ESTADO DA ARTE DOS ESTADOS DA ARTE DA PESQUISA EM ENSINO DE FÍSICA STATE OF THE ART OF THE SATES OF THE ART IN PHYSICS EDUCATION RESEARCH

January 19, 2021 | Author: Matilde Mafalda da Costa Rios | Category: N/A
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1 ESTADO DA ARTE DOS ESTADOS DA ARTE DA PESQUISA EM ENSINO DE FÍSICA STATE OF THE ART OF THE SATES OF THE ART IN ...

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ESTADO DA ARTE DOS ESTADOS DA ARTE DA PESQUISA EM ENSINO DE FÍSICA STATE OF THE ART OF THE SATES OF THE ART IN PHYSICS EDUCATION RESEARCH Sonia Salem1 Maria Regina D. Kawamura2 1

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Instituto de Física-Universidade de São Paulo, [email protected] Instituto de Física-Universidade de São Paulo, [email protected]

Resumo Um expressivo número de estudos na linha de “estado da arte” sobre a Pesquisa em Ensino de Ciências e, particularmente em Ensino de Física, reflexo do crescimento da própria área, surge como uma importante linha de investigação, trazendo a necessidade de melhor demarcar e compreender suas diferentes contribuições. Nessa perspectiva, foi feito um levantamento analítico de trabalhos dessa natureza na área de Ensino de Ciências, com um particular recorte para o Ensino de Física. A partir desse panorama, foi selecionada uma amostra de dez dos cinqüenta trabalhos identificados nessa linha, para os quais foram analisados aspectos considerados relevantes. Entre unidades e diversidades que tais estudos apresentam, identificou-se tendências quanto às suas perspectivas, natureza, objetos de análise, metodologias e resultados. Ressalta-se como importante conclusão dessa pesquisa, a existência de diferentes olhares na reconstrução da área, a necessidade de que tais investigações sejam aprofundadas e que se invista no diálogo entre elas. Palavras-chave: PESQUISA EM ENSINO DE FÍSICA; ESTADO DA ARTE INTRODUÇÃO Nos últimos anos, a área de Pesquisa em Ensino de Ciências vem crescendo de forma expressiva, o que pode ser comprovado pela ampliação de sua produção, seja em número de trabalhos publicados, seja em novos periódicos ou na expansão de seus próprios programas de pós-graduação. Do ponto de vista institucional, o reconhecimento pela CAPES dessas pesquisas como constituindo uma área específica de conhecimento, reforça e ratifica esse movimento. Acompanhando esse expressivo crescimento, vêm sendo intensificadas, também, as preocupações com investigações e reflexões sobre a identidade dessa área, sua história e evolução, características e tendências. Nesse sentido, vários trabalhos vêm buscando mapear o estado da arte do campo. De certa forma, trabalhos dessa natureza estiveram sempre presentes ao longo de todo o desenvolvimento da área. No entanto, passam agora a ocupar a atenção de um número maior de pesquisadores e com um caráter mais diversificado e abrangente. Não é difícil perceber a pertinência dessas preocupações, especialmente a partir da diversidade de rumos, objetos e metodologias que passaram a ser adotadas nas pesquisas em Ensino de Ciências. Constituindo-se em um já expressivo e numeroso grupo de trabalhos, passam, eles mesmos, quase a demarcar uma linha de investigação específica. Na medida em que, nessas várias pesquisas, vêm sendo adotadas múltiplas abordagens e metodologias, além de diferentes recortes para o mapeamento da área, torna-se relevante uma análise dos muitos estados da arte, buscando delinear e compreender suas diferentes contribuições, além das diversas compreensões sobre o que seja descrever uma área interdisciplinar de pesquisa (como a de ensino de ciências). Sobre esse tipo de investigação, Cachapuz destaca:

“A primeira orientação é de índole epistemológica e diz respeito à necessidade de desenvolver estudos de sistematização da pesquisa já desenvolvida. No fundo, corresponde a melhor precisar o estado da arte. Trata-se de levar a cabo os estudos transversais de índole meta-analítica que permitam responder, ainda que tentativamente, a questões como: Quais as perspectivas de pesquisa que são dominantes (acadêmica...)? quais os estudos teóricos de referência? Quais as linhas de pesquisa dominantes? Tais estudos são raros...” (CACHAPUZ, 2003) Nesse sentido, o objetivo do presente trabalho é realizar uma investigação analítica sobre esses vários trabalhos, buscando construir o que denominamos de estado da arte dos estados da arte da área de Pesquisa em Ensino de Ciências, com especial atenção à área de Pesquisa em Ensino de Física. Assim, nos interessa identificar: o que esses trabalhos apresentam em comum? Em que aspectos suas contribuições se diferenciam? Qual a natureza de suas perspectivas de análise? Esperamos, com isso, contribuir para uma compreensão mais abrangente do desenvolvimento da área, além de estimular um diálogo e intercâmbio mais expressivo nessa nossa busca de identidade. Pesquisas sobre “estado da arte”, em diferentes campos, em geral, tratam de sistematizar o conhecimento acumulado, de forma atualizada, ou seja, de apresentar um retrato atualizado da área: “Definidas como de caráter bibliográfico, elas parecem trazer em comum o desafio de mapear e de discutir uma certa produção acadêmica em diferentes campos do conhecimento, tentando responder que aspectos e dimensões vêm sendo destacados e privilegiados em diferentes épocas e lugares, de que formas e em que condições têm sido produzidas certas dissertações de mestrado, teses de doutorado, publicações em periódicos e comunicações em anais de congressos e de seminários.” (FERREIRA, 2002). Trabalhos na área de pesquisa em Ensino de Física no Brasil, com esse caráter (como, por exemplo, MOREIRA, 2000, NARDI, 2005 ou DELIZOICOV, 2004), apresentam características e abordagens diversificadas entre si, resultando em contribuições complementares. Paralelamente, estudos semelhantes vêm sendo desenvolvidos nos países europeus (por exemplo: GIL-PEREZ, 1996, CACHAPUZ, 2004, TSAI, 2005 e BENNETT, 2005), com igual preocupação, embora fazendo referência a contextos diferentes. Em trabalho recente, as intenções desse tipo de pesquisa são apresentadas como tendo por objetivo “uma melhor caracterização da área e sugerir pontos de reflexão que permitam uma maior e melhor compreensão da natureza do conhecimento que a Pesquisa em Ensino de Ciências produz, ao mesmo tempo, que pode contribuir para impulsionar reorientações e prioridades a serem adotadas pela mesma” (CACHAPUZ et al., 2008). ESTRATÉGIA DE INVESTIGAÇÃO Tendo em vista o objetivo desse trabalho, foi realizada, inicialmente, uma ampla pesquisa nas diversas publicações da área de pesquisa em ensino de ciências, buscando identificar os trabalhos relevantes ao tema. Essa pesquisa compreendeu o período de quase vinte anos, entre 1990 e 2008, e incluiu trabalhos em diferentes formatos, como artigos publicados em revistas, comunicações em eventos, dissertações, teses, capítulos em livros, etc. Foram identificados como sendo pertencentes ao grupo de interesse um total de 158 trabalhos que, de alguma forma, contemplam a perspectiva de analisar a pesquisa em ensino de ciências, ainda que só mais recentemente alguns trabalhos venham se apresentando com a intenção explícita de realizar o estado da arte da área. Dentre esse conjunto amplo, como veremos, foram identificados 50 trabalhos, ou seja, quase um terço do total, com interesse específico na área de pesquisa em Ensino de Física. A análise foi desenvolvida em duas etapas. Em uma primeira etapa, procedeu-se à construção de um panorama geral desses trabalhos, a partir da identificação e categorização de autores, instituições, tipo de produção, período analisado, recorte adotado, etc. Uma sistematização desses indicadores permite situar a abrangência da questão e, ao mesmo tempo, impõe a necessidade da delimitação e construção de uma amostra mais restrita, visando o aprofundamento da análise.

Assim, em uma segunda etapa, a amostra analisada passou a incluir apenas dez trabalhos, mais recentes, onde se procurou investigar a natureza e contribuição dos mesmos, a partir de categorias que definem a estrutura dos trabalhos, tais como objetivos, objeto, metodologias e resultados. Em ambos os casos, procedeu-se à leitura dos artigos na íntegra, utilizando a análise de conteúdos (BARDIN, 2008) com o inventário e classificação de indicadores pré-definidos e reformulados ao longo do processo, quando necessário. Na segunda etapa, foram utilizados como unidades de análise, os elementos que estruturam as pesquisas da área, procedendo-se, por fim, à construção de categorias de síntese. Os resultados de cada uma dessas etapas são apresentados a seguir, separadamente. As discussões utilizaram como referência os próprios trabalhos da área e seus referenciais, uma vez que buscamos sistematizá-los. PANORAMA GERAL DO ESTADO DA ARTE O levantamento realizado com o conjunto de trabalhos identificados como “estado da arte” na área de Ensino de Ciências resultou em um total de 158 títulos, que abarcam o período de 1990 a 2008. Na Tabela a seguir apresenta-se a distribuição desse conjunto com relação à área de conhecimento focalizada. Área de Conhecimento Ensino de Ciências (geral) Ensino de Física Educação Ambiental Ensino de Biologia Ensino de Química Ensino de Matemática TOTAL

No. 68 50 14 10 9 7 158

% 43% 32% 9% 6% 6% 4% 100%

No que se refere às áreas de Ensino de Biologia, Química, Educação Ambiental e Matemática, o levantamento pode ser parcial, já que, não sendo o nosso foco de interesse, não teve uma busca exaustiva. Detivemo-nos com mais atenção às áreas de Ensino de Ciências enquanto um todo (abordagens gerais) e, em especial para esse trabalho, à área de Ensino de Física. Para esse primeiro recorte, contendo um total de 50 títulos, fizemos uma classificação de diferentes aspectos, quer quanto à própria produção (dados bibliográficos do trabalho), quer quanto à produção analisada (dados sobre o estado da arte analisado), alguns dos quais aqui destacados. Quanto à própria produção: Nesse conjunto de 50 trabalhos, há autores que se repetem em distintos títulos, assim como há títulos com mais de um autor. O número total de autorias, ou seja, de conjuntos de autores que não se repetem é de 37. No que se refere ao ano de produção, verificou-se que a grande maioria dos trabalhos (74%) foi produzida após 2000. Apenas nos últimos quatro anos, de 2005 a 2008, concentram-se 42% deles. Período 1990-1994 1995-1999 2000-2004 2005-2008 TOTAL

No. 9 4 16 21 50

% 18% 8% 32% 42% 100%

Esse resultado é importante, pois mostra que os estudos de estado da arte vêm se intensificando, acompanhando o crescimento da própria produção na área. Esse momento – início da década 2000 –

é também significativo por demarcar cerca de 30 anos de institucionalização da Pesquisa em Ensino de Física (I SNEF e criação dos primeiros dois Programas de Pós-Graduação na área de Ensino de Física, na USP e UFRGS), o que veio propiciar investigações e reflexões dessa natureza. Quanto ao tipo de produção, os trabalhos foram classificados nos três formatos em que foram apresentados ou publicados: participações em eventos, artigos de periódicos, dissertações e teses. Tipo de Produção Participação em Evento Artigo de Periódico Dissertação ou Tese TOTAL

No. 36 11 3 50

% 72% 22% 6% 100%

Verifica-se grande predominância de trabalhos apresentados em eventos, 72%, sendo 60% comunicações e 12% participações em conferências e mesas-redondas. De certo modo, isso pode refletir a própria produção na área que, por meio de seus três principais eventos bianuais (SNEF, EPEF e ENPEC), com expressivo e crescente número de trabalhos, além da deve concentrar grande parte da produção acadêmica. Quanto à produção analisada: Um dos recortes dos trabalhos de estado da arte é temporal, ou seja, remete-se à análise da produção em um dado período. Para essa classificação, agrupamos esses estudos segundo a década contemplada. Como há trabalhos que abarcam distintas décadas, o total não resulta em 100%, mas, considerando-se as sobreposições, a classificação permite identificar, incidências maiores ou menores em um ou outro período. Década 1960 1970 1980 1990 2000

No. 5 46 46 34 20

A Tabela mostra que o período focalizado pelos trabalhos de estado da arte concentra-se, sobretudo, nas décadas de 1980 e 1990. Verificamos também que, entre esses, há um número significativo de trabalhos analisando de modo delimitado o período 1972-1995, que corresponde ao abarcado pelos dois Catálogos Analíticos que vem sendo citados como referências de informação nesses estudos. (CEDOC e IFUSP). Um segundo recorte nesses estudos remete-se à escolha do tipo de apresentação/publicação dos trabalhos analisados, nas mesmas categorias em que eles próprios são classificados: eventos, artigos de periódicos, dissertações e teses. Nesse caso, há também combinações de dois ou mais desses tipos (por exemplo, periódicos e eventos), que classificamos como “diversos”. Alguns não focalizam um tipo específico de trabalho, mas tratam da área de um modo geral, e foram classificados como “gerais”. Tipo de produção No. % Geral 10 20% Trabalho em Evento 10 20% Dissertações e teses 9 18% Artigo de Periódico 9 18% Diversos 8 16% Não Identificada 4 8% TOTAL 50 100,%

Observa-se nesses dados uma distribuição relativamente uniforme entre aqueles que tratam da área de um modo geral, sem distinguir o tipo de produção (gerais) e os que analisam dissertações e teses, trabalhos em eventos e artigos de periódico, principais referências de trabalhos acadêmicos. Isso parece bastante positivo, já que os resultados desses estudos podem refletir a produção da área de um modo equilibrado. Alguns dos trabalhos, ao fazer o “estado da arte”, tratam da área de um modo geral, (gerais) enquanto outros fazem recortes temáticos, geralmente revisões bibliográficas sobre um dado tema ou objeto de interesse da pesquisa. Nesse conjunto, 60 % dos trabalhos são gerais, analisando a área como um todo. Os demais 40% são dispersos, não havendo um foco predominante. Destaca-se apenas o tema “Física Moderna e Contemporânea no Ensino Médio” focalizado por 5 dos 20 trabalhos que fazem um recorte temático (25%). Esse conjunto de dados, que resulta em um panorama abrangente dos estudos de “estado da arte” da área de Pesquisa em Ensino de Física, mostra que entre os trabalhos dessa natureza predominam os mais recentes (após 2000); apresentados em eventos e focalizando área de um modo geral. CARACTERÍSTICAS E TENDÊNCIAS RECENTES Visando compreender melhor o que esses trabalhos têm em comum, do que vêm tratando, com que objetivos e por meio de quais metodologias, abordagens e perspectivas, selecionamos uma amostra de 10 deles (20%), contemplando nessa seleção os resultados do panorama obtido na análise do conjunto. Assim, foram critérios usados na escolha da amostra, os estudos: (i) mais recentes (produzidos após 2000); (ii) cuja produção analisada tratou preferencialmente da área como um todo (os mais gerais); (iii) contemplando autores que têm realizado mais sistematicamente esse tipo de investigação; e (iv) identificados, numa primeira análise, como tendo abordagens diferenciadas. Compõem a amostra: NARDI, 2005; SOUZA FILHO et al, 2005; BORTOLETTO et al, 2007; MOREIRA, 2003; REZENDE et al, 2005; QUEIROZ E SILVA, 2008; BARROS, 2002; MEGID, 2000; DELIZOICOV, 2004; SALEM e KAWAMURA, 2008. Para uma caracterização de perfis e tendências desses trabalhos, analisamos os seguintes aspectos: (i) objetivos e motivações; (ii) o objeto de estudo, ou seja, como “a arte” é definida; (iii) natureza e do estado da arte (iv) principais resultados e conclusões. A intenção dessa análise não é contabilizar os trabalhos classificados em cada uma das categorias ou tipologias, mas reconhecer e sistematizar dimensões e elementos que nem sempre vêm sendo explicitados nesse tipo de pesquisa e que podem contribuir para seu aprofundamento. Para a análise de cada um desses aspectos, foram feitas leituras dos trabalhos completos, sem categorias criadas a prióri, ou seja, agrupamentos ou categorias-síntese foram obtidos a posterióri a partir dos “dados brutos”, os quais, nesse caso, estão mediados por análise de conteúdo e, portanto, interpretativa. Dos Objetivos Na análise dos objetivos dos trabalhos dessa amostra, em alguns casos explícitos, em outros implícitos, pudemos identificar quatro categorias-síntese, às quais denominamos MEMÓRIA; IDENTIDADE; PERSPECTIVA; DISSEMINAÇÃO. Não se trata de categorias excludentes, tampouco exclusivas de um ou outro trabalho. Ou seja, há aspectos comuns entre elas e há trabalhos que apresentam mais de um desses objetivos identificados. Na categoria denominada MEMÓRIA predomina como objetivo do trabalho a recuperação da memória ou dos caminhos traçados pela área, o resgate da sua história, de suas origens aos dias atuais.

“Entendendo que os fatores que contribuíram para a constituição dessa área ainda não parecem estar esclarecidos nos registros até então existentes, Nardi e Almeida (2003, 2004), estabeleceram projeto de pesquisa que visa “contribuir para a preservação da memória da Educação em Ciências no país”. Existe uma área de Educação em Ciências no país? Quem poderia responder a esta questão? A que se deve o início da pesquisa em Ensino de Ciências no Brasil? Que fatores foram determinantes para a constituição dessa área? Quais são suas características?” (NARDI, 2005) Objetivos classificados na categoria IDENTIDADE são os que têm como perspectiva, a caracterização, a compreensão, o reconhecimento, a identificação de tendências temáticas, metodológicas ou epistemológicas da área. Visam traçar um perfil, apresentar um panorama da área ou de elementos constituintes da mesma. “...Descrever e analisar algumas características e tendências do conjunto de teses e dissertações em Ensino de Física, comparando ao mesmo tempo dados dessa produção com o conjunto de pesquisas nacionais no campo da educação científica”.(MEGID, 2000). Na categoria PERSPECTIVA, foram classificados objetivos que se identificam mais claramente à busca de tendências futuras, caminhos, desafios, limites ou perspectivas da área, em alguns casos, apresentando propostas nesse sentido. “Propostas são apresentadas com a finalidade de se efetivar uma maior aproximação dos problemas investigados pelo campo com aqueles enfrentados pelo ensino de ciências nas escolas brasileiras.” (DELIZOICOV, 2004) Identificados na categoria DISSEMINAÇÃO estão os objetivos que apontam promover o intercâmbio entre os diversos estudos dessa natureza (de estado da arte); de compartilhar e comparar resultados ou de criar canais de diálogo e troca de informações e reflexões. “ ...divulgar aos educadores e pesquisadores da área de ensino de Física as tendências das temáticas presentes em publicações desta área em algumas revistas nacionais e internacionais e nas atas de eventos.” (SOUZA FILHO et al, 2005) De um modo geral, há um consenso no que se refere à importância desse tipo de estudo visando esses diferentes objetivos. Contudo, parece haver um objetivo comum, nem sempre explícito, de demarcar a área, afirmando sua existência e identidade enquanto campo de pesquisa ou de conhecimento. Do Objeto / Arte Em uma primeira leitura dos trabalhos, depoimentos e falas dos protagonistas da área de Pesquisa em Ensino de Ciências ou de Física, mostram um entendimento comum, implícito, do que sejam essas áreas. Todos sabemos, não é necessário definir, explicitar. Contudo, acreditamos que há concepções diversas e que a “arte” (a área) não é algo neutro e com compreensão única. Isso nos levou a escolher como elemento a ser analisado, o que os autores desses trabalhos estão, implícita ou explicitamente, concebendo como “a área”, ou seja, o que seria a “arte” nesses estudos de estado da arte. Num primeiro momento, verificamos que há uma demarcação nas denominações para essas áreas, que se mesclam e confundem, mas podem ser lidas com distintos significados, quais sejam: ENSINO DE CIÊNCIAS (FÍSICA) e PESQUISA EM ENSINO DE CIÊNCIAS (FÍSICA) sendo que a primeira abarcaria a segunda. No primeiro caso, a área de ensino vai além da pesquisa, inclui elementos como: comunidade, publicações, eventos, programas de pós-graduação, projetos, cursos de formação continuada, reconhecimento ou credenciamento por órgãos de fomento à pesquisa, ações, práticas e políticas. E ao remetê-la ou batizá-la, estaria se referindo ao conjunto de todos esses elementos. “A produção acadêmica sobre o ensino e a aprendizagem de Física no Brasil hoje é bastante visível e deve-se à existência de um número razoável de pesquisadores que se congregam em diversos grupos de pesquisa atuantes no país e que são responsáveis pela organização e edição de revistas, pela criação e manutenção de eventos, projetos e cursos de formação continuada, pela implantação de dezenas de cursos de pós-graduação lato sensu e pelo conseqüente credenciamento junto aos órgãos normatizadores, principalmente a partir do final da década de 90, de diversos

programas de pós-graduação em Educação em Ciências em nível stricto sensu existentes no país.” (NARDI, 2005) No âmbito da Pesquisa em Ensino, acadêmico, procura-se também demarcar, definir ou reconhecer uma área ou campo, com diferentes denominações e significados, tais como campo de conhecimento, segundo definição de Bourdieu (BORTOLETTO, 2007), campo de produção de conhecimento (MOREIRA, 2003), campo de pesquisa (MEGID, 2005), campo científico de estudo e investigação, coletivo de pensamento, segundo Fleck (DELIZOICOV, 2004) entre outros. Alguns autores (poucos) também fazem a diferenciação “Pesquisa x Não Pesquisa”, como é o caso de Moreira ao explicitar sua visão sobre as diferenças entre Pesquisa e Desenvolvimento. “... pesquisa em educação em ciências é produção de conhecimento nesse campo, mas, por exemplo, o desenvolvimento instrucional, a produção de equipamento de laboratório, de “softwares” educativos ou de textos e outros materiais didáticos, não está necessariamente contribuindo para o avanço do conhecimento em educação em ciências, conseqüentemente, não é pesquisa, embora possa ser muito importante para o ensino e a aprendizagem de ciências. Não é uma questão de mérito, mas sim de significado. Pesquisa e desenvolvimento podem andar juntas (e/ou devem andar juntas) mas significam coisas distintas.” (MOREIRA, 2003) Do ponto de vista epistemológico em diversos trabalhos a natureza interdisciplinar da área é tida como característica importante de sua constituição e estrutura de conhecimento. Nessa dimensão, alguns autores focalizam com mais atenção o modo a área se compõe e evolui no entrelaçamento de diferentes campos de conhecimento (MOREIRA, 2003; DELIZOICOV, 2004 e BARROS, 2002). Da Natureza e Abordagens Em boa parte dos estudos, são feitos levantamentos e classificações de trabalhos em eventos, de dissertações e teses e de artigos de periódicos da área. E, mais raramente, entrevistas, depoimentos e questionários com pesquisadores. Uma análise mais cuidadosa nos mostrou algumas abordagens ou perspectivas adotadas no modo de realizar e analisar tais levantamentos, ou seja, de compor o estado da arte. Identificamos aqui três categorias que demarcam essas tendências. De uma maneira geral, são visões complementares, utilizando diferentes recortes e marcos de referência. A primeira dessas tendências, que poderíamos reconhecer com uma perspectiva predominantemente histórica-social, é identificada em estudos que buscam recuperar a memória da área a partir de registros diversos, enfatizando aspectos históricos ou sócio-culturais da área: suas origens e evolução, constituição de sua comunidade, programas de pesquisa, eventos, publicações, projetos etc.. A segunda, de natureza teórico-metodológica ou conceitual, pode ser reconhecida nas investigações sobre a pesquisa na área, com foco em seu domínio epistemológico ou metodológico: referenciais teóricos adotados (educacionais, filosóficos, epistemológicos); metodologias de pesquisa ou ênfases conceituais. E, finalmente, uma terceira tendência é a dos estudos de natureza temática, que investigam os objetos de interesse da pesquisa na área, com foco em suas áreas temáticas. Parte dos estudos nessa linha analisa a produção na área como um todo, identificando e classificando trabalhos segundo focos ou áreas temáticas, outra parte elege um dado recorte temático, para o qual apresenta e analisa revisões bibliográficas ou estudos similares. Tais tendências podem ser vistas como olhares diferentes para a área de PEC e mostram que na busca pela compreensão ou demarcação da área, há formas de reconstruí-la ou descrevê-la com perspectivas e concepções distintas, assim como se dá na própria escolha de linhas de pesquisa, metodologias, temáticas e referenciais teóricos adotados. Das Metodologias Com respeito às metodologias de pesquisa na área, Moreira define tendências metodológicas na Investigação em Didática da Física em três principais categorias: enfoque quantitativo, científico, realista e objetivo; enfoque qualitativo, interpretativo, etnográfico, idealista e subjetivo e

complementaridade, triangulação metodológica identificando uma progressão, ao longo do tempo, do primeiro ao terceiro enfoque (MOREIRA, 1993). Tomando essas demarcações, podemos identificar nesses trabalhos, um predomínio do enfoque da “complementaridade”, onde há uma combinação das duas primeiras perspectivas: quantitativa e qualitativa (dados quantitativos interpretados por análise qualitativa). Uma parcela não desprezível identifica sua metodologia de pesquisa na linha de análise de conteúdo, tendo Bardin como referencial (BARDIN, 2008) As fontes dos dados e informações, em geral são catálogos analíticos (CEDOC, IFUSP, ANPED, CAPES), atas de eventos e periódicos da área. No entanto, nem sempre se faz referência sobre a utilização de resumos ou de trabalhos completos, sendo mais frequente o primeiro caso. Um dos trabalhos (BORTOLETTO, 2007) sinaliza limitações dessa metodologia, uma vez que nem sempre é possível identificar aspectos relevantes e informativos do trabalho por meio dos resumos. Nas definições e classificações em categorias, predominam as categorias temáticas e por nível de ensino. Categorias Temáticas Um número expressivo de trabalhos de estado da arte procura classificar e analisar as tendências ou focos temáticos da produção na área. Tem sido comum, e é o caso de trabalhos dessa amostra, o uso das Áreas Temáticas (ATs) utilizadas nos eventos para submissão de trabalhos, como categorias de análise. Isso traz enormes limitações: uma primeira é que algumas dessas ATs são muito abrangentes (como é o caso de ENSINO E APRENDIZAGEM) enquadrando-se nelas um enorme número de trabalhos com conteúdos muito distintos. Enquanto outras (como POLÍTICAS PÚBLICAS E ENSINO) são muito específicas e agrupam um número reduzidíssimo de trabalhos. Como resultado, a discriminação dos focos de interesse ou linhas de pesquisa, ao serem contabilizados os trabalhos em cada categoria, torna-se fragilizada. Em segundo lugar, há um problema de ordem temporal ou histórica, pois à medida que a área evolui e se diversifica, há temáticas que aparecem e se fortalecem e outras que desaparecem ou se enfraquecem, tornando difícil a comparação e análise dessa evolução, quando se utiliza para períodos distintos categorias que foram criadas em dado momento. Somam-se a esses, os problemas de classificação nessas áreas. Algumas vezes os trabalhos são classificados segundo o critério do próprio evento que, via de regra, tem como princípio usar a indicação do autor ao submeter o trabalho, tratando-se, pois de critério subjetivo e parcial. Outras vezes, são usadas as ATs de um evento para classificar trabalhos de outro evento, ou mesmo para classificar estudos de outra natureza, como teses ou artigos de periódicos, sem se levar em conta as especificidades de cada evento ou tipo de produção. Finalmente, e esta é uma das mais graves limitações, é que nem sempre são explicitadas quer as definições do que sejam as categorias usadas, quer os critérios de classificação. É importante apontar, nessa metodologia, a não neutralidade dessas escolhas. A opção por dada estrutura classificatória tem por trás uma concepção da área, e raríssimas vezes isso é problematizado. Categorias por Nível de Ensino Outro tipo de classificação frequente refere-se ao grau de ensino abordado nesses trabalhos: fundamental, médio ou superior. Também nesse caso, percebemos o uso de critérios distintos para essa categorização. Alguns usam o critério de “público-alvo” do estudo, outros, do nível de ensino focalizado, o que não necessariamente coincide, implicando resultados distintos. E, ainda quando o critério é semelhante, existem interpretações variadas nos critérios de classificação. Outras Categorias Além dessas, há outras categorias ou análises menos comuns, mas presentes em alguns trabalhos, como é o caso de classificações segundo referenciais teóricos adotados (QUEIROZ E

SILVA), natureza teórica ou experimental (QUEIROZ E SILVA), enfoques e objetivos-fim (BARROS) e metodologias (MOREIRA, 2003). Dos Resultados e Conclusões Geralmente, os resultados, quando apresentados nesses estudos, são relativos aos levantamentos, às distribuições, mapeamentos e classificações (evoluções do número de trabalhos ao longo do ano; mapeamentos e distribuições temáticos, por grau de ensino etc.). Dadas as limitações acima apontadas nas definições de categorias e critérios de classificação, esses resultados, ainda que em muitos trabalhos pareçam convergir, poderiam ser melhor comparados e aprofundados. De um modo geral, as conclusões desses trabalhos convergem para pontos comuns, especialmente no que se refere a: (i) crescimento da área, em relação ao número de publicações, de trabalhos em eventos, dissertações e teses, comunidade, instituições, programas de pós-graduação, projetos. Essa parece ser a consideração mais destacada, presente na totalidade dos trabalhos. (ii) diversidade ou pluralidade da produção, em relação a temáticas, referenciais, práticas etc. (iii) essas duas constatações, em geral levam à conclusão de que a área existe enquanto tal, que tem uma história, identidade própria, produção fértil e constitui um campo particular de conhecimento e de pesquisa. (iv) há necessidade de investir, alargar e aprofundar esse tipo de estudo: memória da área, resgate de sua história e evolução, revisões bibliográficas, identificação de tendências e perspectivas. (v) a troca de informações e reflexões por meio de catálogos, bancos de dados, redes nacionais e outras formas de disseminação da pesquisa deve ser estimulada. Também são apontados limites, problemas e desafios e, nesse caso, são comuns: (i) há fragilidades e limites dados pela própria natureza da área, geralmente associados à sua natureza interdisciplinar, que dificulta muitas vezes a sua demarcação. (ii) os resultados da pesquisa têm contribuído de forma incipiente e limitada ao saber escolar, não chegando de modo efetivo aos professores e às salas de aula. (iii) grande parte dos problemas reside na formação de professores, que não vem incorporando resultados da pesquisa, o que implicaria incentivar a “pesquisa-ação”, a maior participação dos professores na pesquisa ou ampliar a interação pesquisa-escola. Isoladamente, outros aspectos são apontados como problemas ou desafios (não constituem consenso): (i) a necessidade de maior rigor nas pesquisas, em particular na adoção de marcos teóricos e metodológicos claros, sem importação acrítica. (ii) o enfraquecimento ou menor presença do conteúdo científico nas pesquisas, em favor de outras dimensões (história, epistemologia, psicologia, sociologia, filosofia, pedagogia etc.). (iii) ausência de registros escritos por pesquisadores que vem atuando na área sobre suas visões, vivências e avaliações.

CONSIDERAÇÕES GERAIS A investigação permite concluir que os estudos na linha de Estado da Arte referentes à Pesquisa em Ensino de Física apresentam pontos em comum, mas também diversidades. Quanto aos pontos em comum, destaca-se a constatação do crescimento da área, seja quantitativo, seja qualitativo. Ela vem se expandindo e se diversificando. Tem uma história, uma produção acadêmica significativa, uma comunidade definida, focos de interesse comuns. Tem identidade. Há inegavelmente um entendimento comum de que a Pesquisa em Ensino de Física no Brasil, em suas várias décadas de existência, atingiu um grau de maturidade e pode ser vista como uma área consolidada.

“A realidade é que a Pesquisa em Ensino de Física, ora desenvolvida no Brasil possui metas próprias e se encontra atualmente num estágio de desenvolvimento sistemático, com um grau de integração direto e indireto em relação ao sistema de ensino, sendo este provavelmente um dos seus objetivos fim de maior relevância e prioridade.” (BARROS, 2002). Mas, ainda que não explicitamente, é possível perceber nesses estudos uma busca por um reconhecimento e demarcação da área, uma delimitação de quem somos, a que viemos, como chegamos aqui, para onde vamos. Isso é bastante significativo e compreensível, uma vez que se por um lado a Pesquisa em Ensino de Ciências, diferentemente de outros campos de saber, tem história relativamente recente, por outro lado, ao longo de quatro décadas essa evolução tem trazido novas e diversificadas linhas de pesquisa, agregado novos campos de conhecimento e marcos teóricos, novas instituições formadoras de pesquisadores, intercâmbios internacionais. Constitui uma área interdisciplinar, envolvendo uma pluralidade de temas e metodologias, tornando bastante difícil essa demarcação: o que nos une e nos diferencia de outras áreas, notadamente na Pesquisa em Educação ou na Pesquisa em Ciência, em suma, o que nos identifica. “Embora essa diversidade ou pluralidade de imaginários possa ser uma rica característica da área de ensino de Física (e de Ciências), uma possível interpretação é que a área atingiu um expressivo nível de consolidação, mas, a exemplo de outras áreas que são integradas às Ciências Humanas, abriga uma pluralidade de concepções e metodologias, relacionada à diversidade da formação dos pesquisadores (o lugar de onde falam – origem acadêmica, localização geográfica, ideologia, valores etc), conforme o referencial assumido nessa pesquisa, a Análise de Discurso. Essa dispersão de pontos de vista se explica também pelo fato de que as questões que interessam à área são multifacetadas, parecendo altamente improvável que a pesquisa acadêmica possa sustentar-se a partir de uma abordagem única, excludente das demais.” (NARDI, 2005) Mesmo no âmbito da própria Pesquisa em Ensino de Ciências (PEC), começam a se delinear intersecções e combinações entre as várias áreas específicas de conhecimento aqui abarcadas – Biologia, Física, Química, Educação Ambiental, Geociências, entre outras, tornando-se também muitas vezes difícil diferenciá-las, demarcá-las. Nessa particular pesquisa, por exemplo, há trabalhos que, mesmo com recortes para o Ensino de Física, remetem-se à PEC de um modo mais abrangente. Desse modo, essa busca por “demarcação de território” pode ser atribuída à própria natureza da área que se pretende mapear, identificar e se fazer reconhecida. Por outro lado, qualquer área de conhecimento, em sua evolução, envolve um processo de complexificação, em que cada vez mais novos conteúdos, enfoques, dinâmicas de pesquisa e demandas vão se estabelecendo e se transformando, tornando cada vez mais difícil a identificação de seus limites. Ao mesmo tempo em que alarga suas fronteiras, que se expande, também se diversifica e se ramifica. Por essa razão, mapeamentos, revisões bibliográficas, relatos históricos ou estudos similares de uma área de conhecimento com essas características, não devem resultar em um perfil ou “fotografia” únicos. Mesmo havendo objetivos e resultados comuns, é importante perceber que os mapas e reconstruções são qualitativamente diferentes. Não apenas há diferentes compreensões dessa evolução, como dos meios, métodos e perspectivas para sua reconstrução histórica, epistemológica, conceitual, metodológica. Do ponto de vista metodológico desses estudos, destaca-se a necessidade de se explicitar os critérios na seleção de categorias de classificação, particularmente dos focos temáticos da área. Os problemas advindos da ausência ou limitação nessas definições acabam por gerar distorções nos dados e resultados, além de dificultar comparações e intercâmbios entre os resultados de diferentes estudos, comprometendo também o registro e acompanhamento da história e evolução dessas categorias. De onde vieram? Como vêm mudando? Que concepções da área elas presumem? Finalmente, reforçamos a necessidade de se investir e aprofundar nessa linha de investigação, explicitando-se objetivos, métodos, resultados e conclusões e nos somamos aos demais autores que vem sinalizando a importância do intercâmbio de informações e reflexões sobre os avanços, limites e possibilidades da área, de modo a possibilitar quer maior nitidez a esses diferentes “retratos”, quer maior profundidade nas suas “radiografias”.

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