas sobre valores a receber em aberto. Durante os exercícios de 2012 e 2011, não houve registro de baixa de contas a receber contra a provisão para créditos de liquidação duvidosa por perdas consideradas definitivas. Dessa forma, a movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa no trimestre findo em 31 de março de 2012, no valor de R$151 de constituição, foi registrada em contrapartida do resultado (R$139 de reversão no trimestre findo em 31 de março de 2011). Parte dos recebíveis de clientes é lastro em operações de vendor, apresentados na rubrica "Empréstimos e Financiamentos" no passivo circulante (Nota 17), que possuem prazos médios de 30 dias em 31 de março de 2012 (36 dias em 31 de dezembro de 2011), e tem como objetivo antecipar os recebíveis para gestão dos recursos financeiros. A composição dos saldos é como segue:

Clientes no País Clientes no exterior Provisão para créditos de liquidação duvidosa

31 de março de 2012 110.807 9.254 (5.643)

31 de dezembro de 2011 139.789 9.854 (5.630)

Total

114.418

144.013

A vencer 30 dias 60 dias 90 dias 180 dias (+) 180 dias

108.745 63.450 41.980 2.780 535 -

138.644 81.670 53.196 3.594 184 -

Vencidos 30 dias 60 dias 90 dias 180 dias (+) 180 dias

11.316 2.431 1.062 763 168 6.892

10.999 2.434 424 284 652 7.205

Provisão para créditos de liquidação duvidosa

(5.643)

(5.630)

114.418

144.013

Total

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9. Estoques 31 de março

31 de dezembro

de 2012

de 2011

Produtos acabados Matérias-primas Materiais auxiliares e componentes Material em poder de terceiros Materiais intermediários Importações em andamento Almoxarifado Outros

40.343 9.108 4.144 5.853 4.014 3.637 10.389 4.891

26.575 9.330 3.958 6.582 4.062 4.017 10.280 1.429

Provisão para perda nos estoques

(1.534)

(744)

Total

80.845

65.489

10. Impostos a recuperar

Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) Outros créditos de impostos (principalmente IPI) Total Circulante Não circulante

31 de março de 2012

31 de dezembro de 2011

11.131

12.553

2.400 1.879 2.228

2.487 1.693 2.026

17.638

18.759

(14.687)

(15.325)

2.951

3.434

Os créditos de ICMS, PIS e de COFINS, referem-se, basicamente, a créditos sobre compras de itens do ativo imobilizado (CIAP), para compensação em bases mensais em até 48 meses, conforme legislação vigente.

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Notas Explicativas

11. Outros ativos, créditos e valores A Companhia tem registrado como outros ativos, créditos e valores os seguintes saldos:

Outros ativos circulantes (i) Despesas do exercício seguinte (ii) Depósitos compulsórios e judiciais (iii) Créditos com partes relacionadas (Nota 27(a)) (iv) Ativos mantidos para venda (v)

31 de março de 2012

31 de dezembro de 2011

2.381 4.265 5.710 17.984 229

1.926 4.969 5.541 17.558 264

(i) Adiantamentos a funcionários e indenizações a receber por sinistros. (ii) Basicamente outras despesas antecipadas. (iii) Principalmente depósitos recursais de reclamações trabalhistas e judiciais vinculados a contingências previdenciárias (INSS), que são apresentados no ativo em função da indefinição quanto ao desfecho dos litígios correspondentes. (iv) Refere-se a: (a) créditos pela cessão em caráter irrevogável aos acionistas controladores, GHP Participações S.A. e H3 Participações S.A., de direitos creditórios sobre ação judicial em fase de execução movida contra as Centrais Elétricas Brasileiras S.A. - Eletrobrás, decorrentes de diferenças de correção monetária e juros dos valores o recolhidos como empréstimo compulsório sobre faturas de energia elétrica, com base na Lei n 4.152/62. A quitação dar-se-á em 4 (quatro) parcelas semestrais e sucessivas de valor original igual a R$ 3.850, com vencimento a partir de 3 de janeiro de 2013 e sujeitas a atualização monetária pela variação do CDI, apropriada no resultado em receitas financeiras; (b) empréstimos em conta-corrente para a subsidiária Santher Argentina S.A., que estão suportados por contrato de mútuo e sujeitos à atualização com base na variação da taxa LIBOR + 3% a.a. (v) Os ativos mantidos para venda referem-se a determinados itens do imobilizado, principalmente relacionados às unidades (UFH e UP), que estão destinados a leilão. A estimativa é que esses ativos sejam leiloados por valor superior ao custo contábil e, dessa forma, estão registrados pelo valor de custo.

12. Investimentos A Companhia mantém investimentos societários na empresa denominada Santher Argentina S.A. ("controlada"), sociedade de capital fechado, localizada na Argentina, que se encontra inativa e em fase de liquidação, até que se realizem seus créditos tributários. Devido à baixa materialidade dos saldos e volume de transações realizadas pela controlada nos últimos exercícios, a Companhia não vem consolidando as informações financeiras da controlada nessas demonstrações financeiras. A administração entende que a consolidação das informações financeiras da controlada não traria benefícios para essas demonstrações financeiras. Em 31 de março de 2012 e 31 de dezembro de 2011, o saldo do investimento se encontra zerado, em decorrência de riscos para possíveis passivos a descoberto. Neste 1T12, a controlada apresentou variação na sua posição patrimonial-financeira de R$11 de perda, refletida no Patrimônio Líquido base para equivalência. E de acordo com a avaliação dos consultores jurídicos da Companhia, não existem riscos de contingências ou qualquer outro aspecto que requeiram novas provisões para cobertura de responsabilidades societárias relacionadas à controlada.

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Notas Explicativas

13. Intangível O saldo é composto basicamente por softwares que são amortizados pela taxa média ponderada de 25% a.a. A amortização correspondente é registrada na conta de custos dos produtos vendidos. A composição do saldo e a movimentação entre 1o de janeiro e 31 de março de 2012 está apresentada a seguir: Saldo inicial em 1º de janeiro de 2012 Adições Transferências de imobilizações Amortizações

3.103 88 550 (482)

Saldo em 31 de março de 2012

3.259

14. Imobilizado

Composição do saldo Em 31 de março de 2012 o saldo de adiantamentos a fornecedores era de R$168 (R$198 em 31 de dezembro de 2011) e R$3.284 em imobilizações em andamento (R$731 em 31 de dezembro de 2011). O saldo do imobilizado em andamento está substancialmente representado por projetos nas unidades de Bragança Paulista e Governador Valadares relacionados à reforma de máquinas ligadas à produção, e por aquisições para a operação do novo CD em Arujá. Esses projetos estão previstos para estarem concluídos ao longo de 2012. Conforme fundamentado na Nota 2.15, a Companhia não identifica a existência de indicadores que determinados ativos poderiam estar reconhecidos contabilmente por montantes acima dos valores recuperáveis. Dessa forma, nenhuma provisão foi reconhecida, tampouco se observou necessidade de reavaliar os aspectos relacionados à impairment nessas informações financeiras intermediárias. Despesas de arrendamento no trimestre findo em 31 de março de 2012 de R$671 (R$695 em 2011), referentes a arrendamento operacional de veículos, máquinas e equipamentos, estão incluídas na demonstração do resultado. Certos itens do imobilizado estão dados em garantia de operações de empréstimos e financiamentos conforme descrito na Nota 17.

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Notas Explicativas

A movimentação dos saldos do imobilizado entre 1º de janeiro e 31 de março de 2012 está apresentada a seguir:

Terrenos

Custo total Depreciação acumulada Saldos em 31 de dezembro de 2011 Adições

Adiantamento a Edificações e Máquinas e Equipamentos Móveis e Total em fornecedores e Instalações Veículos Dispensers Benfeitorias Equipamentos de Informática Utensílios Operação imobilizações em Andamento

37.955 -

88.094 (12.356)

500.128 (155.922)

58.585 (17.181)

6.786 (4.308)

2.531 (1.561)

13.286 (3.498)

25.160 732.525 (13.443) (208.269)

37.955

75.738

344.206

41.404

2.478

970

9.788

11.717

-

3.518

2.920

23

299

0

15

1.190

Transferência para intangível Reclassificações Custo Total Depreciação acumulada

117 (1)

Baixas Custo Total Depreciação acumulada Depreciação Saldos em 31 de março de 2012

787 (2)

131 27

42 -

733.454 (208.269)

524.256

929

525.185

7.965

4.239

12.204

-

(550)

(550)

(58) 34

1.023 58

(1.081)

(58) 58

(14) 7

(483) 367

(643) 374

(85)

(728) 374

(1.560) 11.207

(15.165) 517.868

(15.165) 3.452 521.320

25.809 740.870 (14.602) (223.002)

3.452 744.322 0 (223.002)

37.955

(574) 78.798

(10.901) 336.864

(1.464) 40.121

(275) 2.544

(92) 878

(299) 9.501

Custo total Depreciação acumulada

37.955 0

91.729 (12.931)

503.689 (166.825)

58.739 (18.618)

7.127 (4.583)

2.531 (1.653)

13.291 (3.790)

Valor residual

37.955

78.798

336.864

40.121

2.544

878

9.501

11.207

2,3%

6,2%

10,0%

16,7%

14,3%

8,3%

33,3%

Taxa média de depreciação anual

929

4 -

(146)

Total

517.868

3.452 521.320

15. Fornecedores

Fornecedores nacionais Fornecedores estrangeiros Total

31 de março de 2012

31 de dezembro de 2011

150.174 3.950 154.124

152.657 4.588 157.245

O saldo de fornecedores nacionais refere-se substancialmente à compra de matéria-prima (celulose e aparas), incluem juros em linha com a variação do CDI, e tem prazos médios de pagamentos de 105 dias (102 dias em 31 de dezembro de 2011). Parte dos compromissos com fornecedores é financiado através de operações de compror, apresentados na rubrica "Empréstimos e Financiamentos" no passivo circulante, com o objetivo de alongar os prazos com fornecedores para a gestão dos recursos financeiros.

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Notas Explicativas

16. Encargos, benefícios, contas a pagar e provisões diversas A Companhia tem registrado como salários, encargos sociais, benefícios, contas a pagar e provisões os seguintes saldos: 31 de março de 2012

31 de dezembro de 2011

7.712 436 1.948 11 5.897 1.506 19.220

8.500 656 2.273 10 4.263 1.428 17.130

Fretes a pagar Verbas e ações promocionais Concessionárias (água, luz e telefone) Seguros a Pagar Outras

23 571 5.669 90 629

4.120 1.019 5.201 3.499 2.932

Total de Contas a Pagar

6.982

16.771

Provisão para Fretes (iii) Provisão para acordos contratuais (iv) Provisão para Propaganda e Marketing Outras

4.677 11.019 1.236 1.304

3.396 11.602 592 1.145

Total de Provisões

18.236

16.735

Férias FGTS INSS Previdência Privada (i) Participação em Lucros e Resultados – PLR (ii) Outros Total de salários, provisões e encargos sociais

(i)

O saldo de previdência privada refere-se à parcela da contribuição dos funcionários para o plano de contribuição PGBL (Nota 21).

(ii)

O programa de PLR é homologado pelo Sindicato e atende a legislação previdenciária. A parcela referente a 2011 será paga em Maio de 2012

(iii)

Refere-se à estimativa dos fretes devidos pela distribuição de produtos, porém ainda não faturados contra a Companhia pelos respectivos transportadores.

(iv)

Representam a estimativa dos compromissos assumidos em contrato com os clientes para apoio comercial, logístico e financeiro, liquidados em bases mensais, trimestrais e anuais.

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Notas Explicativas

17. Empréstimos, financiamentos e debêntures

(a) Taxas médias anuais dos empréstimos e financiamentos

Modalidade Moeda nacional Capital de Giro Compror Exim (Repasse BNDES) Finame (Repasse BNDES) Finem (Repasse BNDES) Leasing Vendor BB/Procer (Repasse BNDES) Moeda estrangeira ACC (juros em US$) ACC (juros em R$) Saques Negociados Finimp (Repasse do BNDES) Pré-Pagamento de exportação (juros em US$) Pré-Pagamento de exportação (juros em R$) Total Circulante Não circulante

Encargos financeiros anuais - média ponderada - % a.a.

31 de março de 2012

31 de dezembro de 2011

13,56% 12,88% 12,68% 6,11% 8,81% 13,77% 13,10% 11,25%

53.345 10.950 3.382 33.945 25.604 1.294 9.117 607

32.739 28.230 5.074 37.444 27.027 1.149 11.348 591

8,44% 11,40% 12,81% 5,17% 7,01% 12,79%

32.200 4.115 13.024 14.666 106.708

10.317 15.382 5.902 14.679 22.555 113.315

308.957

325.752

(154.693)

(153.346)

154.264

172.406

Os valores contábeis dos empréstimos e financiamentos da Companhia são mantidos nas seguintes moedas:

Reais Euros Dólares americanos Iene

31 de março de 2012 138.244 8.730 157.690 4.293

31 de dezembro de 2011 143.600 8.675 167.473 6.004

Total

308.957

325.752

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Notas Explicativas

Os vencimentos dos empréstimos e financiamentos classificados no passivo não circulante estão demonstrados como segue:

2013 2014 2015 2016 2017

31 de março de 2012 47.689 65.052 26.980 14.283 260

31 de dezembro de 2011 60.243 69.863 27.496 14.545 259

Total

154.264

172.406

Os financiamentos do BNDES, direto e por interveniência de instituições financeiras, bem como outras linhas de pré-pagamentos de exportações estão garantidos por terrenos, edifícios, máquinas e equipamentos no montante de R$166.700 em 31 de março de 2012 (R$181.077 em 31 de dezembro de 2011). Os empréstimos obtidos do Nordea Bank estão segurados pela Swedish Export Credits Guarantee Board em seu valor total. Os demais empréstimos e financiamentos que não exigem garantias reais estão somente avalizados pelos acionistas controladores. A Companhia tem parte de seus passivos financeiros vinculados a contratos com cláusulas restritivas (covenants), também aplicáveis às debêntures, pelos quais está obrigada à manutenção de limites de alguns índices financeiros, cujo descumprimento pode resultar, a critério dos respectivos credores, após notificação, no vencimento antecipado e a consequente reclassificação para o curto prazo das parcelas de longo prazo das respectivas obrigações. Os covenants financeiros são avaliados mensalmente pela administração e reportados às instituições credoras de acordo com os respectivos contratos (trimestralmente ou semestralmente), sendo os principais os seguintes: (i) (ii) (iii) (iv)

Dívida líquida/EBITDA EBITDA/despesas financeiras líquidas Dívida líquida/Patrimônio líquido EBITDA/Receita Líquida

Em virtude dos aspectos mencionados na Nota 1, em determinados contratos os índices financeiros restritivos relacionados ao endividamento e EBITDA não estão sendo cumpridos, apesar de a Companhia estar honrando pontualmente todas as suas obrigações contratuais, como os pagamentos de juros e parcelas do principal. Em 31 de março de 2012, três instituições financeiras poderiam arguir esse descumprimento e exigir o vencimento antecipado do seu crédito. Porém, concederam a Companhia carta de renúncia a esse direito (Letter for Waiver), em data anterior a 31 de março de 2012, e como consequência, nenhuma reclassificação de saldos do não circulante para o circulante foi efetuada. (b) Debêntures a

Em junho de 2010, a Companhia captou recursos por meio da distribuição pública da 5 emissão de o debêntures nos termos da Instrução CVM n 476/09 com as seguintes características:

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Notas Explicativas

Série

Debêntures

Única

Emissão

2 de junho de 2010

Montante

125.000

Foram emitidas 125 debêntures simples, não conversíveis em ações da emissora, de espécie com garantia flutuante, com valor nominal unitário de R$ 1.000 na respectiva data de emissão. As debêntures serão amortizadas em três parcelas anuais iguais e consecutivas, em 2 de junho de 2012, 2 de junho de 2013 e 2 de junho de 2014. Os juros remuneratórios das debêntures correspondem a 100% da variação do CDI acrescida de sobretaxa de 2,85% a.a. e serão pagos semestralmente a partir da data de emissão das debêntures, sempre no dia 2 dos meses de junho e de dezembro de cada ano, até a data de vencimento final das debêntures. As debêntures não estão sujeitas a resgate antecipado. Em 31 de março de 2012, os juros a pagar montam a R$5.328 (R$1.750 em 31 de dezembro de 2011), e estão registrados no passivo circulante na rubrica "Debêntures". Os recursos líquidos provenientes da distribuição pública das debêntures, após o pagamento das despesas a relacionadas à oferta, foram destinados ao resgate total das debêntures da 4 emissão por opção do emissor e ao alongamento do prazo médio de outras dívidas da Companhia. As debêntures da 4a emissão foram o emitidas em 1 de agosto de 2007, no valor total de R$100.000, por meio de distribuição pública de o colocação nos termos da Instrução CVM n 400/03, e os recursos captados com esta emissão foram aplicados no pré-pagamento de dívidas vincendas da Companhia e para reforço do seu capital de giro. Existem determinadas cláusulas restritivas (covenants), as quais o descumprimento pode ocasionar o vencimento antecipado das debêntures, sendo a seguir apresentadas os principais indicadores financeiros: (i) Dívida líquida consolidada/EBITDA (ii) EBITDA/despesas financeiras líquidas O descumprimento das cláusulas restritivas acima somente fica caracterizado quando da sua ocorrência por dois trimestres consecutivos ou três trimestres intercalados, assim entendidos pelos trimestres em que ocorrem divulgação de demonstrações financeiras. Na data-base de 31 de março de 2012, os indicadores financeiros relacionados aos índices Dívida líquida consolidada/EBITDA e EBITDA/Despesas financeiras líquidas não foram atendidos pela Companhia. No entanto, os debenturistas se reuniram em AGD em 27 de março de 2012 e concederam um novo waiver para manutenção das datas originais de vencimento dessas obrigações. Além dos covenants financeiros, a Companhia possui restrições em alguns dos contratos de empréstimos e financiamentos, bem como as debêntures, quanto a covenants não financeiros, principalmente em relação a decisões de negócios envolvendo o controle acionário, re-estruturações societárias e alienação de ativos, e inadimplência quanto a licenças de operação e outras obrigações comerciais e financeiras de valor mais relevante. Em 31 de março de 2012 e 31 de dezembro de 2011, inexiste qualquer descumprimento em relação aos covenants não financeiros.

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Notas Explicativas

18. Impostos a recolher e parcelados Os impostos a recolher correntes e parcelados são como segue: 31 de março de 2012

31 de dezembro de 2011

5.175 522 5.697

6.138 608 6.746

Impostos correntes Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) Programa de Integração Social (PIS) Outros

10.549 79 661 3.947 857 1.177

12.117 88 588 1.945 422 682

Subtotal

17.270

15.842

Total

22.967

22.588

(20.537)

(19.221)

2.430

3.367

Impostos parcelados o

Parcelamento da Lei n 11.941 (REFIS) Salário Educação Subtotal

Circulante Não Circulante

O montante do benefício fiscal sobre o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviço (ICMS), apurado nas vendas pelo Depósito localizado no Estado da Paraíba – PB, nos trimestres findos em 31 de março de 2012 R$2.137 (R$1.362 em 2011), foi registrado diretamente no resultado dos trimestres na rubrica "Outras deduções de vendas”. Programa de Recuperação Fiscal A Companhia aderiu em novembro de 2009 ao Programa de Recuperação Fiscal (REFIS), instituído pela o o Lei n 11.941/09 e pela Medida Provisória n 470/09, visando equalizar e regularizar os passivos fiscais por meio de um sistema especial de pagamento e de parcelamento de suas obrigações fiscais e previdenciárias. Posteriormente, em 30 de junho de 2011, a Companhia confirmou a adesão, reconhecendo para fins de parcelamento débitos originados principalmente de: • • •

dívidas originadas do Programa de Parcelamento Especial (PAES); autos de infração por contribuições previdenciárias devidas ao INSS; autos de infração sobre compensações de tributos federais;

A maior parte da dívida parcelada no REFIS consistia de débitos que estavam consolidados no PAES, no montante de R$6.412, e outros débitos, inclusive em juízo, julgados como de exigibilidade certa ou provável perda da ação judicial, e por conseguinte, provisionados como contingência, no montante de R$ 1.143. O total desses débitos somava em 30 de junho de 2011 em R$10.511, incluindo valor principal atualizado, juros e multa. As condições gerais desse parcelamento podem ser assim resumidas:

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Notas Explicativas

• • •

Parcelamento efetuado em 22 meses para os débitos remanescentes do PAES e 160 meses para os demais; Valor total da parcela mensal inicial de R$344 (anteriormente R$280), sujeita a atualização com base na taxa básica de juros (SELIC); Utilização para amortização do total dos débitos incluídos no REFIS de créditos tributários decorrentes de bases negativas de contribuição social no valor de R$4.627, com base na posição de dezembro de 2008;

Como consequência da adesão ao REFIS, a Companhia obriga-se ao pagamento das parcelas sem atraso superior a três meses, bem como a desistência das ações judiciais e renúncia a qualquer alegação de direito sobre a qual se funda as referidas ações, sob pena de imediata rescisão do parcelamento e, consequentemente, perda dos benefícios anteriormente mencionados. Amparada por parecer e estudo de seus consultores jurídicos, a Companhia efetuou em 31 de dezembro de 2010, a reversão de parte da provisão contabilizada no passivo para o REFIS, no montante de R$2.564. O ajuste deriva da revisão de critérios para cálculo do débito, notadamente, sobre a forma de amortização das o parcelas pagas no âmbito do PAES, tendo sido adotado na revisão os parâmetros da Lei n 11.941/09, que o divergem da sistemática de acordo com a Portaria n 06/2009 da SRFB. A Companhia com base em suas estimativas e na avaliação de seus consultores jurídicos considera que o valor da provisão está adequado para fazer frente às obrigações pelos débitos do REFIS. Devido a consolidação da SRFB ser diferente daquela que a Companhia e os seus assessores jurídicos julgam adequada, a Companhia questionará judicialmente a aplicação de dispositivos diversos pelas autoridades fiscais. 19. Provisões para demandas judiciais e administrativas A Companhia é parte envolvida em processos judiciais de origem tributária, trabalhista e cível que se encontram em instâncias diversas. As provisões para contingências, constituídas para fazer face a prováveis perdas decorrentes dos processos em curso, são efetuadas e atualizadas com base na avaliação da possibilidade de perda estimada pelos consultores jurídicos da Companhia. Os processos classificados com chances de êxito "possível" e “remota” não possuem provisão. Para as contingências julgadas como perdas definitivas onde há depósitos judiciais vinculados, os saldos das provisões são apresentados nas informações trimestrais líquidos dos valores dos respectivos depósitos. Os saldos das provisões de natureza tributária incluem também valores compensados com créditos fiscais, ainda em discussão, mas cujo benefício já foi aproveitado pela Companhia, tendo em vista as elevadas possibilidades de êxito. A composição dos saldos está apresentada a seguir:

Contingências tributárias Contingências trabalhistas Contingências cíveis e outras (-) Depósitos judiciais (processos de êxito remoto - IPI) (-) Reclassificação processo Empate Total

31 de março de 2012

31 de dezembro de 2011

14.332 6.503 7.975

13.514 6.382 7.637

(10.505) (2.382)

(10.250) (2.382)

15.923

14.901

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Notas Explicativas

A natureza das atuais provisões pode ser sumariada como segue: •

Tributárias - correspondem substancialmente a divergências de interpretação em relação às autoridades fiscais, e parte dessas contingências vem sendo discutida judicialmente, principalmente quanto à incidência de contribuições previdenciárias e tributação de IPI, cujo entendimento da Companhia a partir de 2010, com base em opinião de seus consultores jurídicos, é por provável perda e remota chances de êxito nas ações. Os processos judiciais nos quais a Companhia figurava como parte e foram avaliados pelos seus consultores legais como sendo de risco possível montam no valor aproximado de R$180.741 (R$205.007 em 31 de dezembro de 2011). Tais processos envolvem principalmente atuações de autoridades fiscais por revisões nas apurações de impostos, como IRPJ, CSSL, ICMS, PIS/COFINS, IPI, CPMF e INSS, e também, ações impetradas pela Companhia como autora questionando critérios e bases de apuração para tributos recolhidos.



Trabalhistas - consistem, principalmente, em reclamações de ex-empregados relacionadas a disputas sobre o montante de compensação pago sobre demissões, horas extras, pagamento de adicionais por transferências, entre outros, não existindo processos de valor individualmente relevante. Os processos trabalhistas nos quais a Companhia figurava como parte e foram avaliados pelos seus consultores legais como sendo de risco possível montam no valor de R$ 67.



Cíveis e outras - representam, principalmente, diversas ações pleiteando danos morais e materiais onde as probabilidades de perda de acordo com os assessores jurídicos como sendo possível montam o valor de R$405. Com base na opinião de seus consultores jurídicos e os preceitos das normas contábeis pertinentes, a Companhia mantém provisões somente para as ações classificadas como perdas prováveis, no montante de R$7.975 (R$7.637 em 31 de dezembro de 2011).

A movimentação da provisão para contingências é demonstrada a seguir: Provisão para contingências

Em 1º de janeiro de 2011 Constituição de provisão Transferência para contas a pagar Pagamentos realizados Processos baixados Atualizações (inclusive monetárias) Em 31 de dezembro de 2011 Constituição de provisão Transferência para contas a pagar Processos baixados Atualizações (inclusive monetárias) Em 31 de março de 2012

20.136

Depósitos judiciais

Líquido

(9.184)

10.952

1.675 (871) (60) (122) 4.393

(1.066)

1.675 (871) (60) (122) 3.327

25.151

(10.250)

14.901

227 (90) (14) 1.154

(255)

227 (90) (14) 899

26.428

(10.505)

15.923

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Notas Explicativas

Perdas possíveis, não provisionadas no balanço Dentre os processos com perdas possíveis não provisionados existe em andamento um processo administrativo no âmbito da Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça, decorrente da redução da metragem dos rolos de papel higiênico de 40 metros para 30 metros, que envolve também outras empresas fabricantes. A avaliação mais recente de parte dos consultores jurídicos da Companhia é que a discussão administrativa se esgotou com a decisão proferida pelo Plenário do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), durante a Sessão de Julgamentos realizada em 23 de fevereiro de 2011, que por unanimidade negou provimento ao recurso de ofício da SDE, determinado assim o seu arquivamento. Desta forma, a Companhia não corre mais riscos de imputação de qualquer espécie decorrente do referido processo. 20. Imposto de renda e contribuição social (a) Impostos diferidos Os impostos de renda diferidos ativos e passivos são apresentados nas demonstrações financeiras compensados dado o direito exequível legalmente de compensar os ativos fiscais correntes contra os passivos fiscais correntes, e considerando que os impostos de renda diferidos ativos e passivos se relacionam com os impostos de renda incidentes pela mesma autoridade tributável, que faculta a liquidação dos saldos numa base líquida. Os saldos de ativos e passivos diferidos apresentam-se como segue conforme sua origem: Diferido ativo

Diferido passivo

31 de março de 2012

31 de dezembro de 2011

31 de março de 2012

31 de dezembro de 2011

Prejuízos fiscais de imposto de renda Bases negativas de contribuição social Diferenças temporárias Provisão para contingências Provisão para verbas de trade Provisão para devedores duvidosos Outras diferenças temporárias Ajuste de avaliação patrimonial Reserva de reavaliação Depreciação incentivada

16.654 6.621

17.038 6.700

-

-

9.795 3.747 839 180 -

9.361 3.286 839 1.101 -

20.293 30.595 2.213

20.726 31.516 2.376

Total

37.836

38.325

53.101

54.618

Com base no estudo técnico das projeções de resultados tributáveis computados de acordo com a o Deliberação CVM n 599/09 e CPC 32, a Companhia estima recuperar o crédito tributável decorrente de prejuízos fiscais de imposto de renda e base negativa de contribuição social e diferenças temporárias nos seguintes exercícios:

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31 de março de 2012 2012 2013 2014 2015 2016 Total

9.773 12.189 11.313 3.369 1.192 37.836

Ao fim do 1T12 os créditos tributários registrados acima nas demonstrações financeiras possuem prazo de aproveitamento em 5 anos, bem abaixo do limite máximo de 10 anos previstos nas normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e Conselho Federal de Contabilidade (CFC). Sua realização está suportada pelos últimos resultados mensais auferidos, e do orçamento para o exercício de 2012, que sinalizam margens líquidas positivas e base de cálculo tributável de imposto de renda e contribuição social. O passivo de imposto diferido é decorrente basicamente de reavaliações do ativo imobilizado realizadas em exercícios anteriores, assim como sobre o custo atribuído do ativo imobilizado registrado na data de transição dos CPCs. A realização desses impostos diferidos está vinculada à realização por depreciação ou alienação dos correspondentes bens. A estimativa de quando esses valores serão realizados segue a vida útil do ativo imobilizado, entre três a 41 anos. (b) Reconciliação do imposto de renda e da contribuição social A reconciliação do imposto de renda e da contribuição social está demonstrada a seguir:

Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social Imposto de renda e contribuição social a alíquotas nominais (34%) Ajuste para cálculo da alíquota efetiva Adições e exclusões, líquidas - diferenças permanentes Imposto de renda e contribuição social

31 de março de 2012

31 de março de 2011

(7.010)

(15.625)

2.383

5.313

(1.356)

(320)

1.027

4.993

21. Plano de previdência privada A Companhia, em conjunto com seus empregados, patrocina um plano de previdência privada de contribuição definida na modalidade de Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL), com a finalidade de conceder benefícios complementares aos da Previdência Social para seus empregados. Para a consecução desses objetivos, a instituição previdenciária recebe contribuições mensais dos empregados, calculadas atuarialmente, com base na remuneração desses, complementado por contribuições da Companhia, desde que cumpridos requisitos previstos no regulamento do plano.

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Em 31 de março de 2012 e 31 de dezembro de 2011, por conta do não atendimento das disposições previstas no regulamento do plano, sobretudo lucro líquido auferido no exercício social, a Companhia está desonerada de qualquer obrigação de contribuição. 22. Patrimônio líquido (a) Capital social Em 31 de março de 2012 e 31 de dezembro de 2011 o capital integralizado é de R$52.658, em decorrência do aumento aprovado pela Assembléia Geral Extraordinária realizada em 30 de junho de 2011, mediante utilização da reserva para aumento de capital de R$41.369. O capital é representado por 16.918 ações ordinárias nominativas, sem valor nominal. (b) Ajustes de avaliação patrimonial e reserva de reavaliação A composição dos ajustes de avaliação patrimonial (“Outros resultados abrangentes”) é formada pelo custo atribuído do ativo imobilizado registrado no momento de transição para as novas práticas contábeis (CPCs) incluindo saldo de reserva de reavaliação sobre o ativo imobilizado efetuada em anos anteriores. Durante os trimestres findos em 31 de março a realização do custo atribuído foi de R$893 (R$741 em 2011) e a realização de ativo reavaliado nos trimestres findos em 31 de março foi de R$1.918 (R$1.889 em 2011). (c) Reservas de lucros A reserva de lucros para investimentos refere-se à parcela do lucro líquido não distribuído para os acionistas em forma de dividendos. A reserva legal é constituída anualmente na base de 5% do lucro líquido do exercício e não poderá exceder a 20% do capital social. A reserva legal tem por fim assegurar a integridade do capital social e somente poderá ser utilizada para compensar prejuízo e aumentar o capital. Tendo em vista o resultado negativo do exercício de 2011 e do período findo em 31 de março de 2012, não há base para o pagamento de dividendos, sejam intermediários, tampouco constituição de reservas de lucros. (d) Dividendos O estatuto social assegura um dividendo mínimo obrigatório correspondente a 25% do lucro líquido de cada exercício, ajustado conforme a legislação societária. A Assembléia Geral de Acionistas pode deliberar também sobre a distribuição de resultados na forma de pagamentos de juros sobre capital próprio, nos termos da legislação vigente. O saldo de dividendos a pagar registrado nas demonstrações financeiras refere-se ao valor remanescente ao que foi proposto e pago com base no resultado do exercício em 2009. (e) Lucro por ação básico e diluído O resultado por ação básico e diluído foram calculados com base no resultado dos trimestres e período de nove meses atribuível aos acionistas controladores em 2012 e 2011. Como não houve movimentação na quantidade de ações emitidas e, dessa forma, o cálculo efetuado pela Companhia não apresentou quantidades de ações dilutivas, sendo o lucro diluído por ação igual ao lucro básico por ação

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23. Demonstração da receita

Receita Bruta de vendas Mercado interno Mercado externo Impostos sobre vendas e outras deduções Incentivos fiscais Devoluções e cancelamentos Receita líquida de vendas

31 de março de 2012

31 de março de 2011

313.277 11.027 (78.002) 2.137 (9.288) 239.151

290.072 11.561 (74.003) 1.362 (8.878) 220.114

24. Informações por segmento de negócios As informações por segmento de negócios estão sendo apresentadas conforme a administração definiu a estrutura de gerenciamento operacional e com base nos relatórios utilizados pelos principais tomadores de decisão da Companhia, revisados pela Diretoria-executiva. A Diretoria-executiva efetua sua análise do negócio segmentando-o sob a perspectiva de resultado e a ótica de linhas de produto e canais de comercialização, a fim de avaliar o desempenho e alocar novos recursos de investimentos. As informações sobre os negócios somente consideram as transações e saldos diretamente atribuíveis aos segmentos, e que podem ser alocados em bases razoáveis, razão pela qual restringem-se à apuração do resultado operacional e não contemplam itens do ativo e passivo, e receitas e despesas corporativas. As informações por segmento de negócios, revisadas pela Diretoria-executiva e correspondentes aos trimestres findos em 31 de março de 2012 e 2011, são as seguintes: (a) Para o trimestre findo em 31 de março de 2012 Produtos de consumo

Linha profissional

Papéis especiais

183.354 (103.596)

21.461 (12.838)

34.336 (27.166)

239.151 (143.600)

Lucro bruto

79.758

8.623

7.170

95.551

Lucro bruto%

43,5%

40,2%

20,9%

40,0%

(63.466)

(7.391)

(1.952)

DESCRIÇÃO

Receita líquida das vendas Custo dos produtos vendidos

Receitas (despesas) operacionais Com vendas Gerais e administrativas Provisão para contingências Outras receitas (despesas) operacionais, líquidas Resultado operacional

16.292

1.232

5.218

Corporativo

Total

(14.977) (1.366) 130

(72.809) (14.977) (1.366) 130

(16.213)

6.529

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Resultado financeiro Receitas financeiras Despesas financeiras Variações monetárias e cambiais Resultado do período

16.292

1.232

5.218

3.205 (21.929) 5.185

3.205 (21.929) 5.185

(29.752)

(7.010)

1.027

1.027

(28.725)

(5.983)

Imposto de renda e contribuição social diferidos Lucro líquido (prejuízo) do período

16.292

1.232

5.218

Produtos de consumo

Linha profissional

Papéis Especiais

Receita líquida das vendas

163.426

22.049

34.639

220.114

Custo dos produtos vendidos

(105.662)

(15.560)

(29.406)

(150.628)

Lucro bruto

57.764

6.489

5.233

69.486

Lucro bruto%

35,3%

29,4%

15,1%

31,6%

(52.903)

(4.557)

(2.121)

(b) Para o trimestre findo em 31 de março de 2011

DESCRIÇÃO

Receitas (despesas) operacionais Com vendas Gerais e administrativas Provisão para contingências Outras receitas (despesas) operacionais, líquidas Resultado operacional

4.861

1.932

3.112

Resultado financeiro Receitas financeiras Despesas financeiras Variações monetárias e cambiais Resultado do período

4.861

1.932

3.112

Imposto de renda e contribuição social diferidos Lucro líquido (prejuízo) do período

4.861

1.932

3.112

Corporativo

Total

(13.404) (137) 1.386

(59.581) (13.404) (137) 1.386

(12.155)

(2.250)

3.814 (17.914) 725

3.814 (17.914) 725

(25.530)

(15.625)

4.993

4.993

(20.537)

(10.632)

25. Resultado Financeiro

Receitas financeiras Aplicações financeiras Juros sobre créditos a receber Ganho com derivativos (basicamente swap de câmbio) Atualização de créditos com partes relacionadas Ajuste a Valor Presente (AVP) Outras

31 de março de 2012

31 de março de 2011

491 157 1.716 425 217 199

1.055 132 1.851 407 200 169

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Total Despesas financeiras Juros e despesas com empréstimos, financiamentos e debêntures Juros com operações de vendor e compror Juros com aquisição de insumos (basicamente celulose) Despesas bancárias com cobranças e IOF Juros com operações de cessão Perda com derivativos (basicamente hedge celulose) Outras Total Variações cambiais Empréstimos e financiamentos Outros ativos e passivos - líquidos

Resultado financeiro líquido

3.205

3.814

(11.942) (902) (3.606) (702) (912) (2.833) (1.032) (21.929)

(8.950) (2.096) (5.301) (401) (28) (6) (1.132) (17.914)

5.232 (47)

843 (118)

5.185

725

(13.539)

(13.375)

26. Custos e despesas por natureza A Companhia apresentou a demonstração do resultado utilizando uma classificação dos custos e despesas baseada nas suas funções. As informações sobre a natureza dessas despesas reconhecidas na demonstração do resultado para os trimestres findos em 31 de março de 2012 e 2011 são apresentadas a seguir: (a) Para o trimestre findo em 31 de março de 2012 Custo dos produtos vendidos

Matérias-primas consumidas Despesas de logística Despesas com pessoal Custos variáveis de produção Gastos com Trade / Comissões Outros insumos aplicados na produção Depreciações e amortizações Serviços de terceiros / consultorias Encargos da folha de pagamento Gastos com Merchandising / Bonificações Manutenção de máquinas e equipamentos Propaganda e marketing Provisão para Devedores Duvidosos

Provisão para Perdas com Estoques Honorários da administração

Com Vendas

Gerais e Administrativas Total

(71.607) (15.613) (25.982) (2.646) (13.535) (2.856) (4.203) (5.007) -

(38.950) (4.237) (15.919) (1.661) (702) (1.267) (5.371) (2.047) (151)

(2.733) (451) (2.739) (826) -

(71.607) (38.950) (22.583) (25.982) (15.919) (2.646) (15.647) (6.297) (6.296) (5.371) (5.007) (2.047) (151)

-

(791) -

(4.225)

(791) (4.225)

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Alugueis Viagens, estadias e reembolsos diversos Despesas com seguros Leasing operacional Manutenção e reparos Outras despesas

(526) (239) (126) (365) (895)

(5) (646) (455) (21) (586)

(1.196) (188) (1.329) (89) (11) (1.190)

(1.727) (1.073) (1.329) (670) (397) (2.671)

(143.600)

(72.809)

(14.977)

(231.386)

(b) Para o trimestre findo em 31 de março de 2011 Custo dos produtos vendidos

Matérias-primas consumidas Despesas de logística Despesas com pessoal Custos variáveis de produção Gastos com Trade / Comissões Outros insumos aplicados na produção Depreciações e amortizações Serviços de terceiros / consultorias Encargos da folha de pagamento Gastos com Merchandising / Bonificações Manutenção de máquinas e equipamentos Propaganda e marketing Provisão para Devedores Duvidosos Honorários da administração Alugueis Viagens, estadias e reembolsos diversos Despesas com seguros Leasing operacional Manutenção e reparos Outras despesas

Com Vendas

Gerais e Administrativas Total

(74.682) (13.925) (21.331) (9.982) (14.308) (5.434) (3.969) (4.126) (1.016) (430) (114) (403) (908)

(27.377) (3.992) (14.838) (67) (1.374) (1.233) (5.320) (4.169) 139 (14) (614) (491) (6) (225)

(2.478) (352) (1.750) (780) (4.297) (1.113) (231) (1.114) (89) (35) (1.165)

(74.682) (27.377) (20.395) (21.341) (14.838) (9.972) (14.727) (8.558) (5.982) (5.320) (4.126) (4.169) 139 (4.297) (2.143) (1.275) (1.114) (694) (444) (2.298)

(150.628)

(59.581)

(13.404)

(223.613)

27. Transações com partes relacionadas Os principais saldos de ativos, passivos e resultado envolvendo partes relacionadas e a remuneração de profissionais-chave da administração estão apresentados a seguir:

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(a) Saldos e transações com partes relacionadas

Ativo não circulante Créditos com partes relacionadas GHP Participações S.A.(i) H3 Participações S.A.(i) Santher Argentina S.A (ii) Total Passivo circulante Contas (aluguéis) a pagar (iii)

Demonstração do resultado Despesas gerais e administrativas (iii) Receitas financeiras (i) e (ii)

31 de março de 2012

31 de dezembro de 2011

8.805 8.805 374

8.593 8.593 372

17.984

17.558

390

390

31 de março de 2012

31 de março de 2011

(1.134) 427

(1.082) 408

(707)

(674)

(i) Vide comentários e Nota 10(iv). (ii) Corresponde à empréstimos de mútuo para cobertura de despesas gerais da controlada que se encontra inativa e em fase de liquidação (Vide comentários Nota 12). O saldo dos recursos repassados são atualizados com base na taxa LIBOR + 3% a.a. (iii)

Refere-se à locação dos imóveis localizados na cidade de São Paulo - SP, utilizados como escritório central da administração no bairro de Pinheiros, junto à RMH Participações Ltda. e PMH Participações Ltda., por prazo indeterminado, correção anual pelo IGP-M/FGV e valor total mensal de R$67, e a Unidade Fabril localizada no bairro da Penha, junto a HPE Projetos Imobiliários SPE Ltda., com correção anual pelo IGP-M/FGV e valor mensal de R$299 (contratado a partir do 4T10).

(b) Remuneração de pessoal-chave de administração O pessoal-chave da administração inclui os conselheiros e diretores. A remuneração total incluindo encargos sociais e bônus (Diretoria) paga nos trimestres findos em 31 de março de 2012 e 2011 está demonstrada a seguir:

Conselho de AdministraçãoVencimentos e encargos Presidência e Diretoria ExecutivaSalários com encargos Gratificações e benefícios Total

31 de março de 2012

31 de março de 2011

3.262

3.216

963

1.026 56

4.225

4.297

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28. Instrumentos financeiros (a) Identificação e valorização dos instrumentos financeiros A Companhia opera com diversos instrumentos financeiros, todos registrados em contas patrimoniais, com destaque para aplicações financeiras, duplicatas a receber de clientes, contas a pagar a fornecedores, empréstimos, financiamentos e debêntures. Adicionalmente, a Companhia também opera com instrumentos financeiros derivativos, basicamente, operações de swap e hedge e opções de compra e venda de valores mobiliários, para atenuar os efeitos econômicos das variações nos saldos de ativos financeiros e no preço da celulose, seu principal insumo no processo produtivo. Não houve no trimestre findo em 31 de março de 2012 alterações na gestão destes instrumentos, características ou fatores de risco com câmbio, taxas de juros, crédito, liquidez, derivativos ou de negócio relacionados a estes instrumentos, descritos na Nota 30 das demonstrações financeiras anuais de 31 de dezembro de 2011. (b) Exposição cambial líquida Em 31 de março de 2012, a Companhia possuía ativos denominados em moeda estrangeira no montante de R$9.254 (R$9.854 em 31 de dezembro de 2011), não havendo instrumentos para proteção dessa posição. Em 31 de março de 2012, a Companhia apresentava o montante de R$170.713 em moeda estrangeira na rubrica "Empréstimos e financiamentos" (R$182.152 em 31 de dezembro de 2011), e R$3.950 na rubrica "Fornecedores" (R$4.588 em 31 de dezembro de 2011). Esses passivos geraram até 31 de março de 2012 receitas financeiras líquidas decorrentes de variação cambial no valor de R$5.185 (receitas financeiras líquidas de R$725 em 31 de março de 2011). A exposição cambial líquida da Companhia em 31 de março de 2012 é como segue:

Ativo

Passivo

Exposição cambial

Clientes

Fornecedores

Empréstimos e financiamentos

Exposição cambial líquida

Reais Dólar norteamericano

9.254

(2.869)

(157.690)

(151.305)

4.918

(1.515)

(86.543)

(83.140)

Reais Euro

-

(1.081) (557)

(8.730) (3.593)

(9.811) (4.150)

Reais Iene

-

-

(4.293) (194.166)

(4.293) (194.166)

(c) Derivativos Os instrumentos derivativos contratados pela Companhia não são utilizados com o objetivo principal de gerar ganhos financeiros, não possuem alavancagem e têm o propósito de proteger suas operações contra os riscos de flutuação de moeda e câmbio, inclusive quanto ao preço da celulose, seu principal insumo. Embora o objetivo seja de proteção, a Companhia não aplica a contabilidade de hedge (hedge acounting).

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Notas Explicativas

Em 31 de março de 2012 e 2011, as operações contratadas estão registradas pelo valor justo e geraram no trimestre findo em 31 de março de 2012 uma perda líquida no montante de R$1.117 (ganho de R$1.845 no trimestre findo de 31 de março de 2011), registrados em resultado financeiro líquido, com destaque à operação de hedge para flutuação do preço da celulose, cuja perda inclusa no valor acima montou a R$1.634. As operações de hedge para a celulose foram contratadas inicialmente em 06 de dezembro de 2010, com prazo de 12 meses e efeitos a partir de 01 de janeiro de 2011 (já liquidada), e outras duas contratadas em 05 de maio de 2011 com prazo de 12 meses e efeitos a partir de 01 de janeiro de 2012. Ambas representam uma proteção para variações no preço deste insumo entre 8% a 9% do total projetado para ser adquirido em 2012. As operações de 2012 possuem strike de US$845,00 e US$ 818,00, e baseiam-se na cotação da commodity na Foex US$/Ton. Como o volume consumido de celulose não é totalmente protegido por meio de derivativos, aumento e/ou redução nos seus preços não serão integralmente compensados pelos ajustes dos derivativos. (c) Análise de sensibilidade Apresentamos, a seguir, quadro demonstrativo de análise de sensibilidade sobre empréstimos e financiamentos e instrumentos financeiros em 31 de março de 2012, que demonstra os riscos que podem gerar prejuízos significativos para a Companhia, com cenário mais provável (cenário I) segundo avaliação efetuada pela Administração, considerando um horizonte de três meses, quando deverão ser divulgadas as próximas informações financeiras contendo tal análise. Adicionalmente, dois outros cenários são demonstrados, nos termos determinados pela CVM, por meio da Instrução no 475/08, a fim de apresentar 25% e 50% de deterioração na variável de risco considerada, respectivamente (cenários II e III). 1. Empréstimos e financiamentos

Risco

Operação

Descrição

Taxa do euro Taxa do dólar

Empréstimo Empréstimo

Variação do euro Variação do dólar

Taxa do iene

Empréstimo

Variação do iene

Cenário I

Cenário II

Cenário III

309 7.988

2.543 48.173

4.776 88.357

280

1.418

2.557

O cenário I foi calculado com base em informações atuais de mercado sobre expectativa de taxa futura de fechamento do euro e do dólar no final do primeiro trimestre, para os contratos de empréstimos e financiamentos vigentes. Dessa forma, os índices utilizados para cálculo de cenário I foram R$ 2,5171 = € 1; R$ 1,9174 = US$1; e R$ 0,0236 = ¥ 1. 2. Instrumentos financeiros derivativos

OPERAÇÕES DE DERIVATIVOS

Análise de Sensibilidade Moeda de Conversão

Valor Original

Taxa I variação de 0%

Taxa II Cenário I variação de Cenário II -25%

Taxa II variação de +50%

Cenário III

Swap - Exim

US$

964

1,8223

14,9

1,367

19,1

2,733

Swap - Exim

US$

964

1,8223

3,1

1,367

4,0

2,73

6,5 1,2

Swap - PPE

US$

65.219

1,8223

2,2

1,367

26,4

2,73

(46,2)

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Notas Explicativas

3. Preço da celulose Um aumento/diminuição hipotéticos de 10% no preço da celulose medida na Foex sobre as cotações atuais levaria a um aumento/diminuição de aproximadamente US$1.355 mil (equivalente a R$2.468 mil em 31 de março de 2012), no valor justo dos derivativos, afetando diretamente os resultados financeiros da Companhia, onde é reconhecido o ganho ou perda. O efeito das operações com instrumentos financeiros derivativos é compensado por diminuição/aumento dos custos com a aquisição de celulose, e são reconhecidos mensalmente através da liquidação efetiva (caixa) dos ajustes de margem, apropriados no custo dos produtos vendidos. No período até 31 de março de 2012, a operação de hedge para a celulose implicou em perdas efetivas de R$994 (ganhos de R$300 no trimestre findo de 31 de março de 2011), decorrentes da liquidação de ajustes de margem, reconhecidas no custo dos produtos vendidos. Os efeitos líquidos da redução do custo com celulose, em contrapartida das perdas com as operações de instrumentos financeiros derivativos, para o ano de 2012, para cada cenário, são apresentados a seguir:

Risco

Instrumento/Operação

Variação da cotação Foex Variação da cotação Foex

Hedge de celulose Hedge de celulose

Cenário I variação de 0%

Cenário II variação de -25%

(105) (39)

(290) (131)

Cenário III variação de +50% 265 146

29. Cobertura de seguros A Companhia possui um programa de gerenciamento de riscos com o objetivo de delimitar os riscos, proporcionando um tratamento único e uniforme, buscando no mercado, coberturas compatíveis com seu porte e suas operações. As coberturas foram contratadas pelos montantes a seguir indicados, considerados suficientes pela administração para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade, os riscos envolvidos em suas operações e a orientação de seus consultores de seguros. Em 31 de março de 2012, a Companhia possuía as seguintes principais apólices de seguro contratadas com terceiros:

Ramo Incêndio de bens do imobilizado Avarias nos estoques Lucros cessantes Responsabilidade civil D&O

Importância segurada 958.263 112.400 120.000 30.000 13.020

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Notas Explicativas

O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

A DIRETORIA

MÁRCIO SILVA SANTOS CONTADOR – CRC 1SP224881/O-7

*

*

*

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Pareceres e Declarações / Relatório da Revisão Especial - Sem Ressalva

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RELATÓRIO SOBRE A REVISÃO DE INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS

Aos Administradores e Conselho de Administração da Santher - Fábrica de Papel Santa Therezinha S.A. São Paulo - SP Introdução Revisamos as informações contábeis intermediárias da Santher - Fábrica de Papel Santa Therezinha S.A. (“Companhia”), contidas no Formulário de Informações Trimestrais – ITR referente ao trimestre findo em 31 de março de 2012, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de março de 2012 e as respectivas demonstrações do resultado e do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o período de três meses findo naquela data, incluindo as notas explicativas. A administração é responsável pela elaboração das informações contábeis intermediárias de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 21 – Demonstração Intermediária, assim como pela apresentação dessas informações de forma condizente com as normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários, aplicáveis à elaboração das Informações Trimestrais - ITR. Nossa responsabilidade é a de expressar uma conclusão sobre essas informações contábeis intermediárias com base em nossa revisão. Alcance da revisão Conduzimos nossa revisão de acordo com as normas brasileiras e internacionais de revisão de informações intermediárias NBC TR 2410 - Revisão de Informações Intermediárias Executada pelo Auditor da Entidade e ISRE 2410 - Review of Interim Financial Information Performed by the Independent Auditor of the Entity, respectivamente. Uma revisão de informações intermediárias consiste na realização de indagações, principalmente às pessoas responsáveis pelos assuntos financeiros e contábeis e na aplicação de procedimentos analíticos e de outros procedimentos de revisão. O alcance de uma revisão é significativamente menor do que o de uma auditoria conduzida de acordo com as normas de auditoria e, consequentemente, não nos permitiu obter segurança de que tomamos conhecimento de todos os assuntos significativos que poderiam ser identificados em uma auditoria. Portanto, não expressamos uma opinião de auditoria. Conclusão sobre as informações intermediárias Com base em nossa revisão, não temos conhecimento de nenhum fato que nos leve a acreditar que as informações contábeis intermediárias incluídas nas informações trimestrais acima referidas não foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, de acordo com o CPC 21 aplicável à elaboração de Informações Trimestrais - ITR, e apresentadas de forma condizente com as normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários.

Outros assuntos Informações intermediárias do valor adicionado Revisamos, também, as demonstrações do valor adicionado (DVA), referentes ao período de três meses findo em 31 de março de 2012, preparadas sob a responsabilidade da administração da Companhia, cuja apresentação nas informações intermediárias é requerida de acordo com as normas expedidas pela CVM - Comissão de Valores Mobiliários aplicáveis à elaboração de Informações Trimestrais – ITR. Essas demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de revisão descritos anteriormente e, com base em nossa revisão, não temos conhecimento de nenhum fato que nos leve a acreditar que não foram elaboradas, em todos os seus aspectos relevantes, de acordo as informações contábeis intermediárias tomadas em conjunto. Valores correspondentes Os valores correspondentes ao balanço patrimonial findo em 31 de dezembro de 2011 e as demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido, do fluxo de caixa e do valor adicionado, relativos ao período de três meses findo em 31 de março de 2011, apresentados para fins de comparação, foram anteriormente auditados e revisados, respectivamente, por outros auditores independentes que emitiram relatórios datados de 30 de março de 2012 e 30 de maio de 2011, que contiveram modificações referentes ao não cumprimento de cláusulas restritivas de empréstimos e debêntures em 2010, e por conseguinte a reclassificação, entre passivo circulante e não circulante, dessas obrigações nas demonstrações financeiras.

São Paulo, 10 de maio de 2012. ERNST & YOUNG TERCO Auditores Independentes S.S. CRC 2SP015199/O-6

Marcos Roberto Evangelista Contador CRC 1SP-218.803/O-5

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