A Representação Social das Competências Essenciais aos CIOs sob a Perspectiva dos Profissionais de TI. Resumo
December 9, 2016 | Author: Gonçalo Oliveira Lobo | Category: N/A
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A Representação Social das Competências Essenciais aos CIOs sob a Perspectiva dos Profissionais de TI Autoria: José Carlos Correia, Luiz Antonio Joia
Resumo O papel da Tecnologia da Informação (TI) nas organizações tem se tornado extremamente relevante, assim como o papel desempenhado por seus profisssionais. Assim, este estudo objetiva investigar a percepção dos profissionais de TI acerca das competências essenciais aos CIOs (Chief Information Officers) para desempenho de suas funções. Essa percepção é obtida via Teoria das Representações Sociais, operacionalizada por meio da técnica de evocação de palavras. Após análise dos dados, o estudo compara as competências essenciais ao CIO, obtidas segundo a ótica dos profissionais de TI, com aquelas percebidas pelos próprios CIOs, como apresentado na literatura científica atual.
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INTRODUÇÃO
A Tecnologia da Informação (TI) é cada vez mais relevante para a execução dos negócios e criação de valor nas empresas. A informação - e a TI por consequência - são componentes importantes em produtos, serviços e processos organizacionais (Rodrigues, Maccari & Simões, 2009; Melville, Kraemer, & Gurbaxani, 2004). Assim, a implantação e utilização de sistemas e tecnologias da informação têm crescido de maneira exponencial, a ponto de se tornarem bens pouco diferenciados, tão ubíquos quanto o trabalho em si (Fasanghari & Roudsari, 2008; Laurindo, 2008). Apesar da comoditização da tecnologia da informação, as empresas e seus dirigentes têm, cada vez mais, se sensibilizado quanto à dependência de seus negócios em relação à TI (Sacilotti, 2011). Assim, a TI tem deixado de ser considerada uma despesa, tornando-se, em alguns casos, a solução para os problemas do negócio (Oliveira & Maçada, 2012). Permanecem, entretanto, muitos desafios à utilização da TI. A dependência das organizações em relação à TI acaba pressionando os seus administradores a demonstrar, de forma clara e contínua, o seu valor para o negócio (Rech, 2012). Nesse contexto, a gestão adequada dos recursos humanos de TI tornou-se um fator-chave de competitividade para diversas empresas, tanto sob o ponto de vista da sustentação do negócio, como da criação de novos negócios e de inovações decorrentes do uso adequado da TI (Bassellier & Benbasat, 2004; Schambach & Blanton, 2002). Dessa forma, o papel do Chief Information Officer (CIO), principal responsável pela gestão dos recursos de TI das organizações, tornou-se extremamente relevante para as empresas. Nota-se entretanto que este profissional, cujas funções são cada vez mais complexas, percebe que nem sempre suas habilidades são suficientes para enfrentar um dia-a-dia em que as transformações constantes são o centro de suas preocupações (Carter, Grover, & Bennett, 2011; Chen & Wu, 2011; Peppard, Edwards, & Lambert, 2011). Assim, este trabalho visa investigar as competências essenciais ao CIO, segundo a ótica dos profissionais de TI, de modo a compará-las com as competências essenciais ao CIO, percebidas pelos próprios CIOs, conforme disponível na literatura científica. De modo a entender a percepção que os profissionais de TI têm sobre as competências essenciais ao CIO, adotou-se para este estudo a Teoria das Representações Sociais (TRS), formulada originalmente por Serge Moscovici (Moscovici, 1961, 2003) e operacionalizada por meio da técnica de evocação de palavras (Sá, 2002 e Abric, 2003). Este trabalho, portanto, procura responder à seguinte pergunta de pesquisa: Quais as competências essenciais ao CIO, segundo a ótica dos profissionais de Tecnologia da Informação? Este artigo está estruturado da seguinte forma: após esta introdução, apresenta-se o referencial teórico adotado na pesquisa, o qual aborda o papel do CIO, modelos de competências críticas ao Chief Information Officer e a Teoria das Representações Sociais. A seguir, os procedimentos metológicos adotados são apresentados para, então, na seção seguinte, proceder-se à análise dos dados e à apresentação dos resultados obtidos. Na última seção, são discutidos os resultados encontrados, apresentadas algumas implicações associadas a essa temática de pesquisa e tornadas claras as limitações deste trabalho.
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REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 Chief Information Officer (CIO) A economia mundial está em um momento de mudança de rumo. A globalização e a comoditização da economia estão remodelando radicalmente o panorama dos negócios. O papel da tecnologia da informação como fator de ruptura e fonte de vantagem competitiva posiciona o CIO no centro dessas mudanças, demandando um profissional com capacidade de implementar a tecnologia como um diferencial na estratégia das organizações (Carter et al., 2011). Em vista disso, o papel do CIO tem mudado de forma significativa nos últimos anos, como reflexo, sobretudo, do fato de as organizações estarem cada vez mais dependentes do próprio desempenho da TI (Nolan & McFarlan, 2005). De forma sucinta, o CIO é o responsável pela governança de TI, pela sua implementação e desempenho (Weill & Ross, 2004). Seu papel foi criado por duas necessidades organizacionais: i) concentrar em um único executivo a gestão das necessidades informacionais da organização, aumentando-lhe a responsabilidade; ii) eliminar a distância entre a estratégia de TI e a estratégia da organização (Grembergen, 2004). Entretanto, a dualidade entre um perfil eminentemente técnico e outro basicamente de negócios dificulta a definição das competências essenciais que um executivo de TI deve possuir para desempenhar suas funções de forma adequada no mercado (Carter et al., 2011). Isto porque, o CIO que for muito focado em tecnologia pode ter problema de aceitação por parte dos demais profissionais que trabalham para alcançar os objetivos de negócio. Por outro lado, o CIO que for muito focado em negócios pode ter problema para resolver assuntos técnicos associados à criação e execução dos planos de TI. Portanto, há necessidade de um balanceamento entre estas duas competências: conhecimento técnico e estratégico (Luciano, Becker, & Testa, 2012; Hodgson & Lane, 2010; Cota, 2002). A TI é vista hoje como um recurso estratégico para a obtenção de vantagem competitiva (Chun & Mooney, 2009). Assim, o CIO que souber expandir seus conhecimentos e habilidades para entender melhor os processos de negócio e as necessidades de informação de sua organização, certamente irá conquistar, além de bons resultados advindos do uso da TI, excelentes perspectivas para o seu futuro profissional (Carter et al., 2011). Pode-se, portanto, argumentar que um dos maiores desafios associados ao uso efetivo dos recursos de TI está na identificação e desenvolvimento das competências essenciais ao CIO, de modo a que ele desenvolva suas funções adequadamente e em consonância com as expectativas da sua organização. 2.2 Modelos de Competências do CIO Como já dito, o gerenciamento das competências é fator determinante para o sucesso do CIO e da própria TI (Abraham, Beath, Bullen, Gallagher, Goles, Kaiser, & Simon, 2006). Assim, diversos modelos disponíveis na literatura buscam representar as competências essenciais a esse profissional. Baseado nesse fato, este trabalho utilizou o modelo proposto por Vreuls (2009) e Vreuls e Joia (2010, 2011, 2012) para viabilizar a comparação dos resultados obtidos nesta pesquisa com a literatura acadêmica existente. Tal foi feito porque esse modelo faz uma triangulação de 56 competências essenciais ao CIO apresentadas em seis modelos da literatura, a saber: Modelo de Earl (1996); Modelo de Periasamy e Seow (1998); Modelo de Ravarini, Moro, 3
Tagliavini, e Guimarães (2001); Modelo de Tagliavini, Moro, Ravarini, e Guimarães (2004); Modelo de Kitzis e Broadbent (2005); Modelo de Lane e Koronios (2007). Dessa triangulação e consolidação dos modelos supra-citados, surge um meta-modelo aplicável à realidade do CIO brasileiro, composto por sete competências críticas ao CIO e validado junto a um grupo de executivos de TI brasileiros (Vreuls, 2009 e Vreuls e Joia, 2010, 2011, 2012). O meta-modelo é apresentado na Figura 1 e cada competência é descrita a seguir.
1. Visão de Negócios 2. Suporte ao Negócio 3. Capacidade de Influenciar a Organização 4. Capacidade Técnica
Competências Críticas do CI O
5. Networking Externo 6. Manter a Operação de TI 7. Visão de TI/ Inovação
Figura 1 – Meta-Modelo de Competências Críticas ao CIO Fonte: Vreuls (2009) e Vreuls e Joia (2010, 2011, 2012) i. ii. iii.
iv.
Visão de Negócios: competência relacionada ao alinhamento TI-Negócio, evidenciando a necessidade que o CIO tem de perceber o ambiente em que está inserido; Suporte ao Negócio: competência relacionada à capacidade do CIO em compreender a organização em que trabalha, de forma a adaptar a área de TI às necessidades da empresa; Capacidade de Influenciar a Organização: competência gerencial que permite ao CIO concentrar recursos em torno de uma atividade por meio do seu poder de influência e de comunicação, motivando a organização a trabalhar em prol dos objetivos definidos para a área de TI; Capacidade Técnica: competência que habilita o CIO a avaliar se as funcionalidades de uma dada tecnologia possuem potencial para criar vantagens para o negócio. Esta capacidade também o habilita a implementar as soluções tecnológicas dentro da organização; 4
v. vi. vii.
Networking Externo: competência relacionada à habilidade do CIO em manter relacionamentos externos à organização, com vistas a obter legitimação das ações/projetos de TI; Manter a Operação de TI: competência relacionada à habilidade do CIO em manter a TI da organização funcionando de forma adequada às necessidades do negócio; Visão de TI/Inovação: competência relacionada ao poder de inovação do CIO, ou seja, à capacidade de vislumbrar como a TI pode auxiliar a empresa a alcançar suas metas.
A partir da revisão da literatura sobre o CIO e suas competências essenciais, torna-se necessário compreender como serão comparadas as competências apontadas pela Academia com as competências advindas da percepção dos profissionais alvo deste estudo. Assim, a próxima seção apresenta a Teoria das Representações Sociais, ferramenta escolhida para coletar as percepções dos profissionais de TI acerca das competências necessárias aos CIOs. 2.3 Teoria das Representações Sociais - TRS A Teoria das Representações Sociais (TRS) foi proposta por Serge Moscovici no final dos anos 1950, sendo difundida a partir da publicação, em 1961, de seu estudo La Psychanalyse: son image et son public (Moscovici, 1961), marcando o estabelecimento de uma percepção inovadora a respeito da integração entre fenômenos perceptivos individuais, coletivos e sociais. As pessoas têm a necessidade de se ajustar e de se manter informadas sobre o mundo à sua volta e, por isso, criam as representações. No entanto, elas não são apenas construções individuais. Assim, a teoria das representações sociais compreende o social, bem como a capacidade transformadora de sujeitos sociais. As representações sociais expressam o senso comum, contribuindo para construção e interpretação do cotidiano, sendo evidenciadas tanto via interações estabelecidas com o meio, quanto via interações entre indivíduos, quando expõem sua opinião sobre determinado fenômeno relevante ao grupo a que pertencem. Além disso, as representações sociais são parte da realidade, ou seja, funcionam coletivamente, por meio de interações e comportamentos. Assim, as representações sociais são fenômenos complexos que dizem respeito ao processo pelo qual o sentido de um dado objeto é estruturado pelo sujeito no contexto de suas relações, em um processo dinâmico de compreensão e transformação da realidade. Embora não determinem inteiramente as decisões tomadas pelos indivíduos, elas limitam e orientam o universo de possibilidades colocadas à sua disposição (Cramer, Brito, & Cappelle, 2001). Segundo Moscovici (2003), a Teoria das Representações Sociais, dentre as teorias da psicologia social, viabiliza uma maior variedade e riqueza na descrição e explicação de fenômenos específicos. A percepção da realidade manifesta na representação encontra-se, em geral, fundamentada no indivíduo que a possui, servindo de parâmetro para a forma pela qual ele vai se relacionar com o objeto de sua representação. Essa característica reforça, portanto, a validade do estudo de representações sociais quando se deseja entender a forma pela qual a sociedade, ou grupos especificos, se relacionam com determinados fenômenos sociais, como é o caso do estudo dos atributos do CIO. Em 1976, Jean-Claude Abric propôs a Teoria do Núcleo Central em complemento à TRS. Uma representação social, como definida pela Teoria do Núcleo Central, é um conjunto organizado e estruturado de informações, crenças, opiniões e atitudes, composto por dois subsistemas: núcleo central e sistema periférico. 5
Assim, toda representação social está organizada em torno de um núcleo central que determina seus aspectos fundamentais, seu significado e sua organização interna (Sá, 2002). Tal núcleo central é composto por elementos de extrema importância na estrutura de uma representação social. Sua ausência a desestruturaria, ou lhe daria um novo significado (Sá, 2002). É diretamente ligado à representação social e marcado fortemente pela memória coletiva do grupo social, sendo coletivamente partilhado, estável, coerente e resistente a mudanças (Abric apud Sá, 2002). Para Sá (2002), o sistema periférico é a interface entre o sistema central e a realidade concreta. O sistema periférico tem a função de concretizar e reafirmar o núcleo central, é aberto a modificações, é flexível e sofre influências significativas do contexto imediato em que a representação social está inserida (Sá, 2002). Vergès (1994) estruturou a representação social por meio de um quadrado composto de quatro quadrantes que representam simultâneamente os conceitos de núcleo central e sistema periférico (ver Figura 2). Esses quadrantes, segundo Vergès (1994), podem ser usados para análise das expressões evocadas associadas à representação social em análise, combinando-se a frequência de citação com a ordem de evocação das expressões associadas com o conceito que se quer representar socialmente. O núcleo central está localizado no quadrante superior esquerdo, enquanto o sistema periférico localiza-se no quadrante inferior direito, como será visto na próxima seção (ver Figura 2). Os quadrantes superior direito e inferior esquerdo são descartados por terem apenas uma tênue e superficial ligação com o núcleo central (Vergara, 2005; Vergara & Ferreira, 2005). Assim, o interesse central desta pesquisa está no conhecimento do núcleo central da representação social estudada, assim como nas conclusões que podem ser formuladas a partir da comparação das competências do CIO obtidas a partir do uso da TRS com aquelas associadas aos modelos teóricos de competências do CIO já desenvolvidos pela Academia. 3
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
A amostra desta pesquisa foi constituída por 243 profissionais com experiência e formação na área de tecnologia da informação. Essa opção baseia-se no fato de que um dos interesses fundamentais da pesquisa é compreender como as competências essenciais aos CIOs atuantes no mercado brasileiro são percebidas pelos profissionais da área, e não pelos próprios CIOs. Os profissionais pertencentes à amostra da pesquisa foram escolhidos pelo critério de acessibilidade. Associado a esse critério, os pesquisadores utilizaram o método snowball (Biernacki & Walford, 1981), isto é, entraram em contato com pessoas de sua confiança, as quais contactaram terceiros de forma a que respondessem o questionário da pesquisa. A amostra não se restringiu a nenhum estado específico nem tampouco a uma única empresa. Para o levantamento dos possíveis elementos que compõem o núcleo central da representação social estudada, foi utilizada a técnica denominada evocação de palavras. Por meio dessa técnica, os sujeitos da pesquisa mencionam, oralmente ou por escrito, um determinado número de palavras, que lhes vêm à mente, a partir da apresentação de uma expressão indutora associada à representação social que se pretende obter (Vergara, 2005; Vergara & Ferreira, 2005). Inicialmente foi enviado aos profissionais de TI, por meio de um e-mail contendo um link na Web, um questionário dividido em duas partes. A primeira parte contemplava o teste de 6
evocação de palavras e a segunda parte, de forma complementar, era composta de perguntas objetivas acerca do respondente. Antes de qualquer solicitação, foi desenvolvida uma página de instruções na Web onde foi explicado todo o funcionamento do teste de evocação de palavras, de forma a minimizar qualquer tipo de dúvida no seu preenchimento. Foi explicado, também, que o questionário preenchido não teria qualquer identificação do seu respondente, visando aumentar o nível de segurança e espontaneidade nas respostas dadas. Assim, no estudo em questão, foi solicitado aos sujeitos da pesquisa que escrevessem cinco palavras que lhes viessem à mente, quando mencionada a expressão indutora “competências essenciais ao CIO (Chief Information Officer)”. As palavras escritas pelos respondentes foram por eles numeradas, de um a cinco, na ordem exata em que foram escritas e, em seguida, atribuiu-se a elas uma ordem de importância, criando-se assim uma hierarquização das palavras escritas no teste de evocação de palavras. Dessa forma, foi possível a utilização do método de tratamento de dados proposto por Pierre Vergès, que combina a frequência de evocação das palavras com a ordem em que estas são evocadas, no intuito de se efetuar o levantamento dos elementos do núcleo central e do sistema periférico (Sá, 2002). Para tanto, os seguintes passos foram obedecidos (Abric, 2003): categorização de palavras/expressões; cálculo da frequência das categorias; cálculo da ordem média de evocação. A categorização das palavras/expressões evocadas levou em conta a prévia categorização das competências críticas ao CIO brasileiro apontadas nos trabalhos de Vreuls (2009) e Vreuls e Joia (2010, 2011, 2012), buscando-se utilizar a mesma nomenclatura utilizada por esses autores, de modo a facilitar a comparação entre os resultados encontrados. Assim, de posse das palavras mencionadas pelos sujeitos da pesquisa, foram criadas categorias semânticas para agrupar as palavras de sentido próximo, evitando-se que palavras de mesmo conteúdo semântico fossem consideradas distintas. Entretanto, foram desprezadas as categorias pouco significativas, ou seja, aquelas que foram evocadas uma única vez (Vergara, 2005). Para tal mister, o software Evoc desenvolvido por Pierre Vergès foi usado, visando a categorizar as palavras/expressões evocadas e a posicioná-las em categorias de análise. Foi criada, então, uma tabela para quantificar o número de vezes que cada palavra/expressão pertencente a dada categoria foi evocada em primeiro, segundo, terceiro, quarto e quinto lugares. O cálculo da Ordem Média de Evocação (OME) de cada categoria foi feito da seguinte forma: OME =
(f1 ∗1)+(f2 ∗2)+(f3 ∗3)+(f4 ∗4)+ (f5 ∗5) ∑f
onde f1 representa o número de vezes que as expressões pertencentes à categoria foram evocada em primeiro lugar; f2 o número de vezes que as expressões pertencentes à categoria foram evocadas em segundo lugar; e assim por diante. O somatório de f, representado pelo denominador, descreve a soma total de vezes que as expressões pertencentes à categoria foram evocadas: (f1+ f2+ f3+ f4 + f5).
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Para se construir os quadrantes de Vergès é preciso calcular dois valores referenciais para posicionamento das categorias dentro dos quadrantes. São eles: a frequência média de evocação (FME) e a média das ordens médias de evocação (OME). A frequência média de evocação é calculada pela divisão do somatório total de evocação de todas as palavras/expressões pertencentes a uma categoria pelo número de categorias, e a média das ordens médias de evocação é obtida pela divisão do somatório de todas as OME pelo número de categorias.
d e E v o c a ç ã o
N úcleo Central
Menor que a média
F r e q u ê n c i a
Maior ou igual que a média
Comparando-se os valores individuais de cada uma das categorias com os valores referenciais calculados para se construir os quadrantes, é possível localizar cada categoria, horizontal e verticalmente, em um quadrante, como apresentado na Figura 2.
Sistem a Periférico
M enor que a m édia
M aior ou igual que a m édia
O rdem M édia de Evocação
Figura 2: Os Quadrantes de Vergès Fonte: Adaptado de Vergara e Ferreira (2005).
A partir do exame conjugado da FME e da OME de cada categoria, foram levantados os elementos pertencentes ao núcleo central da representação social. Para tanto, as categorias foram agrupadas nos seguintes quadrantes (Abric, 1994; 2003): i. ii. iii.
Superior esquerdo: as que têm frequência maior ou igual e OME menor do que as suas médias. Estas serão parte integrante do Núcleo Central; Superior direito: as que têm frequência maior ou igual e OME maior ou igual às suas médias; Inferior esquerdo: as que têm frequência menor e OME menor do que as suas médias; 8
iv.
Inferior direito: as que têm frequência menor e OME maior ou igual às suas médias. Estas serão parte integrante do Sistema Periférico.
Os quadrantes (ii) e (iii) possibilitam uma interpretação menos direta da representação social, por se referirem a cognições que, apesar de não comporem o núcleo central, mantêm com ele uma relação de proximidade (Tura, 1997). 4
ANÁLISE DOS DADOS E RESULTADOS
4.1 Descrição da Amostra Como já dito, a pesquisa foi realizada com 243 profissionais que atuam na área de tecnologia da informação. É importante ressaltar que não foram consideradas as respostas de profissionais que ocupem ou que tenham ocupado a posição de CIO. Essa exclusão permitiu capturar a percepção dos profissionais de TI acerca das competências do CIO, e não a percepção do próprio CIO sobre as suas próprias competências. Verificou-se que 91,3% dos respondentes trabalham em empresas situadas na região Sudeste, a qual, segundo SOFTEX (2012), concentra as atividades de TI no país. Além disso, na amostra estudada, percebe-se que mais de 80% dos profissionais de TI respondentes são do sexo masculino. Essa concentração é confirmada por Castro (2011), que atribui a menor participação de mulheres nesse mercado a fatores sociais, principalmente aqueles relacionados ao fato de os empregadores não esperarem que as mulheres possam desempenhar bem um cargo que exige flexibilidade e mobilidade. Quanto à formação acadêmica, 93% dos respondentes possuem graduação completa e 57,2% pós-graduação, mestrado ou doutorado. Entre as áreas mais citadas de formação acadêmica, processamento de dados, análise de sistemas e ciência da computação correspondem a 66,7% da formação; engenharias correspondem a 17,7%; outras áreas de formação, como administração de empresas, somam 15,6%. Assim, pelo fato de a amostra possuir profissionais com elevado nível de escolaridade, não foi surpresa perceber que a maioria dos respondentes já teve experiência como gestor na área de tecnologia. Isto é, mais de 72% dos respondentes declarou ter tido experiência direta como gestor de TI. Ressalta-se, entretanto, que essa experiência ficou concentrada nas posições de média e alta gerência, mas nunca como CIO efetivamente. A presença de profissionais com experiência como gestor é importante pois entende-se que boa parte tem ou teve contato direto com os seus respectivos CIOs e, portanto, sua percepção quanto ao papel do CIO é fortemente influenciada pelas atitudes do mesmo. Outra característica importante observada na pesquisa é que mais de 80% da amostra possui mais de dez anos de experiência na área de TI. A elevada experiência dos profissionais de TI respondentes enriquece o resultado da pesquisa, visto que aumenta a chance de o profissional ter passado por mais de um CIO ao longo de sua experiência profissional. Além disso, mais de 50% da amostra já esteve em cinco ou mais empresas, o que lhes permite compartilhar experiências com pelo menos cinco CIOs diferentes. Identifica-se também que mais de 58% da amostra trabalha em suas atuais empresas por um período não inferior a três anos, ou seja, estão em contato com a política de gestão de seus respectivos CIOs há tempo suficiente para entender e absorver as orientações e impactos operacionais da sua gestão. 9
Portanto, entende-se que o perfil da amostra utilizada nesta pesquisa está em linha com os objetivos do trabalho, bem como permite uma visão bem clara da percepção dos profissionais de TI acerca das características essenciais aos CIOs brasileiros. 4.2 O Núcleo Central e o Sistema Periférico da Representação Social das Competências do CIO Brasileiro Como já dito, o tratamento dos dados segundo a técnica de evocação de palavras obedece aos seguintes passos: categorização das palavras, cálculo de freqüência das categorias e cálculo da ordem média de evocação Assim, como já exposto, solicitou-se aos 243 respondentes que escrevessem, em ordem de importância, as cinco primeiras palavras, ou expressões, que viessem em suas mentes a partir da expressão indutora "competências essenciais ao CIO". Contabilizou-se, no total geral, 1215 expressões evocadas, sendo 337 das mesmas distintas entre si. Dessas, 12 foram excluídas por terem sido citadas apenas uma vez, não apresentando semelhança semântica com as outras expressões, o que as inabilitava à inclusão em alguma categoria (Vergara, 2005). Pode-se observar de forma resumida, na Tabela 1, os números gerais do teste de evocação de palavras. Dados Gerais Número de indivíduos que responderam ao questionário Total geral de palavras ou expressões evocadas Total de palavras ou expressões evocadas distintas entre si Total de palavras ou expressões excluídas Total de palavras ou expressões categorizadas Total de categorias identificadas Tabela 1: Dados Gerais do Teste de Evocação de Palavra
243 1215 337 12 325 9
Das sete competências críticas do CIO brasileiro apresentadas em Vreuls (2009) e Vreuls e Joia (2010, 2011, 2012), encontrou-se equivalência semântica para seis delas na representação estudada. Apenas a competência "Manter a operação de TI" não foi identificada. Entende-se que essa característica não foi apontada pelos respondentes devido ao fato de os mesmos não entenderem ser esta uma atribuição direta do CIO, mas sim das áreas operacionais de TI. Além das seis competências consonantes com o trabalho de Vreuls (2009) e Vreuls e Joia (2010, 2011, 2012), encontrou-se mais três: Relacionamento Interpessoal, Comportamento Ético e Foco em Resultados. Após a categorização das palavras evocadas, procedeu-se ao cálculo da frequência de evocação e da ordem média de evocação (OME) de cada uma das categorias semânticas aptas à análise. Na Tabela 2, demonstra-se, como exemplo, o cálculo da freqüência e da OME da categoria “Capacidade Técnica”, enquanto na Tabela 3 apresenta-se os resultados dos cálculos feitos para as demais categorias submetidas à análise. Prosseguindo com o processo de identificação do núcleo central da representação social estudada, foram construídos os quadrantes de Vèrges. Para isto, foi necessário calcular os valores da média das frequências de evocação e da média das ordens médias de evocação (OME), como mostra a Tabela 4.
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A partir dos valores de referência calculados na Tabela 4, foi possível localizar todas as categorias semânticas em um dos quatro quadrantes de Vèrges, evidenciando os elementos do núcleo central e do sistema periférico (Figura 3). Categoria: Capacidade Técnica Número de evocações em 1o lugar (f1) Número de evocações em 2o lugar (f2) Número de evocações em 3o lugar (f3) Número de evocações em 4o lugar (f4) Número de evocações em 5o lugar (f5) Total de evocações (∑f) OME = (f1 ∗1)+(f2∗2)+(f3 ∗3)+(f4 ∗4)+ (f5 ∗5)
44 51 44 29 55 223
___________________________________________________________
∑f 3,00 Tabela 2: Cálculos de Frequência e Ordem Média de Evocação para a categoria "Capacidade Técnica" Freqüência Categoria OME 308 Capacidade de Influenciar a organização 2,90 133 Relacionamento Interpessoal 3,00 185 Foco em Resultados 3,19 223 Capacidade Técnica 3,00 128 Visão de TI/Inovação 2,98 48 Networking Externo 3,23 77 Visão de Negócios 2,65 90 Comportamento Ético 3,16 23 Suporte ao Negócio 3,00 Tabela 3: Frequência e Ordem Média de Evocação das Categorias Analisadas Valores de Referência Média das Frequências de Evocação: ∑(∑f)/9 = 1215/9
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Média das Ordens Médias de Evocação: ∑(OME)/9 = 27,11/9 3,012 Tabela 4: Valores Referenciais para os Quadrantes de Vèrges As competências Capacidade Técnica e Capacidade de Influenciar a Organização foram categorizadas no núclelo central, sendo portanto percebidas como essenciais aos CIOs, sob a ótica dos profissionais de TI pesquisados. A categoria Capacidade Técnica foi formada por expressões como: experiência, competência técnica, conhecimento tecnológico, background técnico, dentre as principais. A categoria Capacidade de Influenciar a Organização foi formada por expressões como: gestão de pessoas, liderança, exemplo, trabalho em equipe, admiração dos colaboradores, marketing, mentor, integrador, dentre as principais. 11
Figura 3: Núcleo Central e Sistema Periférico da Representação Social Estudada Os elementos presentes no sistema periférico da representação social das competências do CIO brasileiro para os indivíduos pesquisados, constitutivos do pensamento social deste grupo em relação ao objeto de estudo, foram: Networking Externo e Comportamento Ético. A categoria Networking externo foi formada por expressões como: conhecimento do mercado, relação com fornecedores, atualizado com tendências de mercado, bem informado, dentre as principais. A categoria Comportamento Ético foi formada por expressões como: honestidade, transparência, justiça, integridade, ética, credibilidade, dentre as principais. As demais categorias ficaram localizadas nos quadrantes inferior esquerdo e superior direito, possibilitando uma interpretação menos direta, por se referirem a cognições que, apesar de não comporem o núcleo central, mantêm com ele uma relação de proximidade (Tura, 1997). 5. DISCUSSÃO E CONCLUSÕES A partir dos resultados obtidos, foi possível elaborar uma tabela comparativa da representação social das competências críticas ao CIO, de acordo com os profissionais de TI, com as competências críticas ao CIO, percebidas pelos próprios CIOs, como mostrado na Figura 4. Das nove categorias/competências evocadas pela representação, apenas Capacidade Técnica e Capacidade de Influenciar a Organização foram confirmadas como competências essenciais ao CIO brasileiro na percepção dos profissionais de TI brasileiros, visto que estão no núcleo central da representação. Isto indica que, para os profissionais de TI, os CIOs tanto devem possuir adequada competência gerencial para convencer a alta administração da importância de TI para a empresa, como possuir adequada competência técnica para avaliar se as funcionalidades de uma dada tecnologia têm potencial para criar vantagens para o negócio, estandomapto, também, a implementar soluções tecnológicas na organização. 12
Percepção dos CIOs (*) Percebida Visão de Negócios Percebida Suporte ao Negócio Percebida Capacidade de Influenciar a Organização Percebida Capacidade Técnica Percebida Networking Externo Percebida Manter a Operação de TI Percebida Visão de TI/Inovação Percebida RelacionamentoInterpessoal Não Foco em Resultados percebida Não Comportamento Ético percebida (*) Vreuls (2009) e Vreuls e Joia (2010, 2011, 2012) (**) Obtido via TRS Competências Críticas aos CIOs
Percepção dos Profissionais de TI (**) Inconclusiva Inconclusiva Mandatória (Núcleo Central) Mandatória (Núcleo Central) Auxiliar (Sistema Periférico) Não percebida Inconclusiva Inconclusiva Inconclusiva Auxiliar (Sistema Periférico)
Figura 4 – Comparação das Competências Críticas ao CIO Duas outras competências merecem destaque por fazerem parte do sistema periférico: Networking Externo e Comportamento Ético. Foi uma surpresa perceber que a competência Comportamento Ético não foi considerada como parte integrante do núcleo central da representação social das competências do CIO, indicando que essa competência não está tão fortemente presente na percepção dos profissionais de TI quanto seria esperado, principalmente pelo fato de a TI ser uma das áreas mais sujeitas a auditorias, controles e mesmo guias de melhores práticas como o Cobit (Control Objectives for Information and related Technology) e o ITIL (Information Technology Infrastructure Library). A volatilidade dessa competência pode colocar em risco a credibilidade dos CIOs e de seus liderados a curto prazo, visto que, devido ao aumento da importância da TI nas empresas, é natural que se aumentem os controles sobre essa área. Por fim, a competência Networking Externo também apresenta características de volatilidade; entretanto, tal não se configura uma surpresa. As relações entre fornecedores e TI estão mudando ao longo do tempo. Os fornecedores passaram de simples vendedores de hardware/software para consultores de tecnologia. Atualmente, a relação dos fornecedores com as empresas ocorre muito mais no âmbito de consultorias do que de outro modo. Esse novo perfil de atuação dos fornecedores nas empresas, por ter um viés de mudança, justifica o posicionamento dessa competência no sistema periférico. Os resultados advindos deste trabalho têm implicações para o mundo gerencial ao demonstrar uma dissonância cognitiva entre o pensamento dos CIOs e a de seus liderados acêrca das competências essenciais ao primeiro. Seria de se esperar que os profissionais de TI estivessem alinhados com a percepção de seus líderes acerca de quais competências são relevantes para a liderança de TI - entretanto, tal não acontece. Entende-se que os CIOs possam ter sido induzidos a apontar competências essenciais diferentes daquelas que realmente têm, numa busca por legitimação do mercado, o que os induz a manter um comportamento extremamente semelhante entre si, inclusive se comparado aos CIOs de outros países, evidenciando um isomorfismo mimético (Tingling & Parent, 2002). 13
Assim, as empresas deveriam investir na eliminação da dissonância cognitiva associada a como o CIO se vê e como seus profissionais o enxergam, sob pena de a área de TI não alcançar os resultados esperados pela área de negócios (Weill & Ross, 2004). Esta pequisa científica apresenta suas limitações. A primeira limitação diz respeito à validade externa dos resultados encontrados, a qual diz respeito à generalização dos resultados para todo e qualquer grupo de indivíduos (Yin, 2005). Essa limitação se dá pela escolha de um tipo de amostra não estatística. Assim, os resultados apresentados valem apenas para essa amostra específica. Um outro fator limitador é a formação das categorias semânticas para tratamento dos dados obtidos pelo teste de evocação de palavras. Esse procedimento é flexível e não padronizado. Assim, as informações podem não ser bem aproveitadas. Em todo arranjo de categorias sempre poderá haver uma perda, mesmo que pequena, no aproveitamento dos dados, o que requer, em geral, a utilização de técnicas complementares de coleta de dados, como a entrevista ou a observação direta, não adotadas neste estudo (Vergara, 2005). Finalmente, como se pode ver, há ainda um caminho longo a percorrer nesta área de pesquisa, já que diferentes abordagens metodológias e distintas classes de respondentes (CIOs e profissionais de TI) têm conduzido a diferentes resultados acêrca das competências essenciais ao CIO no Brasil. Este trabalho espera, assim, ter contribuído para uma melhor compreensão dessa problemática. 6. REFERÊNCIAS Abraham, T.; Beath, C.; Bulle, Christine; Goles, T. & Kaiser, K., & Simon, J. (2006). “IT Workforce Trends: Implications for IS Programs”. Communications of AIS, (17:3), pp.11471170. Abric, J.-C. (2003). “Le recherché du noyau central et de la zone muette des répresentations sociales”. In: J.-C (ed.), Méthods détude des representations sociales, pp. 59-80, Ramonville Sant-Agne, France:Éres. Bassellier, G. & Benbasat, I. (2004). “Business Competence of Information Technology Professionals: Conceptual Development and Influence on IT-Business Partnerships”, MIS Quarterly (28:4), pp. 673-694. Broadbent, M. & Kitzis, E. S. (2005). The New CIO Leader: Setting the Agenda and Delivering Results. Boston: Harvard Business School Press, pp. 167-196. Carter, M.; Grover, V.; Bennett, J. (2011). “The Emerging CIO Role of Business Technology Strategist, MIS Quarterly (10:1), pp.19-29. Castro, B. (2011). “Gênero e Flexibilização do Trabalho: Uma análise do setor de TI”. ARIÚS - Revista de Ciências Humanas e Artes (17:1), pp.28-45. Disponível em: http://www.ch.ufcg.edu.br/arius/01_revistas/v17n1/00_arius_v17_n1_2011_edicao_completa. pdf. Acesso em 12/11/2013. Chen, Y-C & Wu, J-H. (2011). “IT management capability and its impact on the performance of a CIO”, Information & Management (48:4-5), pp. 145-156. Chun, M.& Mooney, J. (2009).“CIO roles and responsibilities: Twenty-five years of evolution and change”, Information & Management Journal (46:6), pp. 223-234. Cota, M. F. (2002). “Competências não-técnicas necessárias ao profissional de Tecnologia da Informação”. Dissertação de Mestrado em Gestão do Conhecimento e da Tecnologia da Informação. Universidade Católica de Brasília, Brasília. 14
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